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MELHORANDO

Monitor da FGV sobre PIB aponta alta de 7,5% no 3º trimestre

Crescimento reverte em parte perdas do segundo trimestre, mas não é suficiente para recuperar o nível de atividade econômica

Três pilhas de moedas com blocos de madeira formando a sigla PIB
Imagem: Montagem Andrei Morais / Shutterstock

A economia brasileira deve apresentar retomada no terceiro trimestre, depois de sentir duramente os efeitos da pandemia de covid-19. Mas o estrago provocado pelo novo coronavírus ainda não será totalmente superado.

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O Produto Interno Bruto (PIB) brasileiro cresceu 7,5% no terceiro trimestre em relação ao segundo trimestre deste ano, segundo o Monitor do PIB, apurado pelo Instituto Brasileiro de Economia da Fundação Getulio Vargas (Ibre/FGV).

Na comparação com setembro de 2019, a economia teve redução de 2,3% em setembro de 2020. E em relação ao terceiro trimestre de 2019, o PIB encolheu 4,4% no terceiro trimestre deste ano.

O resultado está de certa forma alinhado ao que o Índice de Atividade Econômica do Banco Central (IBC-Br), mostrou na sexta-feira passada (13), ainda que um pouco abaixo. O indicador apontou uma expansão de 9,47% no terceiro trimestre. Vale destacar que o IBC-Br é calculado de forma diferente do PIB, levando em conta variáveis consideradas bons indicadores de segmentos, enquanto o PIB é calculado somando os bens e serviços produzidos na economia.

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O Monitor do PIB da FGV antecipa a tendência do principal índice da economia a partir das mesmas fontes de dados e metodologia empregadas pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), responsável pelo cálculo do PIB.

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Evoluindo, mas falta

Para Claudio Considera, coordenador do Monitor do PIB-FGV, o crescimento da economia brasileira no terceiro trimestre reverte, em parte, a forte retração de 9,7% registrada no segundo trimestre, quando o País sentiu a chegada da pandemia de covid-19 ao Brasil.

“No entanto, este crescimento não é suficiente para recuperar o nível de atividade econômica que ainda se encontra 5,0% abaixo do observado no quarto trimestre do ano passado", avaliou.

Na passagem do segundo para o terceiro trimestre, todas as atividades apresentaram crescimento, impulsionadas pela base de comparação depreciada, com os resultados do segundo trimestre duramente afetados pela pandemia. A exceção foi a agropecuária (-0,3%), por não ter sido impactada diretamente pela pandemia.

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O PIB da indústria cresceu 13,4% no terceiro trimestre ante o segundo trimestre, com desempenhos positivos em todos os componentes. Já os serviços avançaram 5,5%, também com crescimentos em todos os setores.

Segundo o coordenador do Monitor do PIB-FGV, apesar da recuperação disseminada entre as atividades econômicas, o setor de serviços ainda apresenta grande resistência à recuperação com grande influência das atividades de administração pública e de outros serviços.

“A elevada incerteza quanto ao futuro da pandemia tem inibido a recuperação mais robusta do setor de serviços, que é a atividade mais relevante da economia brasileira”, afirma Considera.

Pela ótica da demanda, houve retrações tanto nas exportações (-0,6%) quanto nas importações (-8,8%). Já o consumo das famílias cresceu 9,9% no terceiro trimestre ante o segundo trimestre, enquanto o consumo do governo aumentou apenas 0,5%. A Formação Bruta de Capital Fixo (FBCF, medida dos investimentos no PIB) teve uma elevação de 16,5% no terceiro trimestre, após a queda de 16,7% registrada no segundo trimestre.

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* Com informações da Estadão Conteúdo

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