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efeito pandemia

Desemprego bate novo recorde e atinge 14 milhões de brasileiros

Menos da metade da população em idade para trabalhar estava ocupada, mostra pesquisa do IBGE; aumento da população desempregada ocorreu no Nordeste do país

FGV Economia
São Paulo, SP / Brasil - 2 de junho de 2020: Pessoas esperam em um fila para receber doações de alimentos durante a pandemia. - Imagem: Shutterstock

A taxa de desocupação no Brasil chegou a 14,2% em novembro, segundo dados divulgados pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) nesta quarta-feira (23).

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São 14 milhões de pessoas desempregadas - maior proporção da série histórica da Pnad Covid, iniciada em maio. O aumento da população desocupada ocorreu no Nordeste do país. Nas demais regiões a taxa de ficou estável, sendo que no Sul houve queda na desocupação.

A população ocupada subiu para 84,7 milhões, aumento de 0,6% em relação a outubro (84,1 milhões). Pela primeira vez desde o início da pesquisa, o percentual apresentou contingente superior ao de maio (84,4 milhões).

O nível de ocupação ficou em 49,6%, ou seja, menos da metade da população em idade para trabalhar estava ocupada.

Houve aumento na força de trabalho, que corresponde à soma da população ocupada e a desocupada, totalizando 98,7 milhões de pessoas. A população fora da força reduziu para 72,0 milhões.

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Próximo de março

Segundo a coordenadora da pesquisa, Maria Lúcia Vieira, a população ocupada se aproximou do patamar de março, apesar da taxa de desocupação maior.

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"Esses números refletem a flexibilização das medidas de distanciamento social, com mais pessoas mês a mês deixando de estar fora da força de trabalho", disse.

Em novembro, a taxa de informalidade ficou em 34,5%, a mesma do mês anterior, o que corresponde a 29,2 milhões de pessoas. Norte e a Nordeste seguem com as maiores taxas de informalidade, 49,6% e 45,2%, respectivamente.

Houve redução de 853 mil pessoas no contingente daqueles que gostariam de trabalhar e não procuraram trabalho devido à pandemia ou por falta de vaga na localidade em que vivem (13,6 milhões).

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Das 84,7 milhões de pessoas ocupadas, 2,1 milhões ainda estavam afastadas do trabalho devido ao distanciamento social em novembro. Esse é o menor contingente da série. Em maio, 15,7 milhões estavam afastadas do trabalho por esse motivo.

O número de pessoas que estavam trabalhando de forma remota também continuou reduzindo, chegando a 7,3 milhões.

Auxílio emergencial

A pesquisa do IBGE também mostra que em 41,0% dos domicílios ao menos um morador recebeu algum auxílio do governo para enfrentar a pandemia em novembro.

No mês anterior, esse percentual foi de 42,2%. Foram atendidos cerca de 28,1 milhões de domicílios em novembro frente aos 29,0 milhões de outubro. O valor médio do benefício recebido pela população foi de R$ 558 por domicílio.

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As regiões que têm mais domicílios com pessoas recebendo auxílio continuaram sendo Norte (57,0%) e Nordeste (55,3%). Entre os estados, o Amapá (70,1%) foi o com maior proporção, seguido do Pará (61,1%) e Maranhão (60,2%).

Entre os tipos de auxílio abordados pela pesquisa, estão o emergencial, destinado a trabalhadores informais, microempreendedores individuais (MEI), autônomos e desempregados, e a complementação do Governo Federal pelo Programa Emergencial de Manutenção do Emprego e da Renda.

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