🔴 ONDE INVESTIR 2026: ESTRATÉGIAS DE ALOCAÇÃO, AÇÕES, DIVIDENDOS, RENDA FIXA, FIIS e CRIPTO – ASSISTA AGORA

Recurso Exclusivo para
membros SD Select.

Gratuito

O SD Select é uma área de conteúdos extras selecionados pelo Seu Dinheiro para seus leitores.

Esse espaço é um complemento às notícias do site.

Você terá acesso DE GRAÇA a:

  • Reportagens especiais
  • Relatórios e conteúdos cortesia
  • Recurso de favoritar notícias
  • eBooks
  • Cursos

O dragão da inflação pode voltar?

A inflação pode ter se despertado no mundo, mas ela não tem mais a força de outro momento; é possível que a recente alta tenha efeitos práticos sobre o Copom

15 de setembro de 2020
6:44 - atualizado às 13:31
Brasil, São Paulo, SP. 04/03/1986. Consumidor exibe bottom com a frase "Eu sou fiscal do Sarney". - Imagem: ANTONIO LÚCIO/ESTADÃO CONTEÚDO/AE

Entre fevereiro e março de 1986, durante o governo do Presidente José Sarney, foi lançada uma mirabolante estratégia com o intuito de debelar a galopante inflação da época: o Plano Cruzado. Composto por um conjunto de medidas, acabou ficando conhecido principalmente pelo congelamento de preços dos alimentos, produtos de limpeza, combustíveis, serviços e etc.

CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE
CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE

Curiosamente, no curto prazo, o plano deu um resultado muito positivo no controle inflacionário — claro que deu; afinal, congelaram os preços. Entretanto, aqueles que viveram os meses subsequentes ou conhecem a histórica sabem que as propostas ali apresentadas não eram sustentáveis e tiveram como consequência não só o agravamento da inflação, mas também o desabastecimento da população.

À época, ficaram famosos os “Fiscais do Sarney”. Este título foi instituído nacionalmente, com inclusive menção na mídia, para designar aqueles cidadãos voluntariamente responsáveis por denunciar ao governo os pontos de venda no comércio varejista que aumentassem os preços de seus produtos.

A histórica foi implicitamente relembrada na última semana pelo atual Presidente Bolsonaro, que havia sido acusado de cogitar tabelamento de preço para conter a recente inflação dos alimentos. Acontece que depois de um longo período em que o aumento de preços esteve fora da pauta, principalmente depois do episódio de 2015/16, voltamos a discutir mais intensamente o risco de um processo inflacionário no Brasil.

Vamos aos fatos: Na semana passada, o IPC-Fipe e o IGP-M trouxeram em suas prévias mensais uma alta superior ao topo das estimativas, sendo o segundo entregue duas vezes acima do esperado pela mediana das expectativas. O movimento foi sentido de maneira mais latente devido o impacto sobre os alimentos, notadamente o arroz, que virou matéria em diversos jornais.

CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE
CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE

Outro problema foi o descasamento entre quem está sendo mais impactado pela recente elevação dos preços. A tabela abaixo, confeccionada pelo brilhantismo do pessoal da Inversa Publicações, mostra como os preços caíram menos e subiram mais, nos últimos meses, principalmente nas camadas de renda mais baixa.

Leia Também

Os fatores que levaram a isso são alguns:

  1. depreciação do câmbio, beneficiando exportações em detrimento de importações (produtores exportam mais e comercializadores importam menos);
  2. intempéries climáticas, impossibilitando parte da disponibilidade de produtos usualmente ofertados (menos produtos chegando aos mercados);
  3. renda mínima (pessoal que está desempregado há algum tempo e que utiliza recursos para comprar alimentos).

Enquanto o primeiro e o segundo ponto contribuem para um choque de oferta, o terceiro propicia, por mais que marginalmente, uma pressão de demanda. A combinação foi notável nos indicadores divulgados.

Já foi possível ler em algumas manchetes que o dragão da inflação havia despertado. Será mesmo? Difícil dizer. Como muito bem colocou Felipe Miranda, estrategista-chefe da Empiricus, em seu artigo ontem enviado para mais de 2 milhões de pessoas: “[…] existe algo curioso sobre o ritual clássico em torno da inflação. Ela existe em si mesmo […] com um componente de profecia autorrealizável. Todos acham que os preços podem e devem subir. Então, correm para as compras antes que os preços de fato subam. […] Cria-se a sensação de que a inflação existe e, portanto, todos estão autorizados a remarcar preços […]”.

CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE
CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE

Como consequência, é provável que a notícia tenha efeitos práticos na tomada de decisão do Copom na quarta-feira. No próximo dia 16, o Banco Central brasileiro se reúne para decidir a taxa básica de juros de curto prazo da economia nacional. Mesmo que tenham deixado em aberto a possibilidade de reduzir ainda mais a Selic (redução marginal com gradualismo adicional), os fatos recentes não permitem muita clareza sobre qual será o caminho para a política econômica e para os mercados da dinâmica inflacionária, a qual permanecia aparentemente adormecida.

