Menu
2020-04-27T15:09:54-03:00
Estadão Conteúdo
efeito coronavírus

Emergentes vão precisar de US$ 2,5 trilhões para superar crise, diz FMI

Para diretora da entidade, a recessão pode ser pior que o cenário projetado de retração de 3% no PIB global, caso os efeitos mais graves da pandemia se prolonguem pelo segundo semestre

27 de abril de 2020
14:55 - atualizado às 15:09
Mapa da América Latina
Mapa da América Latina - Imagem: Shutterstock

A diretora do Fundo Monetário Internacional (FMI), Kristalina Georgieva, afirmou que, desde o início da pandemia de coronavírus, a fuga de capitais de países emergentes já somou cerca de US$ 100 bilhões e que essas economias vão precisar de US$ 2,5 trilhões para superar a crise. "Estamos muito preocupados com países emergentes e em desenvolvimentos", disse, durante seminário virtual promovido pelo think tank Atlantic Council.

Durante o evento, Georgieva revelou que o FMI projeta que 170 países devem registrar contração no Produto Interno Bruto (PIB) este ano, comparado com a previsão, antes da covid-19, de que 160 teriam expansão.

Para ela, a recessão pode ser pior que o cenário projetado de retração de 3% no PIB global, caso os efeitos mais graves da pandemia se prolonguem pelo segundo semestre."Pela primeira vez, precisamos integrar modelos epidemiológicos com macroeconômicos para fazer as previsões", destacou.

A economista búlgara informou que o Fundo já recebeu mais de 100 solicitações por ajuda emergencial. "Tenho muito orgulho em dizer que mais da metade já foi processado e desembolsado", salientou, acrescentando que o órgão dispõe de quatro vezes mais recursos do que durante a crise financeira de 2008.

Em relação à escalada das dívidas soberanas por conta da resposta ao vírus, Georgieva pontuou que espera que os juros ficarão baixos "por um longo tempo", o que deve atenuar o impacto da carga trazida pelo aumento substancial das despesas.

Mesmo assim, ela destacou a iniciativa do G-20 para aliviar a dívida de países pobres e revelou que a comunidade internacional já teve progresso nas negociações com credores privados para medida semelhantes.

Sobre a China, Georgieva disse que o país asiático não tem o mesmo espaço fiscal para lidar com a crise atual como em 2008. "As ações na China têm sido prudentes e direcionadas", analisou.

Comentários
Leia também
A REVOLUÇÃO 3.0 DOS INVESTIMENTOS

Que pi… é essa?

Eu decidi sair do banco, mas não queria entrar em uma enrascada. Bem, acredito que eu tenha encontrado um portal para fugir dessa Caverna do Dragão das finanças. E cá estou para explicar essa descoberta.

Segredos da bolsa

Com PIB brasileiro em foco, investidores monitoram juros futuros americanos e tensão em Brasília

O grande evento da semana é a divulgação dos números do Produto Interno Bruto brasileiro no ano passado, mas os investidores também monitoram o clima político em Brasília e os sinais de “superaquecimento” da economia americana

Novos tempos

Alvo de Bolsonaro, home office avança no setor público

Bolsonaro usou trabalho remoto para atacar presidente da Petrobras

Mais uma na área

FDA autoriza uso emergencial de vacina de dose única nos EUA

Imunizante é produzido pela Johnson & Johnson

Contra a pandemia

Matéria-prima para produção de 12 milhões de doses de vacina chega ao Rio

Total de efetivamente imunizados não chega a 1% da população brasileira

Carregar mais notícias
Carregar mais notícias
Fechar
Menu

Usamos cookies para guardar estatísticas de visitas, personalizar anúncios e melhorar sua experiência de navegação. Ao continuar, você concorda com nossas políticas de cookies