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Empresas que iam abrir o capital e não podem esperar pela retomada do mercado agora podem recorrer a uma fusão, diz Alexandre Pierantoni, diretor-executivo da consultoria de M&A
Depois de um ano bastante agitado para o mercado de fusões e aquisições (M&A, na sigla em inglês) no Brasil com uma alta de mais de 40%, a continuidade das negociações sofreu um banho de água fria no último mês, diante dos impactos provocados pelo coronavírus.
E o mau tempo deve persistir durante uma boa parte deste ano. Quem diz isso é Alexandre Pierantoni, diretor executivo da consultoria norte-americana Duff & Phelps, especializada em assessoria a empresas de médio porte.
A falta de visibilidade no cenário deve fazer com que o mercado atue em "modo sobrevivência", o que pode levar a uma queda de mais de 50% no número de fusões e aquisições em 2020, segundo o executivo.
Mas o cenário de crise causado pelo coronavírus também pode abrir portas. Pierantoni diz que empresas que iam abrir capital (IPO, na sigla em inglês) neste ano podem ter agora interesse em realizar fusões e aquisições, porque não há tempo para esperar.
"As empresas estavam se preparando para listagem na B3. Havia uma janela muito boa e várias poderiam ir ao mesmo tempo para a bolsa nos próximos quatro a cinco meses. Agora, a janela se deslocou para 2021 e deve ocorrer durante todo o ano. Está mais larga. O ponto é que as empresas não podem esperar tanto tempo. Por isso, M&As podem virar uma opção para elas", afirma.
Em entrevista ao Seu Dinheiro, o diretor da Duff & Phelps conta que a crise gera dois cenários: de um lado, as empresas que se alavancaram (endividaram) para abrir capital podem estar com pouco caixa disponível; do outro lado, há investidores que precisam fazer a alocação de recursos em outros mercados fora o de capitais e que estão mais dispostos a renegociar dívidas e consolidar empresas.
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Porém, para que o mercado volte a rodar e acelerar em 2021 o diretor faz um alerta: o país está atrasado no anúncio de ações mais agressivas por parte do governo para injetar liquidez na economia.
Para ele, o pacote anunciado pela equipe econômica para ajudar no caixa das micro, pequenas e médias empresas é um "bom começo, mas ainda é pouco".
“Agora precisamos da mão pesada do governo para alavancar o investimento da iniciativa privada, já que o setor privado não fará isso. Estou preocupado com o curto prazo” — Alexandre Pierantoni, Duff & Phelps
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Leia a seguir os principais trechos da entrevista com o diretor da Duff & Phelps:
Obviamente, está sendo fortemente impactado no Brasil, assim como no resto do mundo. Isso porque os "drivers" de médio e longo prazo como previsibilidade e estabilidade foram afetados. Estamos em compasso de espera. Nem mundialmente nem no Brasil sabemos o tamanho da onda e nem quanto tempo ela vai durar. No ano passado, encerramos o período com 1150 transações no mercado de M&A no Brasil. Mas agora, a expectativa é que isso caia pela metade em 2020.
Para mim, criam-se oportunidades agora. As empresas estavam se preparando para listagem na B3. Havia uma janela muito boa em que várias poderiam ir ao mesmo tempo para a bolsa nos próximos quatro a cinco meses. Agora, a janela se deslocou para 2021 e deve ocorrer durante todo o ano. Está mais larga. O ponto é que as empresas não podem esperar tanto tempo. Por isso, M&As podem virar uma opção para elas.
Nos últimos três anos, as empresas estavam com água até o nariz, bastante fragilizadas. Mas, no último trimestre, começaram a respirar. Do lado dos vendedores, as companhias se alavancaram [endividaram] para abrir capital. Então, elas podem ter que renegociar dívidas e muitas vezes até se consolidar com outras para permanecer fortes. Já do lado dos compradores, há investidores que precisam fazer a alocação de recursos em outros mercados sem ser o de capitais e que estão com maior apetite para adquirir ativos a preços mais atrativos.
