O SD Select é uma área de conteúdos extras selecionados pelo Seu Dinheiro para seus leitores.
Esse espaço é um complemento às notícias do site.
Recurso Exclusivo para
membros SD Select.
Gratuito
O SD Select é uma área de conteúdos extras selecionados pelo Seu Dinheiro para seus leitores.
Esse espaço é um complemento às notícias do site.
Você terá acesso DE GRAÇA a:
Em entrevista ao Seu Dinheiro, o Secretário de Política Econômica do Ministério da Economia conta que o governo pretende retomar agenda pró-mercado “fraterna” no pós-crise
O momento de retomar a agenda de reformas está próximo, e a tendência é que em no máximo em dois meses esses projetos voltem a ser pautados no Congresso Nacional. A afirmação é do secretário de Política Econômica do Ministério da Economia, Adolfo Sachsida, em entrevista ao Seu Dinheiro.
A volta da discussão sobre as reformas depende, contudo, do prolongamento da crise de saúde pública provocada pela pandemia do coronavírus. “Hoje, a prioridade é salvar vidas”, disse Sachsida.
Citando os exemplos da experiência internacional, o secretário do ministro Paulo Guedes avalia que a fase mais aguda da pandemia de covid-19 deve chegar ao fim no Brasil em junho ou julho, o que permitiria um avanço nesses projetos.
A essa agenda, segundo ele, se juntarão novas propostas para remodelar a assistência social e a política de empregos, além de uma nova lei de falência — o que faz o secretário reforçar o que chama de "fraternidade" do liberalismo.
Sachsida disse que, em razão dos impactos da pandemia, é natural que o governo se endivide mais e deva adicionar esses tópicos à pauta econômica.
Ainda assim, disse que o governo não deixará de realizar privatizações e continuará com a responsabilidade fiscal como guia do crescimento econômico. “O país tem que parar de cometer os mesmos erros de sempre”, afirmou.
Leia Também
Confira os principais trechos da entrevista:
Este é um governo eleito com a pauta liberal. E é natural que quando um quadro da qualidade do Mansueto saia você lamente. Não só é um quadro técnico excelente, como é uma pessoa acostumada a trabalhar em equipe. Tem muita credibilidade, muita experiência, é com certeza um técnico que seria bom ter no seu time.
Reforço que seria ótimo se pudéssemos continuar contando com o Mansueto. É natural, no entanto, que você queira tentar coisas novas e continue com outros desafios.
É um quadro experiente, experimentado. Já foi secretário do Tesouro do Espírito Santo, técnico qualificado, vai ter sucesso com o desafio. Confio nele.
De maneira alguma o governo deixará a agenda de lado. A agenda após a pandemia continua a mesma de antes. Agora, é importante ressaltar a frase do ministro Paulo Guedes: não existe liberalismo sem fraternidade. Esse é um lema da nossa equipe desde a época da campanha. Quando você fala em grandes liberais clássicos, como Friedman e Hayek, ambos defendiam programas de transferência de renda. Falar de Chicago é falar de Heckman, que defende programas de primeira infância.
“O liberalismo embute, dentro dele, a fraternidade. É natural que, tão logo passe a pandemia, retomemos, sim, a agenda pró-mercado, mas a agenda pró-mercado tem que ser fraterna. Não há problema nessa fraternidade”
Tão logo passe a pandemia, a agenda que nós já tínhamos retorna. Só que além dessa agenda, outras prioridades aparecem em decorrência da pandemia. Sobre a agenda que já tínhamos, nós temos que avançar no PL do saneamento básico, que hoje é o mais encaminhado e deve ser votado neste mês. A privatização da Eletrobras, a abertura econômica, a reforma tributária a independência do Banco Central também são outras medidas. O Brasil e o mundo vão sair mais pobres e mais endividados desta pandemia. Em decorrência disso, novos tópicos surgem com muita força.