Paralelamente, o mundo inteiro está passando por uma situação muito semelhante. Por mais que existam razões estruturais para que a inflação esteja baixa, como os fatores demográficos, tecnológicos e de globalização, forçando a taxa de juros para baixo, existe também um receio recente de a inflação estaria se aquecendo no mundo como um todo.

O fenômeno é interessante uma vez que, até o final do ano passado, conversávamos sobre “japonização” mundial.

Hoje, temos os fatores estruturais deflacionários e os fatores conjunturais inflacionários: de um lado os supracitados pilares e, do outro, a expansão monetária sem precedente e a distorção entre oferta e demanda em um contexto inédito de descompasso produtivo (tiramos o mundo da tomada por alguns meses e, agora, estamos religando-o).

CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE
CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE

Se tivesse que apostar minhas fichas, diria que o primeiro tende a prevalecer em horizontes mais dilatados de tempo, mas a simples discussão sobre o segundo gera ruído sobre os mercados.

Haverá um equilíbrio nunca antes visto entre a inflação, a taxa de desemprego, a utilização da capacidade, o crescimento econômico e a estabilidade financeira.

Um mundo de novos paradigmas.

A inflação pode ter se despertado no mundo, mas ela não tem mais a força que outrora possuiu, como durante a década de 60 e 70 (Golden Age of Capitalism). Quem manda são as taxas de juro zeradas ou até mesmo negativas como sendo algo estrutural.

CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE
CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE

A ambivalência entre o estruturalismo das taxas e o ruídos de curto prazo tem efeito nefasto sobre valuation, aumentando a taxa de desconto dos ativos e gerando volatilidade. Isso é uma realidade para o Brasil, para os demais mercados emergente e para os mercados desenvolvidos.

Para saber como investir em um mundo novo de mais volatilidade e maior sensibilidade dos agentes, o melhor a se fazer é estar bem acompanhado. Tudo isso, claro, feito sob o devido dimensionamento das posições, conforme seu perfil de risco, e a devida diversificação de carteira, com as respectivas proteções associadas.

É isso que fazemos quinzenalmente para mais de 100 mil pessoas na série Palavra do Estrategista. Nela, o estrategista Felipe Miranda conta tudo o que sabe sobre quais são os melhores produtos para os diferentes tipos de perfil.

CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE
CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE

COMPARTILHAR

Whatsapp Linkedin Telegram
O MELHOR DO SEU DINHEIRO

Por que Einstein teria Eneva (ENEV3) na carteira, balanço de Vale (VALE3) e Raízen (RAIZ4), e outras notícias para ler antes de investir

13 de fevereiro de 2026 - 8:52

Veja a empresa que pode entregar retornos consistentes e o que esperar das bolsas hoje

SEXTOU COM O RUY

Por que Einstein seria um grande investidor — e não perderia a chance de colocar Eneva (ENEV3) na carteira?

13 de fevereiro de 2026 - 6:03

Felizmente, vez ou outra o tal do mercado nos dá ótimas oportunidades de comprar papéis por preços bem interessantes, exatamente o que aconteceu com Eneva nesta semana

O MELHOR DO SEU DINHEIRO

Japão como paraíso de compras para investidores, balanços de Ambev (ABEV3), Vale (VALE3) e Raízen (RAIZ4), e o que mais move a bolsa hoje

12 de fevereiro de 2026 - 8:59

O carry trade no Japão, operação de tomada de crédito em iene a juros baixos para investir em países com taxas altas, como o Brasil, está comprometido com o aumento das taxas japonesas

EXILE ON WALL STREET

Rodolfo Amstalden: Podemos dizer que a Bolsa brasileira ficou cara? 

11 de fevereiro de 2026 - 19:50

Depois de uma alta de quase 50% em 12 meses, o mercado discute se os preços já esticaram — e por que “estar caro” não significa, necessariamente, fim da alta

O MELHOR DO SEU DINHEIRO

Veja se vale a pena atualizar o valor de um imóvel e pagar menos IR e se o Banco do Brasil (BBAS3) já começa a sair do fundo do poço

11 de fevereiro de 2026 - 9:39

Confira as vantagens e desvantagens do Rearp Atualização. Saiba também quais empresas divulgam resultados hoje e o que mais esperar do mercado

O MELHOR DO SEU DINHEIRO

O equilíbrio no Japão que afeta o mundo todo, as vantagens do ESG para os pequenos negócios e o que mais move as bolsas hoje

10 de fevereiro de 2026 - 9:30

Veja qual o efeito da vitória da primeira-ministra do Japão, Sanae Takaichi, nas eleições do Japão nos mercados de todo o mundo

INSIGTHS ASSIMÉTRICOS

Entre estímulo e dívida: o novo equilíbrio do Japão após uma eleição que entra para a história

10 de fevereiro de 2026 - 7:11

A vitória esmagadora de Sanae Takaichi abre espaço para a implementação de uma agenda mais ambiciosa, que também reforça o alinhamento estratégico de Tóquio com os Estados Unidos, em um ambiente geopolítico cada vez mais competitivo na Ásia

O MELHOR DO SEU DINHEIRO

CSN (CSNA3) quer convencer o mercado que agora é para valer, BTG bate mais um recorde, e o que mais move as bolsas hoje

9 de fevereiro de 2026 - 8:39

Veja os sinais que o mercado olha para dar mais confiança ao plano de desalavancagem da holding, que acumulou dívidas de quase R$ 38 bilhões até setembro

TRILHAS DE CARREIRA

O critério invisível que vai diferenciar os profissionais na era da inteligência artificial (IA)

8 de fevereiro de 2026 - 8:00

O que muda na nossa identidade profissional quando parte relevante do trabalho operacional deixa de ser feita por humanos?

