Menu
2020-04-04T21:26:00-03:00
Seu Dinheiro
Seu Dinheiro
Em conversa com o setor de varejo

Governo faz o máximo para o dinheiro chegar à ponta final, diz Guedes

O ministro Paulo Guedes, participou de conferência com líderes do setor de varejo neste sábado, detalhando as inciativas do governo na crise do coronavírus

4 de abril de 2020
17:55 - atualizado às 21:26
Entrevista coletiva do ministro da economia, Paulo Guedes
Imagem: Fabio Rodrigues Pozzebom/Agência Brasil

O ministro da Economia, Paulo Guedes, disse neste sábado (4), em conferência com líderes varejistas, que o governo está fazendo o máximo para que os recursos de ajuda ao combate ao novo coronavírus cheguem logo à ponta final, e que aprofunda os programas já anunciados.

Conforme ele, se houver a liberação do depósito compulsório, o dinheiro empossará. A ideia é focar cada vez mais na manutenção dos empregos.

Guedes disse que sua equipe consultou 109 associações para saber quais eram as demandas. "Juntos, seremos mais fortes, e vamos atravessar essa juntos. O governo está de mãos dadas com os senhores", disse.

Ele ressaltou que o presidente Jair Bolsonaro está preocupado em preservar vidas, a saúde e também os empregos dos brasileiros. "E quem dá essa oportunidade, quem organiza a produção são as empresas. O emprego e as empresas são indissociáveis. É uma luta comum", afirmou.

O ministro comentou da importância e da dificuldade do povo brasileiro em se isolar, mas que é importante. "Somos um povo que gosta de abraçar, de beijar. Foi aniversário da minha mãe de 98 anos e não pude abraçá-la, cumprimentá-la. Mas sabemos que isso vai passar."

Disse que, se por um lado é importante o País manter o isolamento social, é preciso também manter o "sangue flutuando", fazendo com que o povo utilize os serviços digitais para que o Brasil não pare. "Se a encomenda de serviços parar... Não podemos deixar essa cadeia quebrar... O comércio é o maior gerador de empregos. Não podemos soltar as mãos", afirmou.

Democratização do crédito

O ministro da Economia disse que a filosofia do governo federal tem sido a democratização do mercado de crédito no País, com radicalização do microcrédito. "Agora será a prova disso", afirmou.

Guedes ressaltou que nenhum brasileiro ficará desassistido pelas medidas propostas pela equipe econômica, como auxílio emergencial. "Pode ser um mendigo. Nós vamos abrir conta digital e ele vai aprender o caminho. A gente ensina como tirar o dinheiro", disse o ministro. "Mesmo o mais simples brasileiro pode ser ajudado. Não vamos deixar ninguém para trás do ponto de vista de acesso a renda básica, durante esse período."

Paulo Guedes entende que o presidente Jair Bolsonaro foi mal interpretado em sua fala sobre os impactos das medidas de restrição social na economia. "É importante mantermos a economia respirando, ou a crise pode atingir dimensões catastróficas", afirmou.

Ainda assim, o ministro da Economia ressaltou que o isolamento está viabilizado no País, na medida em que o abastecimento está garantido.

Defesa das ações

O ministro da Economia voltou a defender as ações do governo federal para amortecer os impactos da pandemia no País. Para ele, o Brasil, ante outros emergentes, é "de longe" a nação que mais tem feito esforços para conter o efeito do novo coronavírus na economia.

Guedes destacou que o comitê de bancos públicos conversa diariamente sobre o tema. "Rubem Novaes, presidente do Banco do Brasil,, está atento e vendo rolagem de dívidas por lá também", afirmou.

O ministro da Economia comentou também o impacto da crise no setor de aviação. De acordo com Guedes, a receita das companhias aéreas caiu para zero, mas uma recuperação é certa. "Nós vamos ter que ajudar empresas a ficarem em pé", afirmou na live.

Acenando aos varejistas com quem conversava, Guedes defendeu a redução de encargos trabalhistas — chamados por ele de "armas de destruição em massa de empregos" — como forma de ativar a abertura de postos de trabalho.

Ele ainda criticou governos anteriores por concentração de recursos em Brasília e disse que a Lei de Responsabilidade Fiscal ainda 'não pegou'. "Temos lei, mas não temos uma cultura ainda de responsabilidade fiscal".

Recursos 'empoçados'

O ministro admitiu que os recursos liberados aos bancos para ampliar o crédito no País em meio à pandemia do novo coronavírus estão "empoçados no sistema financeiro". "Começamos agora a dar dinheiro na veia, direto para as empresas", afirmou Guedes, defendendo que o dinheiro deve sair de Brasília e "ir onde o povo está".

Para isso, o ministro ressaltou que o governo deve aprofundar os programas propostos para garantir que o dinheiro chegue "na ponta".