Primeiro, vamos precisar de programas sociais mais robustos. O nível de pobreza deve se elevar após a pandemia, e temos que preservar o pilar macrofiscal. Como melhorar política social mantendo o teto de gastos? Vamos remanejar recursos dentro do orçamento. Vamos tirar recursos de programas ineficientes para programas comprovadamente eficientes no combate à pobreza.
Vamos precisar de políticas de emprego mais eficientes. Infelizmente, pela magnitude da pandemia, taxa de desemprego vai aumentar. Terceiro ponto, vamos precisar de uma lei de falências mais eficiente, porque a força da pandemia fará muitas empresas, principalmente microempresas, fecharem. Não podemos permitir que o estoque de capital dessas empresas fique se depreciando em uma disputa judicial por 5, 6 anos. Por fim, precisaremos de um mercado de crédito, de capitais e de garantias mais eficiente.
Hoje, dependemos de uma questão associada à saúde. Agora, o que a experiência internacional mostra é que parece que em julho, agosto nós já poderemos avançar nas reformas. Creio eu que em junho, julho, é o final da pandemia. Mas hoje a prioridade absoluta é salvar vidas. Toda a agenda econômica agora está tentando manter a base produtiva funcionando, para salvar vidas, empregos e empresas.
Eu tenho certeza disso. O Congresso Nacional tem sido um parceiro da pauta econômica. Ano passado aprovamos a maior reforma estrutural da história da Previdência e do FGTS, aprovamos o maior leilão de cessão onerosa da história. Então, na pauta econômica, o Congresso tem sido o grande parceiro da equipe econômica. Tenho certeza que a pauta pró-mercado e de consolidação fiscal vão avançar muito bem no Congresso.
O Brasil é uma democracia vibrante. É natural que você tenha aliados em pautas importantes para a população brasileira.
Vamos olhar o passado. Em 1994, nós tínhamos metade das localidades brasileiras sem telefone. Em 1998, havia ambiente mundial com crise do México, crise da Rússia e crise dos Tigres Asiáticos. E o governo fez a privatização da Telebras, e foi um tremendo sucesso. Se em 1998, no meio dessas crises, você fez essas privatizações e foi bem-sucedido, e ajudou a população, tenho certeza que o resultado vai ser igualmente positivo agora.
É, eu digo a Eletrobras porque já está madura, está bem encaminhada. O governo Jair Bolsonaro foi eleito com a pauta liberal na economia e conservadora nos costumes. Na pauta econômica, a agenda de privatizações e concessões sempre muito presente durante a campanha e neste governo, então, temos que insistir em deixar o Brasil um país cada vez mais amigável à população.
De novo, em 1994 metade das localidades estava sem telefone. Dez anos depois, quase todo mundo estava com telefone. Saneamento básico no Brasil é uma coisa escandalosa. Uma em cada quatro escolas brasileiras não têm água encanada. Uma em cada seis escolas brasileiras não tem banheiro.
“Me parece que essa agenda de privatizações melhora o bem-estar da população, melhora a eficiência econômica, com os recursos arrecadados se abate a dívida pública e sobra mais para outros setores da sociedade. Aí podemos nos concentrar onde somos demandados, como saúde e educação.”
Prefiro não dar nomes específicos, porque isso é uma decisão política — mas, de novo, este é um governo que foi eleito com uma pauta pró-mercado.
Temos a prerrogativa de revisar a cada dois meses esse dado do PIB, então, a próxima revisão será em julho. Pelas nossas contas, cada semana de isolamento social custa R$ 20 bilhões em produção e 0,3 ponto do PIB. E cada semana aumenta a probabilidade de falência de empresas, de aumento do desemprego, aumenta endividamento de pessoas e empresas. Estamos revendo os dados, se houver necessidade revisaremos a estimativa.
O teto de gastos é o pilar macrofiscal do país. Se governo gastar mais, o crescimento vai piorar, é o que mostra a literatura. Para garantirmos crescimento sólido, temos que manter o compromisso com a responsabilidade fiscal.
