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O roteiro dramático da bolsa nesses tempos de crise do coronavírus muitas vezes me lembra o da série espanhola La Casa de Papel. CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE Para quem não conhece, trata-se da história de um grupo de ladrões que invade a Casa da Moeda para produzir e roubar o próprio […]

O roteiro dramático da bolsa nesses tempos de crise do coronavírus muitas vezes me lembra o da série espanhola La Casa de Papel.
Para quem não conhece, trata-se da história de um grupo de ladrões que invade a Casa da Moeda para produzir e roubar o próprio dinheiro. A quarta temporada, aliás, acaba de estrear na Netflix.
As semelhanças com a bolsa estão nas sucessivas viradas na trama. Quando tudo parece favorável para os ladrões ou para a polícia, surge um fato novo (e quase nunca plausível) que inverte a situação e embaralha o desfecho.
(Antes de continuar, um breve parêntese: mesmo em meio ao verdadeiro tsunami que varreu as bolsas mundiais, as ações da Netflix acumulam valorização de 15% em 2020…)
Com a experiência de quem já viu e cobriu outras crises no mercado, posso dar um “spoiler” sobre o que vai acontecer com a bolsa. Em algum momento, o coronavírus e seus efeitos na economia vão ficar para trás e as ações vão subir.
O problema é que nem eu nem ninguém no mercado financeiro é capaz de afirmar quantas temporadas ainda teremos de coronavírus. Isso significa que a bolsa ainda passará por muitas viradas, para cima e para baixo.
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