Do chão não passa: Taleb e a estratégia das ações antifrágeis
A grande pergunta que você precisa fazer não é “qual é a chance de dar certo?”, mas sim “o que eu ganho se der certo e o que eu perco se der errado?”
Sempre que tenho encontro alguém do mercado ou trombo com algum assinante em um evento da Empiricus, as conversas sempre começam com a seguinte pergunta:
"Poxa, eu até gostaria, mas não levo muito jeito para opções. Por que você gosta tanto delas, Ruy?"
Porque do chão não passa!
Antifragilidade
Me desculpe se a resposta parece carregar um tom de gozação. Não é essa a intenção. Ela tem fundamentos, acredite.
Olhe o gráfico abaixo:

Ao comprar uma opção, sua perda máxima é 100%. Parece bastante. Mas os ganhos podem ser de 500%, 1.000%, 10.000%...
Leia Também
Petrobras (PETR4): por que ação fechou o ano no vermelho com o pior desempenho anual desde 2020
Se você for disciplinado e colocar pouca grana nas apostas, você pode errar feio várias vezes, desde que consiga pegar em cheio uma ou duas megavalorizações.
Em seus "papers" sofisticados, Nassim Taleb dá a essa característica – perde pouco, ganha muito – o nome de antifragilidade.
Eu, como um bom caipira, prefiro simplificar para "do chão não passa".
Para as opções e para a vida
Pode não parecer, mas lições de antifragilidade não se restringem às opções, elas são para a vida.
Quanto mais antifragilidade você colocar nas suas escolhas, maiores as chances de elas trazerem bons resultados.
Por que investir suas emoções e energia em um relacionamento amoroso que vai ser apenas legal se der certo, mas que pode te deixar "na bad" se der errado?
Por que abrir um negócio que vai ser suficiente apenas para pagar as contas se tudo caminhar bem, mas que vai te encher de dívidas deixar seu nome sujo se você for forçado a fechar as portas?
Por que continuar no mesmo trabalho que está te deixando de saco cheio e que não te oferece chances de promoção, se a empresa dos seus sonhos está oferecendo um salário inicial menor, mas com grandes probabilidades de crescimento?

A grande pergunta que você precisa fazer não é "qual é a chance de dar certo?", mas sim "o que eu ganho se der certo e o que eu perco se der errado?"
Para a vida e para as ações
Mas o que interessa para nós são os investimentos e, além das opções, existe uma classe específica de ações que se aproveita como nenhuma outra dos benefícios da tal antifragilidade.
Pense comigo: quais são as ações que normalmente têm pouco para cair e muito para subir?
Certamente não são aquelas queridinhas, né? Afinal de contas, estas já estão precificadas quase que à perfeição e, se as coisas começarem a desandar, seus preços normalmente despencam – é exatamente o que aconteceu com as ações da antiga queridinha Cielo nos últimos anos.

Por outro lado, as ações que apresentam a melhor relação entre risco e retorno são justamente aquelas de empresas problemáticas, com dívidas impagáveis à primeira vista, algumas delas em processo de recuperação judicial ou que apresentam retornos péssimos há vários anos.
Essas normalmente se encontram largadas pelos investidores.
Eu não vou mentir para você, algumas realmente não têm salvação: entrarão para as estatísticas como apenas mais uma companhia a fechar as portas no Brasil.
Mas lembre-se: "do chão não passa". Se você investir pouco, as perdas estarão devidamente limitadas, e o retorno exponencial das que conseguem dar a volta por cima mais do que compensam essas eventuais perdas.
A série Ações Exponenciais tem como objetivo buscar justamente esses papéis com problemáticos mas que têm boas chances de dar a volta por cima. É o que está acontecendo com as ações da Oi (OIBR3), que faz parte da série.