SEU DINHEIRO LIFESTYLE

Carnaval abaixo de 0 ºC: os horários e os atletas que representam o Brasil nos Jogos Olímpicos de Inverno

7 de fevereiro de 2026 - 9:02

Mudaram as estações e, do pré-Carnaval brasileiro, miramos nosso foco nas baixas temperaturas dos Alpes italianos, que recebem os Jogos Olímpicos de Inverno

O MELHOR DO SEU DINHEIRO

Cuidado com o ouro de tolo ao escolher ações; acompanhe a reação ao balanço do Bradesco (BBDC4) e o que mais move a bolsa

6 de fevereiro de 2026 - 8:45

Veja como distinguir quais ações valem o seu investimento; investidores também reagem a novos resultados de empresas e dados macroeconômicos

SEXTOU COM O RUY

O “lixo” não subiu: empresas pagadoras de dividendos e com pouca dívida devem seguir ditando o ritmo na bolsa

6 de fevereiro de 2026 - 6:07

Olhamos para 2026 e não vemos um cenário assim tão favorável para companhias capengas. Os juros vão começar a cair, é verdade, mas ainda devem permanecer em níveis bastante restritivos para as empresas em dificuldades.

O MELHOR DO SEU DINHEIRO

A difícil escolha entre dois FIIs de destaque, e o que esperar dos resultados de empresas e da bolsa hoje

5 de fevereiro de 2026 - 8:33

As principais corretoras do país estão divididas entre um fundo de papel e um de tijolo; confira os campeões do FII do Mês

EXILE ON WALL STREET

Rodolfo Amstalden: Bolsa e o trade eleitoral — by the way, buy the whey

4 de fevereiro de 2026 - 20:00

Investir não é sobre prever o futuro político, mas sobre manter a humildade quando o fluxo atropela os fundamentos. O que o ‘Kit Brasil’ e um pote de whey protein têm em comum?

O MELHOR DO SEU DINHEIRO

Queda no valor da Direcional (DIRR3) é oportunidade para investir, e Santander tem lucro acima do esperado 

4 de fevereiro de 2026 - 8:38

Saiba por que a Direcional é a ação mais recomendada para sua carteira em fevereiro e o que mais move as bolsas hoje

O MELHOR DO SEU DINHEIRO

O bloco dos bancos abre o Carnaval das empresas abertas: qual terá a melhor marchinha?

3 de fevereiro de 2026 - 8:36

Mercado também reage a indicação para o Fed, ata do Copom e dados dos EUA; veja o que você precisa saber antes de investir hoje

INSIGHTS ASSIMÉTRICOS

O efeito Warsh: reação à escolha de Trump é um ajuste técnico ou inflexão estrutural?

3 de fevereiro de 2026 - 7:48

Após um rali bastante intenso, especialmente nos metais preciosos, a dinâmica passou a ser dominada por excesso de fluxo e alavancagem, resultando em uma correção rápida e contundente

O MELHOR DO SEU DINHEIRO

O custo e os benefícios do fim da escala 6×1 para as PMEs, e os dados mais importantes para os investidores hoje

2 de fevereiro de 2026 - 8:42

As PMEs serão as mais impactadas com uma eventual mudança no limite de horas de trabalho; veja como se preparar

DÉCIMO ANDAR

Alinhamento dos astros: um janeiro histórico para investidores locais. Ainda existem oportunidades na mesa para os FIIs?

1 de fevereiro de 2026 - 8:00

Mesmo tendo mais apelo entre os investidores pessoas físicas, os fundos imobiliários (FIIs) também se beneficiaram do fluxo estrangeiro para a bolsa em janeiro; saiba o que esperar agora

SEU DINHEIRO LIFESTYLE

Hora da colheita: a boa temporada dos vinhos brasileiros que superam expectativas dentro e fora do país

31 de janeiro de 2026 - 9:01

Numa segunda-feira qualquer em dezembro, taças ao alto brindam em Paris. Estamos no 9º arrondissement das Galerias Lafayette, a poucas quadras do Palais Garnier. A terra do luxo, o templo do vinho. Mas, por lá, o assunto na boca de todos é o Brasil. Literalmente. O encontro marcou o start do recém-criado projeto Vin du Brésil, iniciativa que […]

Menu

Usamos cookies para guardar estatísticas de visitas, personalizar anúncios e melhorar sua experiência de navegação. Ao continuar, você concorda com nossas políticas de cookies

Fechar