Menu
2020-06-08T18:12:21-03:00
Estadão Conteúdo
Não tá rolando

Está faltando fazer o crédito chegar à micro e pequena empresa, diz Sachsida

“A demanda por crédito aumentou muito, mas ele está aumentando. Houve expansão real e sólida do crédito”, defendeu Sachsida

8 de junho de 2020
18:12
Adolfo Sachsida
Adolfo Sachsida, secretário de Política Econômica do Ministério da Economia - Imagem: Reprodução

O secretário de Política Econômica do Ministério da Economia, Adolfo Sachsida, reconheceu nesta segunda-feira, 8, durante evento virtual, que "está faltando fazer o crédito chegar à micro e pequena empresa" no Brasil, neste período de crise. "A demanda por crédito aumentou muito, mas ele está aumentando. Houve expansão real e sólida do crédito", defendeu Sachsida.

Segundo o secretário, com a crise a qualidade de garantias de pequenas e micro empresas diminuiu, o que prejudica a tomada de crédito. "É natural que bancos tenham restrição em alguns empréstimos", afirmou.

Sachsida também pontuou que o governo está gastando mais de 5% do Produto Interno Bruto (PIB) nas medidas para a crise. "O Brasil tem restrições fiscais claras. Não podemos sair gastando, porque depois a conta vem", afirmou. Sachsida disse que a "responsabilidade fiscal não é antagônica ao crescimento econômico".

O secretário afirmou que, no Brasil, as medidas de emergência para população carente chegaram antes do estresse no sistema de saúde. Ao tratar especificamente o Programa Emergencial de Suporte a Empregos (PESE), Sachsida afirmou que ele está sendo reformulado em parceria com o Congresso, para destravar o crédito.

O secretário participa hoje do "Webinar ICC Brasil - Crédito em tempos de pandemia", evento virtual promovido pela International Chamber of Commerce Brasil.

Recuperação

Sachsida destacou as diferenças do Brasil e dos Estados Unidos no que diz respeito à recuperação da atividade no pós-crise.

"Uma empresa quebra nos EUA, no dia seguinte ela abre", disse o secretário. "Aqui no Brasil, quando a empresa quebra, são cinco anos para reabrir. O microempresário nem entra em recuperação judicial, ele fica ilegal."

De acordo com Sachsida, em função desta característica, é preciso manter a base produtiva no País. Deste modo, a recuperação pós-pandemia será mais rápida. "As empresas não estão demitindo mais no Brasil por conta do sucesso dos programas e porque o custo de demissão é muito alto", acrescentou.

Sachsida disse ainda que, com a crise atual, é preferível perder "algum dinheiro" para manter a base produtiva. "Abril foi o fundo do poço. Maio será melhor que abril", afirmou. No entanto, segundo o secretário, muitas empresas já "queimaram suas reservas" e, por isso, os próximos meses também serão desafiadores.

O secretário participou hoje do "Webinar ICC Brasil - Crédito em tempos de pandemia", evento virtual promovido pela International Chamber of Commerce Brasil.

Salvar vidas

O grande objetivo da política econômica é "salvar vidas e, depois, preservar empregos e empresas", disse Sachsida. Segundo ele, a pandemia do novo coronavírus provocou um choque na economia. "No período posterior (à pandemia), haverá recessão. Depois, é o período da retomada", disse.

"Estamos em momento único da história econômica. Estamos tendo choques terríveis do lado da oferta e também há vários choques do lado da demanda, de investimentos, de consumo", pontuou Sachsida.

O secretário pontuou ainda que, mesmo que haja reabertura hoje da economia, é difícil imaginar que o nível de consumo voltará ao nível de antes da pandemia. Ele lembrou que a população brasileira está mais pobre e a queda nos preços das ações na bolsa de valores também prejudica a qualidade das empresas no crédito.

Sachsida também defendeu a manutenção do "pilar macrofiscal da economia, que é o teto de gastos". "Isso está mantido", afirmou.

Medidas acabam neste ano

O País não pode transformar a crise "transitória" em algo "permanente", afirmou Sachsida. Neste sentido, segundo ele, todas as medidas tomadas pelo governo para combater os efeitos econômicos da pandemia do novo coronavírus terminarão "inevitavelmente" no fim de 2020.

O comentário surge em meio a pressões para que programas de transferências de renda, adotados pelo governo na crise, sejam prorrogados.

Sachsida afirmou ainda que, em 2020, o mecanismo do teto de gastos do setor público será mantido. "Passada a pandemia, vamos retomar a consolidação fiscal", afirmou.

Segundo ele, os programas de transferência de renda adotados até o momento também estão "funcionando bem", assim como as medidas voltadas para a manutenção de empregos nas empresas. "O governo já salvou mais de 9 milhões de empregos", citou. "A ajuda a Estados e municípios também vai chegar", acrescentou.

Comentários
Leia também
DINHEIRO QUE PINGA NA SUA CONTA

Uma renda fixa pra chamar de sua

Dá para ter acesso a produtos melhores do que encontro no meu banco? (Spoiler: sim).

Exile on Wall Street

Por que você está lendo isso?

O falso e platônico herói modelista era economista de um grande banco lá pelo final dos anos 1980, começo dos 1990.

Retomada

IPC-Fipe acelera e sobe 0,86% na 2ª quadrissemana de janeiro (+0,79% na primeira)

Por outro lado, dois componentes perderam força ou aprofundaram leituras no território negativo: Alimentação e Despesas Pessoais (de um recuo de 0,39% para uma queda de 0,79%).

alta de mais de 8%

Olha quem apareceu! Jack Ma participa de evento e ações da Alibaba sobem

Paradeiro do bilionário chinês é motivo de especulações após ele não aparecer em público desde que fez críticas ao governo chinês

o melhor do seu dinheiro

Bolsonaro: muitas caneladas e um gol

pandemia da covid-19. Erramos ao minimizar a gravidade do novo coronavírus e na falta de articulação na negociação para a compra de vacinas. Para Jair Bolsonaro, a fatura é cobrada na queda da popularidade. A avaliação negativa do governo superou a positiva pela primeira vez desde julho do ano passado, de acordo com a pesquisa […]

Esquenta dos mercados

Mercado amanhece agitado com posse de Biden, Copom e pandemia

Para você querido investidor que ama um “econoflix”, hoje é dia de pegar a pipoca e acompanhar estes eventos.

Carregar mais notícias
Carregar mais notícias
Fechar
Menu
Advertisements
Advertisements

Usamos cookies para guardar estatísticas de visitas, personalizar anúncios e melhorar sua experiência de navegação. Ao continuar, você concorda com nossas políticas de cookies