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Prioridade será para profissionais de saúde, pessoas com 60 anos ou mais e grupos indígenas e quilombolas; resultado da fase 3 com o índice de eficácia do imunizante da vacina ainda deve ser divulgado

O governador de São Paulo, João Doria, disse nesta segunda-feira (7) que o Estado vai começar a vacinação contra a covid-19 no dia 25 de janeiro. Nessa primeira etapa, a prioridade será para profissionais de saúde, pessoas com 60 anos ou mais e grupos indígenas e quilombolas.
O cronograma estipula cinco etapas de vacinação a partir do início da campanha. Até o fim de março, o Governo de São Paulo estima que quase 20% dos 46 milhões de habitantes do estado estejam imunizados com duas doses da CoronaVac - desenvolvida em parceria entre o Instituto Butantan e a biofarmacêutica Sinovac Biotech.
O resultado da fase 3 com o índice de eficácia do imunizante deve ser divulgado na próxima semana. Se tudo correr como esperado, o governo deve pedir imediatamente o registro da vacina na Anvisa (Agência Nacional de Vigilância Sanitária).
Estudos clínicos demonstraram que 94,7% dos voluntários não tiveram evento adverso. Dos que apresentaram alguma reação, 99,7% relataram sintomas de baixa gravidade, como dor no local da injeção e dor de cabeça leve.
A medida anunciada faz parte do Plano Estadual de Imunização contra o coronavírus. “Não estamos virando as costas para o Plano Nacional de Imunizações, mas precisamos ser mais ágeis e, por isso, estamos nos antecipando", disse João Doria.
A previsão é que 9 milhões de pessoas sejam imunizadas na primeira etapa, com a aplicação de 18 milhões de doses. O público-alvo prioritário abrange trabalhadores na linha de frente de combate à covid-19, indígenas e quilombolas e também a faixa etária com maior índice de letalidade pela doença – pessoas com mais de 60 anos.
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A campanha será coordenada pela Secretaria de Estado da Saúde e implementada em parceria com as 645 prefeituras de São Paulo. O objetivo é dobrar o total de postos de vacinação dos atuais 5,2 mil para até 10 mil locais.
O Governo do Estado vai propor aos municípios a adoção de normas especiais para vacinação em farmácias, quartéis da Polícia Militar, escolas, terminais de ônibus e postos volantes em sistema drive-thru. O objetivo é garantir a segurança da população e evitar aglomerações nos locais de imunização.
A estimativa é que o esquema de logística e segurança pública para o Plano Estadual de Imunização envolva cerca de 79 mil profissionais, com 54 mil trabalhadores do setor de saúde e 25 mil agentes de segurança, entre policiais militares e guardas civis municipais.
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