🔴 ONDE INVESTIR EM MARÇO: ESPECIALISTAS TRAZEM INSIGHTS SOBRE MACRO, AÇÕES, RENDA FIXA, FIIS E CRIPTO – ASSISTA AGORA

Recurso Exclusivo para
membros SD Select.

Gratuito

O SD Select é uma área de conteúdos extras selecionados pelo Seu Dinheiro para seus leitores.

Esse espaço é um complemento às notícias do site.

Você terá acesso DE GRAÇA a:

  • Reportagens especiais
  • Relatórios e conteúdos cortesia
  • Recurso de favoritar notícias
  • eBooks
  • Cursos
Bruna Furlani

Bruna Furlani

Jornalista formada pela Universidade de Brasília (UnB). Fez curso de jornalismo econômico oferecido pela Fundação Getúlio Vargas (FGV). Tem passagem pelas editorias de economia, política e negócios de veículos como O Estado de S.Paulo, SBT e Correio Braziliense.

ENTREVISTA EXCLUSIVA

Fusões e aquisições devem cair pela metade, mas ainda são opção a IPOs, diz diretor da Duff & Phelps

Empresas que iam abrir o capital e não podem esperar pela retomada do mercado agora podem recorrer a uma fusão, diz Alexandre Pierantoni, diretor-executivo da consultoria de M&A

Bruna Furlani
Bruna Furlani
14 de abril de 2020
5:42 - atualizado às 17:52
Alexandre Pierantoni, diretor executivo da Duff & Phelps
Alexandre Pierantoni, diretor executivo da Duff & Phelps - Imagem: Otavio Valle/Divulgação

Depois de um ano bastante agitado para o mercado de fusões e aquisições (M&A, na sigla em inglês) no Brasil com uma alta de mais de 40%, a continuidade das negociações sofreu um banho de água fria no último mês, diante dos impactos provocados pelo coronavírus.

CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE
CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE

E o mau tempo deve persistir durante uma boa parte deste ano. Quem diz isso é Alexandre Pierantoni, diretor executivo da consultoria norte-americana Duff & Phelps, especializada em assessoria a empresas de médio porte.

A falta de visibilidade no cenário deve fazer com que o mercado atue em "modo sobrevivência", o que pode levar a uma queda de mais de 50% no número de fusões e aquisições em 2020, segundo o executivo.

Mas o cenário de crise causado pelo coronavírus também pode abrir portas. Pierantoni diz que empresas que iam abrir capital (IPO, na sigla em inglês) neste ano podem ter agora interesse em realizar fusões e aquisições, porque não há tempo para esperar.

"As empresas estavam se preparando para listagem na B3. Havia uma janela muito boa e várias poderiam ir ao mesmo tempo para a bolsa nos próximos quatro a cinco meses. Agora, a janela se deslocou para 2021 e deve ocorrer durante todo o ano. Está mais larga. O ponto é que as empresas não podem esperar tanto tempo. Por isso, M&As podem virar uma opção para elas", afirma.

CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE
CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE

Em entrevista ao Seu Dinheiro, o diretor da Duff & Phelps conta que a crise gera dois cenários: de um lado, as empresas que se alavancaram (endividaram) para abrir capital podem estar com pouco caixa disponível; do outro lado, há investidores que precisam fazer a alocação de recursos em outros mercados fora o de capitais e que estão mais dispostos a renegociar dívidas e consolidar empresas.

Leia Também

Porém, para que o mercado volte a rodar e acelerar em 2021 o diretor faz um alerta: o país está atrasado no anúncio de ações mais agressivas por parte do governo para injetar liquidez na economia.

Para ele, o pacote anunciado pela equipe econômica para ajudar no caixa das micro, pequenas e médias empresas é um "bom começo, mas ainda é pouco".

“Agora precisamos da mão pesada do governo para alavancar o investimento da iniciativa privada, já que o setor privado não fará isso. Estou preocupado com o curto prazo” — Alexandre Pierantoni, Duff & Phelps

CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE
CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE

Leia a seguir os principais trechos da entrevista com o diretor da Duff & Phelps:

Como está vendo o cenário de fusões e aquisições no Brasil agora diante dessa crise?

Obviamente, está sendo fortemente impactado no Brasil, assim como no resto do mundo. Isso porque os "drivers" de médio e longo prazo como previsibilidade e estabilidade foram afetados. Estamos em compasso de espera. Nem mundialmente nem no Brasil sabemos o tamanho da onda e nem quanto tempo ela vai durar. No ano passado, encerramos o período com 1150 transações no mercado de M&A no Brasil. Mas agora, a expectativa é que isso caia pela metade em 2020.

