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Contra a crise

Petrobras adia pagamento de R$ 1,7 bi em dividendos e anuncia medidas para preservação do caixa durante crise

A petroleira espera equilibrar o seu fluxo de caixa para 2020, impactado pela redução abrupta dos preços e da demanda por petróleo e pela pandemia causada oelo novo coronavírus.

26 de março de 2020
10:02 - atualizado às 18:48
Petrobras
Imagem: shutterstock

A Petrobras anunciou nesta quinta-feira (26) que adiou o pagamento de dividendos aos acionistas referente ao exercício de 2019, que seria feito em 20 de maio para o dia 15 de dezembro.

A medida foi aprovada nesta quarta-feira (25) em reunião do Conselho de Administração da companhia. Segundo a companhia, a postergação do pagamento é uma das medidas adotadas para preservar o caixa da empresa em função da pandemia do COVID-19 e do choque de preços do petróleo

O pagamento da remuneração estava sujeita à deliberação da Assembleia Geral Ordinária (AGO), que também foi adiada e agora acontecerá no dia 27 de abril.

O pagamento segue as mesmas diretrizes já anunciadas. O montante total a ser pago será de R$ 1,7 bilhão para as ações ordinárias, sendo R$ 0,233649 por ação, e R$ 2,5 milhões para as ações preferenciais, sendo RF$ 0,000449 por ação). Os valores foram calculados com base no resultado anual de 2019.

As ações passarão a ser negociadas ex-direitos na B3 e na NYSE a partir de 28/04/2020, após a realização da AGO.

Preservação do caixa

A estatal também anunciou uma série de medidas para a redução do desembolso e preservação do caixa em um cenário de incertezas. Vale lembrar que além da pandemia, a petroleira também sofre com a redução abrupta dos preços e da demanda por petróleo.

Com as medidas anunciadas, a companhia espera equilibrar o seu fluxo de caixa para 2020.

Confira as medidas anunciadas:

  • Desembolso das linhas de crédito compromissadas (Revolving Credit Lines), no montante de cerca de US$ 8 bilhões, que devem entrar no caixa essa semana.
  • Desembolso de duas novas linhas que somam R$ 3,5 bilhões.
  • Redução e postergação de gastos com recursos humanos, no valor total de R$ 2,4 bilhões: adiamento do pagamento do Programa de Prêmio por Performance 2019, do pagamento de horas-extras, do recolhimento de FGTS e do pagamento de gratificação de férias.
  • Também serão postergados os pagamentos de 30% da remuneração mensal total do Presidente, Diretores, Gerentes Executivos e Gerentes Gerais;
  • Processos de avanço de nível e promoção para os empregados e avanço de nível de funções gratificadas de 2020 estão cancelados;
  • Redução de 50% no número de empregados em sobreaviso parcial nos próximos três meses e suspensão temporária de todos os treinamentos;
  • Otimizações do capital de giro;
  • Redução dos investimentos programados para 2020 de US$ 12 bilhões para US$ 8,5 bilhões;
  • Aceleração da redução dos gastos operacionais, com uma diminuição adicional de US$ 2 bilhões
  • Redução de gastos com intervenções em poços e otimização da logística de produção e postergação de novas contratações relevantes pelo prazo de 90 dias

Para lidar com a queda da demanda por derivados - especialmente diesel, gasolina e QAV-, a Petrobras também irá reduzir em um total de 100 bpd a sua produção de óleo até o final de março. A iniciativa busca burlar a sobreoferta no mercado externo e a redução da demanda mundial.

Combate ao coronavírus

A Petrobras também informou ao mercado as medidas que vem sendo tomadas para conter os impactos do coronavírus na companhia.

Segundo o comunicado, a empresa vem adotando uma série de ações para preservar a saúde de seus colaboradores e apoiar na prevenção do coronavírus em suas áreas operacionais e administrativas da empresa - todas elas de acordo com as recomendações da Organização Mundial da Saúde (OMS) e do Ministério da Saúde.

A petroleira também doou 600 mil testes para diagnóstico da doença ao Sistema Único de Saúde (SUS) e que devem chegar ao país em abril.

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