O SD Select é uma área de conteúdos extras selecionados pelo Seu Dinheiro para seus leitores.
Esse espaço é um complemento às notícias do site.
Recurso Exclusivo para
membros SD Select.
Gratuito
O SD Select é uma área de conteúdos extras selecionados pelo Seu Dinheiro para seus leitores.
Esse espaço é um complemento às notícias do site.
Você terá acesso DE GRAÇA a:
Ciência da tomada de decisão não é tão simples como os modelos matemáticos podem dar a entender; decisão deve ser tomada diante de um todo, não com base em uma oportunidade pontual
A ciência da tomada de decisão talvez seja um dos campos comportamentais mais estudados na atualidade. Isso porque você acaba desaguando em inúmeras áreas do conhecimento, com consequentes disparidade de abordagens e aplicações.
A dinâmica ganha contorno matemática e, por outras vezes, mais abstratos, se firmando juntos a sociologia ou até mesmo antropologia. Na economia e nas finanças, por exemplo, toda a problemática de matemática na ciência para auxiliar na tomada de decisão de agentes angariou para os financistas e os economistas o apelido de “physics envy” (ou, em português, os invejosos da física).
Mais recentemente no Brasil, paralelamente ao processo de financeirização profundo e da crescente popularidade de personalidade e empresas relacionadas com o tema finanças e investimentos, a discussão acabou ganhando contornos de superficialidade. Tal movimento não deveria se justificar, uma vez que a ciência da tomada de decisões no meio acima destacada deixou de ser simples há muito, se sofisticando cada vez mais pela mais diferentes.
Contudo, talvez até mesmo pela falta de carinho epistemológico com qual o mercado brasileiro lida com sua própria metodologia no mundo das finanças, muitas vezes os próprios ditos especialistas, cegos de certo modo pelo próprio ego, passam a distorcer o real entendimento da tomada de decisão.
A vida real, por mais que nos esforcemos muito, não é tão simples como os modelos matemáticos gostariam de nos apresentar. Muito pelo contrário, por sinal. A realidade não pode ser modelada absolutamente. Ferramental exato deve ser sim utilizado e sempre será bem-vindo, mas nunca tido como absoluto.
Isso porque a realidade não é linear e o que pode parecer simples acaba sendo suplantada pela complexidade. Nossa tentativa de formação exata, então, vai para o saco.
Leia Também
Talvez quem consiga melhor explicar uma matriz coesa para a tomada de decisão em ambientes eminentemente complexos tenha sido o economista africano Ralph Stacey. Em sua matriz, a conhecida Matriz de Stacey, podemos verificar a descrição de dois eixos para nos identificar em diferentes campos da tomada de decisão.
O eixo x no gráfico refere-se ao nível da certeza resultante de um evento específico. Não trata de previsões ou profecias futuras, mas de avaliar uma situação probabilística. O eixo y, por outro lado, não lida com probabilidade futura, mas com o acordo organizacional em torno dos valores do presente.

Assim, para o eixo x, quanto mais familiar for um tipo de evento passado, mais fácil será avaliar o que vai acontecer. Um "cisne negro” (algo que nunca encontramos antes), por exemplo, será mais difícil avaliar os próximos passos a serem tomados. No eixo y, por sua vez, quanto mais amplo o consenso, mais fácil é para a sociedade tomar decisões, mesmo que impliquem um preço alto.
Podemos nos encontrar, enquanto tratarmos de ativos financeiros, na tomada de decisão na Zona 4, a da complexidade. Em um universo de mercado informacionalmente eficiente, com ampla democratização do acesso à informação. Não é porque não vemos solução que ela não existe. Os ativos financeiros podem não obedecer a uma racional de acordo com a hipótese de ergodicidade, mas estão sujeitos à atuação humana quantificável, a qual por sua vez for formalizada.
O que quero dizer com isso é que a abordagem correta diante dessa dinâmica que flerta com o caso reside justamente em uma humildade epistemológica. Nassim Taleb resumiu bem a questão com o dilema: “como viver em um mundo em que não entendemos?”
Aliás, curiosamente, a resposta reside justamente na proposta dessa coluna, na suposta caça de assimetrias. É um jogo retórico, obviamente. Para Taleb, poderíamos ter uma solução para o problema na estratégia criada, o “Barbell Strategy”. Em linhas gerais, a proposta se sustenta em exposição a pouco risco com muito dinheiro e a muito risco com pouco dinheiro, sendo que a posta super arriscada deveria ser também extremamente diversificada. Assim, a ideia residiria em várias posições arriscadas tanto errado, mas uma dando incrivelmente certo — tão certo que compensaria todas as outras perdas.