O Henrique Florentino é especialista em revirar o mercado em busca desse tipo de ativo, e tem mais outras 10 oportunidades para você ganhar muito dinheiro se aproveitando dos benefícios da antifragilidade – que, como já vimos, não deve se restringir apenas às suas escolhas na bolsa.
Um grande abraço e até a próxima!
Perto da privatização, Copasa (CSMG3) fará parte do Ibovespa a partir de janeiro, enquanto outra ação dá adeus ao índice principal
Terceira prévia mostra que o índice da B3 começará o ano com 82 ativos, de 79 empresas, e com mudanças no “top 5”; saiba mais
3 surpresas que podem mexer com os mercados em 2026, segundo o Morgan Stanley
O banco projeta alta de 13% do S&P 500 no próximo ano, sustentada por lucros fortes e recuperação gradual da economia dos EUA. Ainda assim, riscos seguem no radar
Ursos de 2025: Banco Master, Bolsonaro, Oi (OIBR3) e dólar… veja quem esteve em baixa neste ano na visão do Seu Dinheiro
Retrospectiva especial do podcast Touros e Ursos revela quem terminou 2025 em baixa no mercado, na política e nos investimentos; confira
Os recordes voltaram: ouro é negociado acima de US$ 4.450 e prata sobe a US$ 69 pela 1ª vez na história. O que mexe com os metais?
No acumulado do ano, a valorização do ouro se aproxima de 70%, enquanto a alta prata está em 128%
LCIs e LCAs com juros mensais, 11 ações para dividendos em 2026 e mais: as mais lidas do Seu Dinheiro
Renda pingando na conta, dividendos no radar e até metas para correr mais: veja os assuntos que dominaram a atenção dos leitores do Seu Dinheiro nesta semana
R$ 40 bilhões em dividendos, JCP e bonificação: mais de 20 empresas anunciaram pagamentos na semana; veja a lista
Com receio da nova tributação de dividendos, empresas aceleraram anúncios de proventos e colocaram mais de R$ 40 bilhões na mesa em poucos dias
Musk vira primeira pessoa na história a valer US$ 700 bilhões — e esse nem foi o único recorde de fortuna que ele bateu na semana
O patrimônio do presidente da Tesla atingiu os US$ 700 bilhões depois de uma decisão da Suprema Corte de Delaware reestabelecer um pacote de remuneração de US$ 56 bilhões ao executivo
Maiores quedas e altas do Ibovespa na semana: com cenário eleitoral e Copom ‘jogando contra’, índice caiu 1,4%; confira os destaques
Com Copom firme e incertezas políticas no horizonte, investidores reduziram risco e pressionaram o Ibovespa; Brava (BRAV3) é maior alta, enquanto Direcional (DIRR3) lidera perdas
Nem o ‘Pacman de FIIs’, nem o faminto TRXF11, o fundo imobiliário que mais cresceu em 2025 foi outro gigante do mercado; confira o ranking
Na pesquisa, que foi realizada com base em dados patrimoniais divulgados pelos FIIs, o fundo vencedor é um dos maiores nomes do segmento de papel
De olho na alavancagem, FIIs da TRX negociam venda de nove imóveis por R$ 672 milhões; confira os detalhes da operação
Segundo comunicado divulgado ao mercado, os ativos estão locados para grandes redes do varejo alimentar
“Candidatura de Tarcísio não é projeto enterrado”: Ibovespa sobe e dólar fecha estável em R$ 5,5237
Declaração do presidente nacional do PP, e um dos líderes do Centrão, senador Ciro Nogueira (PI), ajuda a impulsionar os ganhos da bolsa brasileira nesta quinta-feira (18)
‘Se eleição for à direita, é bolsa a 200 mil pontos para mais’, diz Felipe Miranda, CEO da Empiricus
CEO da Empiricus Research fala em podcast sobre suas perspectivas para a bolsa de valores e potenciais candidatos à presidência para eleições do próximo ano.
Onde estão as melhores oportunidades no mercado de FIIs em 2026? Gestores respondem
Segundo um levantamento do BTG Pactual com 41 gestoras de FIIs, a expectativa é que o próximo ano seja ainda melhor para o mercado imobiliário
Chuva de dividendos ainda não acabou: mais de R$ 50 bilhões ainda devem pingar na conta em 2025
Mesmo após uma enxurrada de proventos desde outubro, analistas veem espaço para novos anúncios e pagamentos relevantes na bolsa brasileira
Corrida contra o imposto: Guararapes (GUAR3) anuncia R$ 1,488 bilhão em dividendos e JCP com venda de Midway Mall
A companhia anunciou que os recursos para o pagamento vêm da venda de sua subsidiária Midway Shopping Center para a Capitânia Capital S.A por R$ 1,61 bilhão
Ação que triplicou na bolsa ainda tem mais para dar? Para o Itaú BBA, sim. Gatilho pode estar próximo
Alta de 200% no ano, sensibilidade aos juros e foco em rentabilidade colocam a Movida (MOVI3) no radar, como aposta agressiva para capturar o início do ciclo de cortes da Selic
Flávio Bolsonaro presidente? Saiba por que o mercado acendeu o sinal amarelo para essa possibilidade
Rodrigo Glatt, sócio-fundador da GTI, falou no podcast Touros e Ursos desta semana sobre os temores dos agentes financeiros com a fragmentação da oposição frente à reeleição do atual presidente Luiz Inácio Lula da Silva
‘Flávio Day’ e eleições são só ruído; o que determina o rumo do Ibovespa em 2026 é o cenário global, diz estrategista do Itaú
Tendência global de queda do dólar favorece emergentes, e Brasil ainda deve contar com o bônus da queda na taxa de juros
Susto com cenário eleitoral é prova cabal de que o Ibovespa está em “um claro bull market”, segundo o Santander
Segundo os analistas do banco, a recuperação de boa parte das perdas com a notícia sobre a possível candidatura do senador é sinal de que surpresas negativas não são o suficiente para afugentar investidores
Estas 17 ações superaram os juros no governo Lula 3 — a principal delas entregou um retorno 20 vezes maior que o CDI
Com a taxa básica de juros subindo a 15% no terceiro mandato do presidente Lula, o CDI voltou a assumir o papel de principal referência de retorno