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2020-08-20T12:36:33-03:00
Estadão Conteúdo
Apreensão em Brasília

Se Câmara derrubar veto, 7 de cada 10 servidores podem ter aumento

Bolsonaro acionou Maia e cobrou de líderes do Centrão a manutenção do congelamento. Segundo o presidente, se o veto cair, vai ser “impossível governar o Brasil”

20 de agosto de 2020
12:36
Precatórios
Congresso Nacional em Brasília - Imagem: Shutterstock

Sete de cada dez servidores dos Estados e municípios vão poder ter reajustes salariais até dezembro de 2021 caso a Câmara derrube o veto do presidente Jair Bolsonaro que congelou os salários do funcionalismo federal, estadual e municipal nos próximos 18 meses. Para a União, a proporção é um pouco menor: 60% dos servidores federais poderão receber reajustes se o veto cair. As informações são da equipe econômica do governo.

Na quarta-feira, 19, os senadores derrubaram o veto do presidente à possibilidade de reajuste salarial para algumas categorias do funcionalismo público até o fim de 2021. A proposta foi aprovada pelo Congresso dentro do socorro financeiro a Estados e municípios, mas acabou barrada pelo Palácio do Planalto.

Nesta quinta, o texto vai ser analisado pelos deputados. Bolsonaro acionou Maia e cobrou de líderes do Centrão a manutenção do congelamento. Segundo o presidente, se o veto cair, vai ser "impossível governar o Brasil".

O crescimento da folha de pessoal é hoje o principal fator a corroer o espaço do Orçamento da maioria dos Estados e municípios brasileiros. Os servidores das áreas de saúde, educação e segurança - que foram blindados pelo Congresso do congelamento - são os responsáveis pelo maior peso nas folhas de governadores e prefeitos.

Mais uma vez, as diversas categorias de servidores mostraram força de mobilização e pressão no Senado, mesmo com as críticas de diversos setores da sociedade civil, afetados pela crise com demissões e corte de salários, que cobraram medidas semelhantes dos servidores.

De acordo com dados oficiais, hoje já são quase 10 milhões de trabalhadores do setor privado que tiveram o salário reduzido ou o contrato suspenso por causa da crise provocada pela pandemia. Outros 66 milhões de pessoas já receberam o auxílio emergencial de R$ 600 pago pelo governo a desempregados e informais.

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