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Pressões inflacionárias neste final de ano fizeram estimativas subirem a 2,99%, segundo Relatório Focus

A inflação continua no centro das atenções dos investidores, com economistas de mercado ouvidos pelo Banco Central (BC) reajustando novamente para cima suas projeções para o Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA) ao final do ano.
O Relatório Focus, divulgado nesta segunda-feira (26), mostra que a mediana das expectativas para o índice oficial de inflação do País subiu 2,65% para 2,99%. Esta foi a 11ª semana consecutiva em que as estimativas são elevadas.
Os preços começam a apresentar aceleração na reta final do ano, diante dos sinais de retomada da demanda e escassez na oferta de alguns produtos, principalmente alimentícios. O IPCA-15, que coleta preços de produtos entre os dias 16 do mês anterior e 15 do mês de referência, alcançou em outubro a maior taxa para o mês desde 1995.
Outro indício de que a inflação está avançando é o Índice Geral de Preços-Mercado (IGP-M), usado no reajuste de contratos de aluguel no país. Ele registrou crescimento de 2,92% na segunda prévia de outubro, acumulando alta de 20,56% em 12 meses. O Focus mostra que o mercado estima agora que o índice encerre 2020 em 19,72%, acima dos 17,15% divulgados no relatório passado.
A aceleração da inflação neste final de ano resultou em reajuste nas projeções para 2021. Segundo o Focus, a mediana para o IPCA no final do ano que vem subiu de 3,02% para 3,10%.
Ainda que as expectativas para os índices de preços estejam subindo, o mercado continua acreditando que a taxa básica de juros, a Selic, fechará o ano em 2,00% ao ano. O Comitê de Política Monetária (Copom) divulga nesta quarta-feira (27) sua decisão sobre o rumo dos juros no País.
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O Relatório Focus mostra ainda que o mercado voltou a melhorar as projeções para o Produto Interno Bruto (PIB) em 2020, ainda que continuem projetando uma contração.
A mediana aponta agora para uma queda de 4,81% da economia, menos que o recuo de 5,00% estimado anteriormente. Para 2021, as projeções apresentaram leve diminuição, de alta de 3,47% para avanço de 3,42%.
Os economistas elevaram as estimativas para a taxa de câmbio ao final de 2020, passando a estimar que o dólar custará R$ 5,40, ao invés de R$ 5,35. A expectativa para 2021 também foi revisada para cima – de R$ 5,10 para R$ 5,20.
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