A crise é negativa, mas também pode gerar dois cenários favoráveis para o setor de M&As. Concorda?

Para mim, criam-se oportunidades agora. As empresas estavam se preparando para listagem na B3. Havia uma janela muito boa em que várias poderiam ir ao mesmo tempo para a bolsa nos próximos quatro a cinco meses. Agora, a janela se deslocou para 2021 e deve ocorrer durante todo o ano. Está mais larga. O ponto é que as empresas não podem esperar tanto tempo. Por isso, M&As podem virar uma opção para elas.

O que favorece esse cenário?

Nos últimos três anos, as empresas estavam com água até o nariz, bastante fragilizadas. Mas, no último trimestre, começaram a respirar. Do lado dos vendedores, as companhias se alavancaram [endividaram] para abrir capital. Então, elas podem ter que renegociar dívidas e muitas vezes até se consolidar com outras para permanecer fortes. Já do lado dos compradores, há investidores que precisam fazer a alocação de recursos em outros mercados sem ser o de capitais e que estão com maior apetite para adquirir ativos a preços mais atrativos.

CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE
CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE

Diante da crise, o que mudou para a própria Duff & Phelps? Todas as negociações foram paralisadas?

Trabalhamos com operações de empresas que têm entre R$ 30 milhões e R$ 400 milhões. A gente estava com nove mandatos ativos andando a velocidade total. Desses, dois pararam totalmente. Três ou quatro diminuíram velocidade e dois do setor de tecnologia não foram sequer afetados e eu permaneço recebendo ofertas para uma dessas empresas. Vejo que mudaram as regras do jogo, mas vamos continuar jogando. Empresas de médio e longo prazo podem ver o momento como oportuno para se fortalecer, mesmo sem fechar o "deal" [acordo] agora.

Com essa nova janela de oportunidade para M&As se abrindo, a Duff & Phelps já recebeu alguma proposta?

Nada relacionado ao momento atual de crise. Hoje, eu estou discutindo ativamente duas propostas de empresas que chegaram até nós porque foram abordadas por possíveis compradores ou porque estão precisando de capital. Demora cerca de um mês e meio essa primeira parte do trabalho. Agora estamos fazendo a "lição de casa".

Como é possível continuar as negociações em meio a toda essa crise causada pelo coronavírus?

Na fase inicial, nós preparamos um conjunto de informações da empresa. Isso é pouco afetado pelo cenário atual. Em seguida, temos que descrever a estratégia da empresa (algo que é afetado, mas que é possível adiantar algo ao cliente). Depois, precisamos fazer uma avaliação da empresa. Para isso, tenho que olhar para o futuro, o que é bastante difícil agora. Mas podemos começar a desenvolver possíveis cenários. Eu consigo fazer a "lição de casa".

Agora, a parte em que é preciso levar a mercado é que talvez eu não consiga. Porém, os processos são longos. Se eu começar uma negociação hoje, ela deve terminar apenas no fim do ano.

CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE
CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE

Nessa crise, quais seriam os setores menos afetados?

Os setores menos impactados são tecnologia, logística, educação e serviços de saúde. Isso porque todos eles já estavam com a atividade mais aquecida e apresentam uma curva de recuperação mais rápida diante de crises. Outro setor que também deve ser pouco impactado é o de infraestrutura.

Por que o setor de tecnologia e de infraestrutura podem ser mais resilientes durante esse período?

No caso do setor de infraestrutura, há uma carência no Brasil. O país continua com 200 milhões de habitantes e com necessidade de investimento nesse setor. Depois que a "onda" passar, as pessoas vão voltar a precisar de aeroportos, trens e outros meios de transporte. O gestor estrangeiro até pode ter reduzido a alocação agora, mas deve voltar quando a onda passar. Já o setor de tecnologia é menos impactado porque possui atratividade de alavancar margem e complementação de produtos e serviços com outros setores.

Agora falando de câmbio, qual é o impacto do dólar nessas janelas positivas que podem se abrir no setor de M&A?

Eu acho que não é só o câmbio. O próprio mercado de capitais pode ajudar o de M&As. Neste ano, ele estará em "modo sobrevivência" e não deve haver muita entrada de recursos. Já do lado do câmbio, ele deve permanecer lá em cima, o que faz com que o estrangeiro precise de menos dólares para comprar reais. Sendo assim, as empresas brasileiras estariam atrativas porque mundialmente caíram de valor e porque o real está depreciado em relação ao dólar. Penso que daqui a pouco vai ser a hora de comprar.