Mas é natural que, diante de uma pandemia, a situação fiscal piore um pouco, que façamos uma série de medidas. E, infelizmente, a duração da pandemia foi maior do que o que foi oficialmente estimado, que era 3 meses. Mas repito: todas essas medidas terminam inevitavelmente no fim deste ano, é o compromisso do governo.
Este governo não cometerá erros passados. O país tem que parar de cometer os mesmos erros de sempre. Foi o desajuste fiscal que gerou a crise de 2015 e 2016. De novo, temos que insistir no que estava dando certo. Se você pegar os dados, no segundo semestre de 2019, tivemos o melhor semestre da economia desde 2013.
Ora, a agenda de consolidação fiscal e de combate à má alocação de recursos estava dando certo. Veio essa pandemia, atrapalhou um pouco… Infelizmente, foi um fenômeno triste, várias vidas foram perdidas. Mas tão logo passe essa pandemia, temos que retornar a agenda que já vinha dando certo.
Lotofácil foi a única loteria a ter ganhadores na quarta-feira (1). Todas as demais modalidades sorteadas ontem acumularam. Hoje (2), com a Mega-Sena em recesso, destaque para a Timemania.
Pé-de-Meia funciona como uma poupança educacional, paga até R$ 9.200 por aluno e tem depósitos ao longo do ano
Lotofácil foi a única loteria a ter ganhadores na rodada de terça-feira, 31 de março. Além da Mega-Sena, a Quina, a Dia de Sorte e a Timemania também acumularam. +Milionária pode pagar R$ 33 milhões hoje.
Benefícios começam a ser pagos nesa quarta-feira (1), seguindo o calendário do INSS; valores já estão corrigidos pelo novo salário-mínimo
Pagamentos do Bolsa Família começam em 16 de abril e seguem até o fim do mês, conforme o final do NIS; valor mínimo é de R$ 600
Com seis meses restantes até as eleições presidenciais, chairman do BTG Pactual ainda não enxerga um nome forte para ganhar a disputa da presidência
Mansueto Almeida, economista-chefe do BTG Pactual, avaliou o cenário da economia brasileira no evento Global Managers Conference 2026
Chairman do BTG Pactual vê fluxo global migrando para emergentes e revela “carta na manga” brasileira; confira
Entre preço de fertilizantes e desabastecimento de materiais, analistas aumentam as projeções de inflação para alimentos
Confira o calendário de feriados de abril para se programar e aproveitar para descansar durante o mês
Lotofácil e Quina foram as únicas loterias a terem ganhadores na segunda-feira (30). Todas as demais modalidades sorteadas ontem acumularam. Já os prêmios em jogo em cada uma delas aumentaram.
Bolsa-Família, Gás do Povo e mais programas sociais do governo realizam pagamentos neste mês; confira a agenda
Um bairro da Zona Norte tem o maior número de ruas com imóveis que integram o novo limite do Minha Casa, Minha Vida, mas ainda está fora do radar dos compradores
Fundo vê risco de pressão persistente nos preços e alerta para impacto nas expectativas; mercado brasileiro já revisa IPCA para cima
Em evento, Gabriel Galípolo afirma que novos choques externos não mudaram a trajetória da política monetária; veja o que ele disse
Economistas ajustam expectativas para os próximos anos e reforçam cenário de desinflação mais lenta; veja estimativas no relatório desta semana
Mega-Sena acaba de sair pela terceira vez em março e fica longe do pódio dos maiores prêmios das loterias da Caixa. Dupla de Páscoa lidera pela segunda semana seguida, mas posição tem data de validade.
Sorteio da Dupla de Páscoa de 2026 está marcado para o próximo sábado, dia 4 de abril. A estimativa original de prêmio era de R$ 35 milhões. Agora o valor aumentou.
Na Europa e nos EUA já se fala em aumento dos juros devido aos riscos inflacionários; economistas respondem se Brasil corre esse risco também
Segundo o banco, o aumento do petróleo traz pressão não só para o preço dos combustíveis e deve se espalhar por alimentos e bens industriais