Em meu entendimento, essa proposta de caça às assimetrias é boa, mas levando em consideração o ambiente complexo para a tomada de decisão de Stacey, ainda me parece uma solução subótima. Um aproximadamente estaria na proposta do smart beta, isto é, se apropriar de prêmio de risco de mercado em diferentes classes de ativos. Para bem entender, as proposições são complementares. São ideias holística de portfólio.
Assim, a decisão no mundo das finanças passa a ser tomada diante de um todo, não mais essa ou aquela oportunidade pontual. A abordagem é muito importante para a sofisticação de patrimônio, inegavelmente.
Para sorte do leitor, os dois maiores especialistas no assunto, aqueles que me ensinaram a metodologia que brevemente expliquei acima, estão oferecendo um programa de acompanhamento de investimento na Empiricus. Os dois sócios fundadores da casa, Felipe Miranda e Rodolfo Amstalden, ofereceram mais um vez (e talvez pela última vez), o Masterplan da maior casa de análise de investimentos do Brasil.
Para os mais interessados, ainda dá tempo de entrar. Basta clicar aqui e experimentar. Na Empiricus, por conta da natureza purista na essência da casa, levamos muito a sério o equilíbrio de uma carteira consistente, justamente o que falta para o mercado brasileiro amadurecer nesse ramo.
Entenda por que a definição da Selic e dos juros nos EUA de hoje é tão complicada, diante das incertezas com a guerra e a inflação
A guerra no Irã pode obrigar a Europa a fazer um racionamento de energia e encarecer alimentos em todo o mundo, com aumento dos preços de combustíveis e fertilizantes
Guerras modernas raramente ficam restritas ao campo militar. Elas se espalham por preços, cadeias produtivas, inflação, juros e estabilidade institucional
Entenda o que esperar dos resultados dos maiores bancos brasileiros no 1T26; investidores estarão focados nos números que mais sofrem em ciclos de crédito mais apertado e juros maiores
Governo federal corta apoio a premiação internacional e engrossa caldo do debate sobre validade do Guia Michelin
Mesmo sem saber se o valor recebido em precatórios pela Sanepar será ou não, há bons motivos para investir na ação, segundo o colunista Ruy Hungria
A Sanepar não é a empresa de saneamento mais eficiente do país, é verdade, mas negocia por múltiplos descontados, com possibilidade de início de discussões sobre privatização em breve e, quem sabe, uma decisão favorável envolvendo precatório
Aprenda quais são as estratégias dos ricaços que você pode copiar e ganhar mais confiança na gestão do seu patrimônio
O mercado voltou a ignorar riscos? Entenda por que os drawdowns têm sido cada vez mais curtos — e o que isso significa para o investidor
Alta nos prêmios de risco, queda nos preços dos títulos e resgates dos fundos marcaram o mês de março, mas isso não indica deterioração estrutural do crédito
Entenda por que a Alea afeta o balanço da construtora voltada à baixa renda, e saiba o que esperar dos mercados hoje
Mesmo que a guerra acabe, o mundo atravessa um período marcado por fragmentação e reorganização das cadeias globais de suprimento, mas existe uma forma simples e eficiente de acessar o que venho chamando de investimento “quase obrigatório” em tempos de conflito
O Nubank arrematou recentemente o direito de nomear a arena do Palmeiras e mostra como estratégia de marketing continua sendo utilizada por empresas
Conheça a intensa biografia de Mark Mobius, pioneiro em investimentos em países emergentes, e entenda quais oportunidades ainda existem nesses mercados
Ainda não me arrisco a dizer que estamos entrando em um rali histórico para os mercados emergentes. Mas arrisco dizer que, esteja onde estiver, Mobius deve estar animado com as perspectivas para os ativos brasileiros.
Com transformações e mudanças de tese cada vez mais rápidas, entenda o que esperar dos resultados das empresas no primeiro trimestre de 2026
Com a desvalorização do dólar e a entrada de gringos na bolsa brasileira, o Ibovespa ganha força. Ainda há espaço para subir?
Entenda como a entrada de capital estrangeiro nos FIIs pode ajudar os cotistas locais, e como investir por meio de ETFs
Confira qual é o investimento que pode proteger a carteira de choques cada vez mais comuns no petróleo, com o acirramento das tensões globais
Fundo oferece exposição direta às principais empresas brasileiras ligadas ao setor de commodities, permitindo ao investidor, em um único ativo listado em bolsa, acessar uma carteira diversificada de companhias exportadoras e geradoras de caixa