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O resultado de 2019 foi pior do que as expectativas do mercado financeiro, cuja mediana apontava déficit de R$ 79,9 bilhões, de acordo com levantamento do Projeções Broadcast junto a 24 instituições financeiras
O caixa do governo central registrou um déficit primário de R$ 95,065 bilhões em 2019, o melhor desempenho anual desde 2014 na série histórica, que tem início em 1997. O resultado, que reúne as contas do Tesouro Nacional, Previdência Social e Banco Central, sucede o déficit de R$ 120,221 bilhões de 2018.
O déficit do governo central em 2019 equivalente a 1,31% do Produto Interno Bruto (PIB) e ficou abaixo da meta fiscal do ano, que admite um déficit de até R$ 139 bilhões (1,91% do PIB).
O resultado de 2019 foi pior do que as expectativas do mercado financeiro, cuja mediana apontava déficit de R$ 79,9 bilhões, de acordo com levantamento do Projeções Broadcast junto a 24 instituições financeiras. O dado do ano passado ficou dentro do intervalo das estimativas, que eram de déficit R$ 113,1 bilhões a R$ 71,0 bilhões.
Em dezembro, o governo central registrou déficit de R$ 14,637 bilhões, o melhor resultado para o mês desde 2014. O dado veio dentro do o intervalo da pesquisa, que era de déficit de R$ 32,8 bilhões a superávit de R$ 9 bilhões, e pior que a mediana das expectativas, positiva em R$ 512 milhões.
O resultado de dezembro representa alta real de 54,9% nas receitas em relação a igual mês do ano passado, em razão do pagamento do bônus do leilão da cessão onerosa. Já as despesas tiveram alta real de 33,7% no mês, devido à transferência de parte dos recursos do leilão para Estados e municípios.
No acumulado do ano, as receitas do governo central subiram 6,1% ante 2018, enquanto as despesas aumentaram 2,7% na mesma base de comparação.
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As contas do Tesouro Nacional - incluindo o Banco Central - registraram um superávit primário de R$ 118,114 bilhões em 2019. Em dezembro, o déficit primário nas contas do Tesouro Nacional (com BC) foi de R$ 2,520 bilhões.
Já o resultado do INSS foi um déficit de R$ 213,179 bilhões no ano passado. Só em dezembro, o resultado foi negativo em R$ 12,117 bilhões.
As contas apenas do Banco Central tiveram déficit de R$ 596 milhões no ano e superávit de R$ 17 milhões no mês passado.
A receita líquida do governo central aumentou R$ 70,6 bilhões em dezembro de 2019, na comparação com o mesmo mês do ano anterior, pelo recebimento de recursos da cessão onerosa, cujo efeito líquido de transferência foi de R$ 58,2 bilhões.
O resultado líquido para a União, porém, foi de R$ 23,8 bilhões, já que foram pagos ainda 34,4 bilhões à Petrobras relativo ao acordo com a União. Houve ainda em dezembro ingresso de R$ 8,9 bilhões da 16ª rodada de concessões de campos de petróleo e R$ 5 bilhões da 6ª rodada do pré-sal.
O Tesouro Nacional informou ainda que o rombo previdenciário total do País no ano passado chegou a R$ 317,9 bilhões, equivalentes a 4,3% do PIB.
A conta inclui o déficit de R$ 217,5 bilhões do Regime Geral de Previdência Social (RGPS) - dado corrigido pelo IPCA de dezembro -, e o déficit de R$ 100,4 bilhões no Regime Próprio de Previdência Social (RPPS) dos servidores civis e das pensões de militares.
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