Trabalhamos com operações de empresas que têm entre R$ 30 milhões e R$ 400 milhões. A gente estava com nove mandatos ativos andando a velocidade total. Desses, dois pararam totalmente. Três ou quatro diminuíram velocidade e dois do setor de tecnologia não foram sequer afetados e eu permaneço recebendo ofertas para uma dessas empresas. Vejo que mudaram as regras do jogo, mas vamos continuar jogando. Empresas de médio e longo prazo podem ver o momento como oportuno para se fortalecer, mesmo sem fechar o "deal" [acordo] agora.
Nada relacionado ao momento atual de crise. Hoje, eu estou discutindo ativamente duas propostas de empresas que chegaram até nós porque foram abordadas por possíveis compradores ou porque estão precisando de capital. Demora cerca de um mês e meio essa primeira parte do trabalho. Agora estamos fazendo a "lição de casa".
Na fase inicial, nós preparamos um conjunto de informações da empresa. Isso é pouco afetado pelo cenário atual. Em seguida, temos que descrever a estratégia da empresa (algo que é afetado, mas que é possível adiantar algo ao cliente). Depois, precisamos fazer uma avaliação da empresa. Para isso, tenho que olhar para o futuro, o que é bastante difícil agora. Mas podemos começar a desenvolver possíveis cenários. Eu consigo fazer a "lição de casa".
Agora, a parte em que é preciso levar a mercado é que talvez eu não consiga. Porém, os processos são longos. Se eu começar uma negociação hoje, ela deve terminar apenas no fim do ano.
Os setores menos impactados são tecnologia, logística, educação e serviços de saúde. Isso porque todos eles já estavam com a atividade mais aquecida e apresentam uma curva de recuperação mais rápida diante de crises. Outro setor que também deve ser pouco impactado é o de infraestrutura.
No caso do setor de infraestrutura, há uma carência no Brasil. O país continua com 200 milhões de habitantes e com necessidade de investimento nesse setor. Depois que a "onda" passar, as pessoas vão voltar a precisar de aeroportos, trens e outros meios de transporte. O gestor estrangeiro até pode ter reduzido a alocação agora, mas deve voltar quando a onda passar. Já o setor de tecnologia é menos impactado porque possui atratividade de alavancar margem e complementação de produtos e serviços com outros setores.
Eu acho que não é só o câmbio. O próprio mercado de capitais pode ajudar o de M&As. Neste ano, ele estará em "modo sobrevivência" e não deve haver muita entrada de recursos. Já do lado do câmbio, ele deve permanecer lá em cima, o que faz com que o estrangeiro precise de menos dólares para comprar reais. Sendo assim, as empresas brasileiras estariam atrativas porque mundialmente caíram de valor e porque o real está depreciado em relação ao dólar. Penso que daqui a pouco vai ser a hora de comprar.
Agora precisamos da "mão pesada do governo" para alavancar o investimento da iniciativa privada, já que o setor privado não fará isso. Estou preocupado com o curto prazo. Eu quero ser otimista, mas estamos atrasados em relação ao que começou a ser feito pelo governo com entrada mais agressiva de dinheiro. Não adianta vir com o remédio depois que o paciente está na UTI.
Penso que é pouco, mas é um bom começo. Precisamos ter cartas na manga pra reforçar o ambiente de negócios. Gosto de fazer uma comparação com as aulas do meu filho. Agora, com as aulas paralisadas, ele terá apenas a modalidade online. É um bom começo, mas vai ter que estudar mais porque o fim do ano vai ser igual. O ponto é que hoje nós não sabemos quão mais ele terá que estudar para passar de ano. A aula online não vai ser suficiente. Da mesma forma, a carta da manga do governo é injetar dinheiro, mas será preciso mais à medida em que as coisas fiquem mais claras no cenário.
Será um ano custoso e de sobrevivência. Como economista, vejo que a demanda está reprimida e quem melhor se preparar agora, vai estar melhor lá na frente. Se fizermos a lição de casa, poderemos ver uma recuperação das atividades de M&A já no último trimestre de 2020. Tem jogo acontecendo e vai ter campeonato no fim do ano, mas tem que jogar agora.
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