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2020-08-18T16:24:13-03:00
Estadão Conteúdo
EFEITO CORONAVÍRUS

Moedas de mercados emergentes sofrem com liquidação sem trégua

As moedas desvalorizadas representam uma grande ameaça, já que podem alavancar a inflação, diminuindo o poder de compra da população.

18 de agosto de 2020
16:23 - atualizado às 16:24
Moeda

O dólar está tendo um ano ruim, mas algumas moedas emergentes estão tendo um 2020 ainda pior. Real, rand sul-africano e lira turca perderam 20% do seu valor diante o dólar, e o rublo russo e o peso mexicano amargam perdas de 15% em 2020. A situação ocorre a despeito do fato de que o valor da moeda americana frente a outras divisas fortes chegou ao seu menor nível em dois anos.

Investidores estão cautelosos e os níveis da pandemia em países mais pobres, que tiveram problemas estruturais exacerbados, levaram à saída de bilhões de dólares que ainda não retornaram. As moedas desvalorizadas representam uma grande ameaça, já que podem alavancar a inflação, diminuindo o poder de compra da população. Além disso, o temor de que os bancos centrais sejam incapazes de evitar um declínio monetário pode levar a um êxodo ainda maior de investimentos estrangeiros.

Analistas acreditam que as moedas de emergentes não vão se recuperar até ocorrer o aumento da demanda por materiais que eles exportam, como petróleo e cobre. Os mercados emergentes e as economias em desenvolvimento devem experimentar uma contração de 2,5% em 2020, de acordo com o Banco Mundial, a primeira queda no grupo em pelo menos 60 anos.

Brasil, Índia, Rússia e África do Sul estão entre as cinco nações com mais casos de covid-19, de acordo com a Universidade John Hopkins. Com base nas contaminações, Simon Harvey, analista de moedas da Monex Europe avalia: "ainda há muito risco nestes mercados".

Uma menor volatilidade e uma queda nos yields por cortes nos juros podem encorajar investidores a voltarem aos mercados emergentes, mas Harvey indica que é improvável que isso ocorra antes da primeira metade do próximo ano. Vários destes países reduziram suas taxas de juros, o que os tornou ainda menos atrativos para investidores.

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