Ele disse ainda que o governo Bolsonaro está se preocupando primeiro com os mais vulneráveis em meio à crise. "Os R$ 98 bilhões do programa informais e microempresários são mais do que o orçamento discricionário de 2020", afirmou na live.

O ministro defendeu ainda que a situação inédita pela qual passa o País está recebendo as devidas respostas por parte da equipe econômica, que também estaria tomando providências inéditas.

"Em pouco mais de três semanas, estamos com ajuda de mais de R$ 800 bilhões", declarou Guedes. "Tínhamos programado transferir R$ 450 bilhões para Estados e municípios em oito anos. Transferimos o dobro disso em três semanas", ressaltou.

Ele ponderou, também, que o Brasil já tem um déficit de 6% do PIB, "o que nunca havia acontecido".

BNDES

O governo deseja subir a linha do Banco Nacional do Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES) para oferecer crédito a empresas que faturam até R$ 300 milhões, segundo Guedes. Na live com os líderes varejistas, ele defendeu que as medidas de estímulo anunciadas em meio à crise trazida pelo novo coronavírus, como a redução no compulsório, agora terão de ser focadas no emprego e na ampliação do capital de giro das empresas.

Sobre a questão do emprego, o ministro defendeu que a economia deve ser reativada através do corte de impostos, especialmente aqueles que chamou de "disfuncionais". "Atacando de frente o mais cruel imposto, o sobre emprego", destacou Guedes.

Para ele, o Brasil deve resistir à tentação de fazer apenas um pequeno conserto, o que teria o potencial de destruir o futuro do País, assim como resistir a um "ativismo regulatório", que seria natural, embora desaconselhável, em momentos de crise.

Como fez antes na mesma live, o ministro da Economia defendeu a atuação do Congresso na crise. "O Congresso quer ajudar. Eles estão envolvidos sobre como melhorar a situação do Brasil", afirmou.

*Com Estadão Conteúdo

Comentários
Leia também
A REVOLUÇÃO 3.0 DOS INVESTIMENTOS

App da Pi

Aplique de forma simples, transparente e segura

Dados atualizados

Brasil tem 26.764 mil mortes por coronavírus; casos superam 438 mil

Nas últimas 24 horas, segundo o levantamento do portal G1, houve 1.156 novas mortes causadas pelo coronavírus

ajuste tarifário

Arsesp reduz em 12,1% tarifas de gás natural para clientes industriais da Comgás

O principal fator que provocou a queda das tarifas de gás foi a diminuição dos custos da molécula e do transporte, atrelados ao preço do petróleo e à variação da taxa de câmbio

seu dinheiro na sua noite

O Brasil visto da Antártida

Por esses dias, talvez você tenha lido por aí que cientistas de um projeto financiado pela NASA teriam descoberto indícios de um universo paralelo na Antártida onde o tempo passaria ao contrário. Apesar de ser um ótimo título “caça-clique”, infelizmente (ou felizmente) não é bem isso. Não ousarei entrar em detalhes aqui sobre a física […]

Politica monetária

BC só considera “imprimir dinheiro” se esgotar ferramentas contra a crise

Roberto Campos Neto disse só pretende abrir “caixa de ferramentas” do Banco Central quando não puder atuar mais via corte da taxa básica de juros (Selic)

Presidente da Câmara

Projeto de lei das fake news pode cumprir papel muito importante, diz Maia

O presidente da Câmara, Rodrigo Maia (DEM-RJ) defendeu, nesta quinta-feira, 28, a tramitação célere do projeto de lei das fake news no Congresso, que, na visão dele, pode “cumprir um papel muito importante” para o País

Tensão em Brasília

Mourão diz que golpe está ‘fora de cogitação’, mas reconhece ‘estresse’

O vice-presidente da República, general Hamilton Mourão, afirmou que uma eventual ruptura democrática está “fora de cogitação” e que “não existe espaço no mundo para ações dessa natureza”

Habilitação de maquininhas

Uso do auxílio em maquininhas começa com Cielo e GetNet; Rede é no dia 8

A Cielo informou que habilitou 1,5 milhão de maquininhas em todo o Brasil para aceitarem pagamentos dos beneficiários do auxílio emergencial

Devolvendo os ganhos

Risco político volta a aumentar e faz o dólar subir quase 2%; Ibovespa fecha em queda

O dólar à vista saltou mais de 10 centavos em relação ao fechamento de ontem, pressionado pelas tensões entre governo e STF. O Ibovespa caiu mais de 1% hoje, mas ainda acumula ganhos de 8% desde o começo de maio

Taxa de participação em queda

Desemprego seria de 16% com procura por vagas nos níveis de fevereiro, diz Itaú

Medidas de quarentena diminuíram nível de procura por trabalho e aumento do desemprego foi menor que o esperado, diz o banco

Carregar mais notícias
Carregar mais notícias
Fechar
Menu
Advertisements