O que é preciso para que o cenário em 2021 melhore?

Agora precisamos da "mão pesada do governo" para alavancar o investimento da iniciativa privada, já que o setor privado não fará isso. Estou preocupado com o curto prazo. Eu quero ser otimista, mas estamos atrasados em relação ao que começou a ser feito pelo governo com entrada mais agressiva de dinheiro. Não adianta vir com o remédio depois que o paciente está na UTI.

CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE
CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE

O pacote anunciado pelo governo nas últimas semanas é suficiente?

Penso que é pouco, mas é um bom começo. Precisamos ter cartas na manga pra reforçar o ambiente de negócios. Gosto de fazer uma comparação com as aulas do meu filho. Agora, com as aulas paralisadas, ele terá apenas a modalidade online. É um bom começo, mas vai ter que estudar mais porque o fim do ano vai ser igual. O ponto é que hoje nós não sabemos quão mais ele terá que estudar para passar de ano. A aula online não vai ser suficiente. Da mesma forma, a carta da manga do governo é injetar dinheiro, mas será preciso mais à medida em que as coisas fiquem mais claras no cenário.

Como está a expectativa dos M&As para o ano que vem?

Será um ano custoso e de sobrevivência. Como economista, vejo que a demanda está reprimida e quem melhor se preparar agora, vai estar melhor lá na frente. Se fizermos a lição de casa, poderemos ver uma recuperação das atividades de M&A já no último trimestre de 2020. Tem jogo acontecendo e vai ter campeonato no fim do ano, mas tem que jogar agora.

CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE
CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE

COMPARTILHAR

Whatsapp Linkedin Telegram
MUDANÇAS NO CONDADO

Mais uma estação do Metrô de SP tem naming rights vendidos — veja quais estações têm seus nomes associados a empresas

12 de março de 2026 - 12:12

No total, já são 13 as estações de Metrô de São Paulo que adotaram o sobrenome de companhias

A UNIÃO FAZ A FORÇA

Lotofácil 3633 e Quina 6973 fazem juntas 12 novos milionários; Mega-Sena promete R$ 65 milhões para hoje

12 de março de 2026 - 7:20

Lotofácil é dividida entre dois ganhadores. Quina desencanta e sai para bolão com dez participantes. Todas as demais loterias sorteadas pela Caixa Econômica Federal na noite de quarta-feira (11) acumularam.

O CUSTO DO PROGRESSO

A nova corrida da IA: Brasil quer virar polo de data centers — mas há um problema ambiental no caminho

12 de março de 2026 - 6:01

Gigantes da tecnologia anunciam projetos bilionários de data centers no país, mas o consumo massivo de energia e água levanta alertas entre especialistas e ambientalistas

LEALDADE DE OURO

O que levou um dos maiores galãs do cinema a dar uma mala de dinheiro com US$ 1 milhão dentro para cada um de seus melhores amigos

11 de março de 2026 - 15:31

A surpreendente história de como George Clooney transformou gratidão em 14 malas com um milhão de dólares em cada para seus melhores amigos

NO CORAÇÃO DE SP

O que aconteceu com o seu, o meu, o nosso Pacaembu? Shows e ‘tapetinho’ afastam gigantes de São Paulo e concessionária sua a camisa para fechar as contas

11 de março de 2026 - 12:01

O Mercado Livre ganhou os naming rights do estádio com uma proposta de aproximadamente R$ 1 bilhão para explorar o espaço por 30 anos.

COLÍRIO PARA OS OLHOS?

Banqueiros mirins do Goldman Sachs posam para revista — e queimam o filme com a velha-guarda do bancão

11 de março de 2026 - 11:06

Velha guarda de Wall Street diz estar constrangida com o ensaio fotográfico dos jovens banqueiros do Goldman Sachs

TAXA DE GUERRA

Multa e taxa de guerra: conflito no Oriente Médio afeta frigoríficos brasileiros e até 40% das exportações de carne bovina

11 de março de 2026 - 10:05

Com o fechamento do Estreito de Ormuz, as exportações de carne de frango e bovina brasileiras podem ser afetadas com multas por atraso, aumento no custo de combustível e até uma taxa extra para passar pela região

NA TRAAAAAVE!

