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Guerra de preços

Opep+ deve anunciar acordo para cortar produção petróleo entre maio e junho

A decisão foi tomada na reunião de hoje dos países-membros da organização, de acordo com relatos da imprensa internacional. Mas não deve ser suficiente para estabilizar o mercado

9 de abril de 2020
14:34 - atualizado às 18:31
Imagem conceitual mostra petróleo derramado em cima de nota de dinheiro
Petróleo já subiu 133% em 12 meses, sendo 20% só em 2021 - e este pode ser só o começo de um'superciclo' da commodity - Imagem: Shutterstock

Os países produtores de petróleo deram um passo importante para conter o colapso provocado pela falta de acordo entre Arábia Saudita e Rússia. A Opep+ deve anunciar um corte de 10 milhões de barris por dia na produção entre maio e junho.

A decisão foi tomada na reunião de hoje dos países-membros da organização, de acordo com relatos da imprensa internacional. Mas ainda não deve ser suficiente para estabilizar o mercado.

A expectativa por um acordo vem desde a semana passada, quando o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, antecipou que russos e sauditas estavam próximos de um entendimento.

Por isso mesmo, as cotações do petróleo se enfraqueceram ao longo dessa tarde: após passarem a primeira metade da sessão em alta, o WTI para maio encerrou a sessão em forte baixa de 9,28%, a US$ 22,76 o barril, enquanto o Brent para junho teve queda de 4,11%, a US$ 31,48.

Essa virada no petróleo foi sentida pelas ações da Petrobras, que também mergulharam ao campo negativo: ao fim do dia, os papéis ON da estatal (PETR3) recuaram 3,66%, enquanto os PNs (PETR4) caíram 2,89%.

Esse efeito dominó acabou arrastando o próprio Ibovespa, dado o peso das ações da Petrobras na composição da carteira: o índice, que chegou a subir 2,29% durante a manhã e romper o nível dos 80 mil pontos, fechou em queda de 1,20%, aos 77.681,94 pontos — ainda assim, acumulou ganhos de 11,71% na semana.

Os preços do petróleo desabaram no mês passado diante da queda na demanda provocada pela pandemia do coronavírus e, principalmente, diante da falta de acordo entre os países da Opep, que levou Arábia Saudita e Rússia a tomarem a inesperada decisão de elevar a produção no mês passado.

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