Menu
Dados da Bolsa por TradingView
2020-04-27T10:25:03-03:00
Estadão Conteúdo
vida depois da pandemia

Retomada de países ricos deve acelerar a partir de 2021

Analistas têm dado especial ênfase à situação dos emergentes, suscetíveis à piora da situação fiscal, fuga de investimentos e queda nos preços das commodities

27 de abril de 2020
10:16 - atualizado às 10:25
Imagem conceitual traz o globo terrestre ao lado de pilhas de dinheiro
Imagem: Shutterstock

Os choques econômicos causados pela forte desaceleração da atividade produtiva nos últimos meses, no rastro da pandemia do coronavírus, vão atingir as economias de maneira diferente.

Analistas têm dado especial ênfase à situação dos emergentes, suscetíveis à piora da situação fiscal, fuga de investimentos e queda nos preços das commodities. Com pacotes de socorro também em menor escala, as expectativas de recuperação para esse grupo são piores. No caso das economias avançadas, a retomada tende a ser mais vigorosa em 2021, acentuando diferenças com o resto do mundo.

O cenário básico considerado pelos analistas é de redução dos efeitos negativos do coronavírus nos próximos meses, o que não colocaria em risco também o crescimento do mundo em 2011. Assim, Estados Unidos e países da zona do Euro - severamente afetados neste primeiro momento - devem amargar um tombo maior do que os países da América Latina em 2020. Em compensação, terão fôlego para avançar mais no próximo ano.

Nos EUA, o crescimento em 2021 deve chegar a 4,7%, depois de uma retração de 5,9% em 2020, segundo o FMI. A previsão para o ano que vem é quase 3 pontos porcentuais maior do que era estimado antes da crise. Em comparação, o Brasil deve ver o PIB cair 5,3% neste ano e ter crescimento de 3,5% em 2021 - ou 0,6 ponto porcentual a mais do que já era projetado para o País quando a pandemia não fazia parte das contas.

Já na zona do Euro, a diferença em relação às estimativas anteriores sobre 2021 pode chegar a 3,3 ponto porcentual. No caso dos emergentes, a projeção de crescimento cresceu basicamente puxada pela China. Na América Latina e Caribe, a projeção de crescimento no ano pós-crise aumentou 1 ponto na comparação com o pré-pandemia, enquanto nos países de baixa renda e em desenvolvimento, ficou abaixo disso.

Não necessariamente países avançados vão crescer mais do que outros em 2021, mas a comparação das projeções feitas antes da crise com as atuais mostra que nações ricas tendem a entrar em trajetória de recuperação no ano que vem, enquanto parte dos demais países crescerá pouco a mais do que já era esperado antes da recessão global.

Em relatório recente, o FMI apontou que economias avançadas, "com forte governança, sistemas de assistência médica bem equipados e o privilégio de emitir moedas de reserva", estão relativamente melhor posicionados para enfrentar a crise. Do outro lado, vários emergentes e economias em desenvolvimento devem depender da ajuda de instituições internacionais.

"Comparado às economias avançadas, muitos países de baixa renda estão mais mal posicionados para conter e gerenciar a crise. Esses países têm menos espaço fiscal, sistemas de saúde pública mais fracos", afirma Barry Eichengreen, economista e professor da Universidade da Califórnia em Berkeley.

O secretário-geral da Organização das Nações Unidas, António Guterres, tem cobrado o que chama de "resposta coordenada, multilateral e de larga escala, que represente ao menos 10% do PIB global" em medidas de estímulo à economia. Para tanto, seria preciso expandir a capacidade do FMI e de outras instituições para injetar recursos nos países que precisam.

Diferenças

Comparar o socorro a trabalhadores nos EUA com o panorama brasileiro, por exemplo, dá uma ideia das diferenças. No Brasil, o número de trabalhadores que terão acesso a renda emergencial é estimado em 75 milhões - algo em torno de 35% da população. Nos EUA, a expectativa de analistas é que até 150 milhões de pessoas (o equivalente a 45% da população americana) sejam beneficiadas. Destes, 80 milhões já receberam um cheque de estímulo na primeira leva de pagamentos, feita na semana passada.

A renda média por família nos EUA é de US$ 63 mil por ano, algo próximo a US$ 5 mil por mês. Com o coronavírus, quem receber até US$ 75 mil anualmente terá direito a pagamento de US$ 1,2 mil feito pelo governo americano para ajudar as famílias. Casais podem receber dobrado e cada criança dá direito a uma verba extra. As informações são do jornal O Estado de S. Paulo.

Comentários
Leia também
Um self service diferente

Como ganhar uma ‘gorjeta’ da sua corretora

A Pi devolve o valor economizado com comissões de autônomos na forma de Pontos Pi. Você pode trocar pelo que quiser, inclusive, dinheiro

Ele está de volta?

Setores fazem pressão por volta do horário de verão

Criado com a finalidade de aproveitar o maior período de luz solar durante a época mais quente do ano, o horário de verão foi instituído no Brasil em 1931 pelo então presidente Getúlio Vargas e adotado em caráter permanente a partir de 2008.

MANOBRAS

Juiz põe no banco dos réus ex-gestores do banco Máxima por gestão fraudulenta

O Banco Máxima S.A. informa que seus atuais acionistas assumiram a administração do banco em 2018, após aprovação pelo Banco Central, e que os integrantes da antiga gestão não têm mais qualquer relação com a instituição financeira

Foguete? Tô fora!

Warren Buffet: o bilionário que não quer conhecer as estrelas

Enquanto Bezos, Musk e Branson protagonizam a nova corrida especial, o Oráculo de Omaha prefere apenas observar

O melhor do Seu Dinheiro

O seu momento Sherlock Holmes

Na adolescência, ouvia que quem buscasse por romance policial brasileiro deveria ler algo do Rubem Fonseca. Era uma vontade minha achar uma história desse gênero que fosse mais próxima da minha realidade — e o filtro nacionalidade me pareceu o mais adequado.  A ideia surgiu depois de ter conhecido parte das histórias criadas por Agatha […]

Mesa Quadrada

Comentarista da ESPN Paulo Antunes fala da sua paixão por futebol americano e experiência no mercado financeiro

Ele conta sobre suas aventuras na cobertura de futebol americano e basquete e ainda revela seus investimentos na Bolsa em novo episódio do podcast Mesa Quadrada

Carregar mais notícias
Carregar mais notícias
Fechar
Menu

Usamos cookies para guardar estatísticas de visitas, personalizar anúncios e melhorar sua experiência de navegação. Ao continuar, você concorda com nossas políticas de cookies