Mega-Sena 2982, Lotofácil 3632 e outras modalidades encalham, mas nem tudo é má notícia entre as loterias da Caixa

11 de março de 2026 - 7:04

Mega-Sena saiu apenas duas vezes desde a Mega da Virada. Lotofácil acumula pela primeira vez na semana. +Milionária promete o maior prêmio desta quarta-feira (11).

É HOJE!

MacBook Neo, voltado para estudantes, está disponível para compra na Apple Brasil quase pela metade do preço do Pro

11 de março de 2026 - 6:39

MacBook Neo no “precinho” poderá ser comprado no site oficial da Apple a partir desta quarta-feira (11)

ALERTA

Conta de luz pode ficar mais salgada? Aneel vê risco “severo” nas tarifas da Light (LIGT3)

10 de março de 2026 - 17:01

Para diretor, disputa tributária envolvendo créditos de ICMS pode pressionar tarifas nos próximos anos; entenda

OS RICAÇOS

Saverin, Esteves e Lemann: Veja a lista dos maiores bilionários do Brasil  

10 de março de 2026 - 16:50

Também fazem parte da lista de bilionários os irmãos Batista e membros da família Salles

WORLD' BILLIONAIRES 2026

Por que Elon Musk está mais perto do trilhão do que de perder a liderança entre bilionários; veja o top 10

10 de março de 2026 - 15:37

Outro ponto que chama atenção no top 10 dos bilionários é o domínio do setor de tecnologia entre os mais ricos do planeta.

DINHEIRO ESQUECIDO

Brasileiros ainda têm mais de R$ 10 bilhões perdidos nos bancos; veja como consultar e resgatar dinheiro esquecido

10 de março de 2026 - 13:53

Cerca de uma em cada quatro pessoas físicas e jurídicas brasileiras têm direto para resgatar dinheiro esquecido nos bancos

INFLAÇÃO DAS FIGURINHAS

Quase mil figurinhas, 48 seleções e pacote mais caro: o que se sabe até agora sobre o álbum da Copa de 2026, o maior e mais custoso da história

10 de março de 2026 - 12:09

Se as estimativas estiverem corretas, o custo do preenchimento do álbum da Copa de 2026 vai passar de R$ 1.000 — isso sem nenhuma figurinha repetida.

COELINHO NÃO VAI PASSAR FOME

Contrariando o que se poderia imaginar, usuários de canetas emagrecedoras estão consumindo mais chocolate, não menos

10 de março de 2026 - 11:41

Enquanto parte dos usuários das canetas emagrecedoras buscam perder peso, eles engordam as vendas da Lindt, afirma empresa

FULECO APOSENTADO

Monotrilho da Linha 17-Ouro vai finalmente chegar ao Aeroporto de Congonhas antes da Copa do Mundo (mas não para a que foi prometido)

10 de março de 2026 - 9:39

Com o Fuleco agora aposentado, mais de 95% da obra da Linha 17-Ouro já está concluída, segundo o Metrô

SÓ DEU ELA

Lotofácil 3631 faz primeiro milionário da semana nas loterias da Caixa; Mega-Sena 2982 pode alcançar R$ 60 milhões hoje

10 de março de 2026 - 6:58

Lotofácil foi a única loteria a ter ganhadores na segunda-feira (9). Todas as demais modalidades sorteadas ontem acumularam. Em contrapartida, os prêmios em jogos aumentaram.

SER OU NÃO SER?

Bets pressionam governo a tratar Polymarket e Kalshi, da bilionária brasileira Luana Lopes, como casas de aposta; entenda o motivo

9 de março de 2026 - 16:04

Bets alegam que a Kalshi e a Polymarket não têm sede nem autorização para atuar no Brasil e pressionam para suas atividades sejam suspensas.

MADE IN BRASIL

O novo celular da Apple, o iPhone 17e, é “made in Brazil” e está disponível para pré-venda

9 de março de 2026 - 15:03

O iPhone 17e já pode ser adquirido e está sendo produzido no interior de São Paulo

METRÔ AQUÁTICO

Projeto da Prefeitura de São Paulo pode começar a transformar a capital paulista em uma Amsterdã

9 de março de 2026 - 12:26

Projeto de transporte hidroviário deverá conectar represas da zona sul de São Paulo aos rios Pinheiros e Tietê

Menu

Usamos cookies para guardar estatísticas de visitas, personalizar anúncios e melhorar sua experiência de navegação. Ao continuar, você concorda com nossas políticas de cookies

Fechar