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efeito coronavírus

Banco Central projeta estagnação da economia em 2020

Estimativa anterior era de alta de 2,2% do PIB; autarquia também divulgou que o IBC-Br avançou 0,24% em janeiro

Imagem: Shutterstock

O Banco Central alterou a projeção de alta do Produto Interno Bruto (PIB) em 2020 de 2,2% para zero, em Relatório de Inflação divulgado nesta quinta-feira (26). A autarquia também divulgou que o Índice de Atividade Econômica do Banco Central (IBC-Br) avançou 0,24% em janeiro.

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Segundo a instituição, a revisão foi feita por conta dos impactos econômicos da pandemia do novo coronavírus e por causa dos resultados de indicadores mais recentes abaixo do esperado.

A instituição prevê neste ano um recuo acentuado do PIB no segundo trimestre, seguido de retorno relevante nos últimos dois trimestres. No âmbito da oferta, o crescimento esperado da agropecuária foi mantido em 2,9% pelo BC, refletindo melhora nos prognósticos para a safra de grãos.

A estimativa para a variação do setor industrial foi reduzida de 2,9% para -0,5%, com perspectiva de menor crescimento em todas as atividades em função dos efeitos do surto de COVID-19.

A projeção para o desempenho da indústria de transformação passou de variação de 2,1% para -1,3%, motivada pela previsão de queda na demanda final, principalmente por bens de consumo duráveis e de capital, além da possível redução na oferta por causa das medidas de restrição de locomoção e da escassez de insumos importados em alguns segmentos.

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A previsão de crescimento para a indústria extrativa recuou de 7,5% para 2,4%, ante expectativa de menor demanda por minério de ferro e petróleo, em cenário de desaceleração mundial, ainda segundo o BC.

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Segundo a instituição, a construção deve apresentar retração de 0,5%, comparativamente à projeção de crescimento de 3,0% em dezembro, em meio ao comportamento de maior cautela das famílias e dos empresários do setor.

Efeitos da restrição de mobilidade

O BC prevê grande impacto em áreas que dependem da locomoção do consumidor. A projeção para o comércio recuou de 2,6% para -0,7%, a de transporte, armazenagem e correio, de 1,9% para -1,2%, e a de outros serviços, que engloba atividades como alojamento, alimentação fora de casa e atividades artísticas, de 2,2% para -1,1%.

Segmentos como administração pública e aluguéis, com significativa representação no setor terciário, tendem a ser impactados em magnitudes relativamente menores, diz o BC.

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Com relação aos componentes domésticos da demanda agregada, houve recuo na projeção para o consumo das famílias, de 2,3% para 0,8%, repercutindo impactos esperados da pandemia sobre o comportamento dos consumidores – maior cautela das famílias em relação aos gastos –, sobre a evolução da massa de rendimentos do trabalho, além dos efeitos decorrentes das medidas de distanciamento social e de restrições à mobilidade.

Para o BC, o ambiente de maior incerteza e a expectativa de recuo acentuado da atividade econômica devem ocasionar postergação de decisões de investimentos.

"Nesse contexto, a previsão para o desempenho anual da formação bruta de capital fixo (FBCF) recuou de 4,1% para -1,1%".

A projeção para o consumo do governo permaneceu praticamente inalterada (passou de 0,3% para 0,2%). Apesar da estimativa de redução de receitas, o governo tende a preservar gastos essenciais em momento de crise.

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