A bolsa consegue se sustentar sem anabolizante?
O canadense Ben Johnson assombrou o mundo ao cruzar a linha de chegada dos 100 metros rasos com a marca de 9 segundos e 79 centésimos nas Olimpíadas de 1988, recorde mundial. A consagração durou pouco. Dias depois ele foi pego no exame antidoping e perdeu a medalha de ouro conquistada nos Jogos de Seul. […]

O canadense Ben Johnson assombrou o mundo ao cruzar a linha de chegada dos 100 metros rasos com a marca de 9 segundos e 79 centésimos nas Olimpíadas de 1988, recorde mundial.
A consagração durou pouco. Dias depois ele foi pego no exame antidoping e perdeu a medalha de ouro conquistada nos Jogos de Seul.
Após cumprir suspensão, Johnson voltou às pistas, mas nunca mais foi o mesmo. Ele acabou banido do esporte ao ser flagrado novamente usando substâncias proibidas.
[captacao]
No mercado financeiro, o desempenho recente das bolsas também vem sendo sustentado por anabolizantes. Mas nesse caso eles não apenas são permitidos como foram administrados pelos próprios governos.
Os “programas de estímulo” — nome bonito dos anabolizantes econômicos — foram adotados para conter os efeitos devastadores da pandemia da covid-19 na atividade global.
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Com o impulso da máquina de dinheiro dos governos e dos cortes de juros pelos Bancos Centrais, as bolsas tiveram a recuperação mais rápida de uma crise em toda a história.
Mas nesta semana os mercados começam a dar sinais de que podem precisar de mais anabolizantes para manter o ritmo de recuperação.
É cedo para dizer que o fôlego acabou. Mas desde o início do mês os ativos de risco vêm sofrendo para manter o pique apenas com os estímulos atuais.
Nesta sexta-feira, o Ibovespa foi dragado pela queda das bolsas em Nova York e o dólar disparou quase 3%. Saiba o que aconteceu na cobertura do Ricardo Gozzi.
MERCADOS
• A overdose de decisões de política monetária movimentou a semana dos mercados. Afinal, o que fazer com o dinheiro em um mundo de taxas reais negativas? Falamos sobre isso e muito mais no nosso podcast Touros & Ursos. Assista no Youtube ou ouça no Spotify.
EMPRESAS
• Bra de casa. O Bradesco fechou acordo com funcionários para regulamentar o home office, que cresceu com a pandemia do coronavírus. O trabalho remoto valerá de forma permanente.
• A Hapvida foi às compras — de novo. Após o pacotão bilionário de aquisições anunciado no começo do mês que fortaleceu a operadora de saúde em Minas Gerais, os novos negócios ampliam a presença da empresa na região Centro Oeste. Saiba mais.
• Por falar em aquisições, a Neoenergia anunciou a compra de projetos de energia eólica na Serra da Gameleira, na Bahia, por R$ 80 milhões, com potencial de instalação de 400 MW. A área total tem cerca de 7,8 mil hectares.
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COLUNISTAS
• Investidores qualificados são aqueles que, segundo a CVM, têm mais de R$ 1 milhão e podem aplicar em produtos mais sofisticados. E os que estão abaixo desse valor são “desqualificados” aos olhos da xerife do mercado? O Bruno Merola trata do tema na coluna de hoje.
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