Recurso Exclusivo para
membros SD Select.

Gratuito

O SD Select é uma área de conteúdos extras selecionados pelo Seu Dinheiro para seus leitores.

Esse espaço é um complemento às notícias do site.

Você terá acesso DE GRAÇA a:

  • Reportagens especiais
  • Relatórios e conteúdos cortesia
  • Recurso de favoritar notícias
  • eBooks
  • Cursos

O dia da eleição chegou, o que está em jogo?

Qual foi o legado de Trump e qual dos dois candidatos – Trump ou Biden – mais beneficia emergentes como o Brasil?

3 de novembro de 2020
6:40 - atualizado às 13:31
Donald Trump e Joe Biden, na época das eleições presidenciais de 2020 nos EUA criptomoedas
Donald Trump e Joe Biden, na época das eleições presidenciais de 2020 nos EUA - Imagem: Shutterstock

Voltamos hoje a um mesmo tema já tratado algumas vezes neste espaço.

CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE
CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE

Uma eleição presidencial americana já seria importante o suficiente para atrair olhares dos mais diversos tipos de pessoas. Agora, a diferença entre os dois candidatos, as perspectivas para os próximos quatro anos e algumas diferenças gritantes entre os dois nomes apresentados, proporcionam um efeito mais profundo na decisão de hoje.

Marcadas para hoje, dia 3 de novembro, as eleições americanas já estão acontecendo há algum tempo. Isso deriva principalmente de dois motivos: 1) por conta da pandemia do novo coronavírus, o número de eleitores que optaram por votar antes do dia da eleição (uma possibilidade nos EUA) está mais alto do que nunca antes na história (mais de 95 milhões de americanos já votaram, ou quase 70% do total dos eleitores de 2016); e 2) por conta do modelo de vote by mail, nunca usado com tamanha amplitude (mais de 60 milhões de votos já foram enviados por correio).

Tradicionalmente, o resultado é divulgado na madrugada posterior ao dia oficial de votação, mas justamente por conta de uma campanha tão diferente das demais, a apuração do resultado pode demorar mais do que o previsto. Nesse sentido, é possível que só saibamos quem será o novo presidente dos EUA ao longo do dia 4 ou, em um cenário mais pessimista, porém possível, nos dias subsequentes à votação oficial.

Independentemente da maneira predominante do tipo de votação ou da demora potencial na apuração dos votos, entendo que valha a pena que, agora aos 45 do segundo tempo, revisemos brevemente os últimos quatro anos do governo Trump, suas conquistas e seus legados. Além disso, avaliaremos como uma troca de poder na Casa Branca ou uma manutenção do mesmo poderia afetar os mercados.

CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE
CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE

A economia americana sob a tutela de Trump

Até o final de 2019, pouco havia de negativo que pudesse ser apontado em relação a Trump sobre a economia. Critique como quiser, mas era quase que consenso em dezembro do ano passado que o presidente republicano não teria dificuldades em manter-se no posto após um resultado econômico tão primoroso: 1) mínima histórica da taxa de desemprego em mais de 50 anos; 2) aumento da renda real para boa parte da população; 3) elevação da renda disponível para consumo por conta de redução de impostos; 4) crescimento consistente ao longo dos anos; e 5) Bolsa subindo bastante (apesar dos ruídos).

Leia Também

Historicamente, presidentes que comandaram o país sob bonança econômica encontraram pouca dificuldade para se manter no poder. Era o caso aqui… até a crise do coronavírus.

O impacto do lockdown recaiu fortemente sobre a maior carta de Trump, principalmente porque o republicano é visto como um mau gestor da crise sanitária. A postura negacionista é considerada culpada por um resultado humanitário e econômico pior do que poderia ter efetivamente sido.

Mudamos o paradigma na política. A década de 2020 será caracterizada por um governo maior (mais pesado), teoria monetária moderna e mais desigualdades. A tendência deflacionária global (demografia, tecnologia e globalização) geram juros negativos e, consequentemente, políticas monetárias menos eficientes.

CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE
CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE

Por isso, o novo presidente presidirá um país sob uma conjuntura nunca antes vista. A conta Covid chegará para o mundo inteiro e teremos que tomar uma decisão sobre como endereçá-la.

Trump representa uma continuidade dos últimos quatro anos.

O presidente tentará reviver o que foi sucesso no início de seu mandato e recuperar o que havia de bom na economia americana entre 2017 e 2019. Biden, por outro lado, tem um plano econômico calcado, entre outras coisas, no regresso das taxas que haviam sido reduzidas (mais crível do ponto de vista fiscal) e em uma preocupação mais acentuada com a desigualdade (renda real).

Hoje, não existe um predileto do mercado nesse sentido, por mais que agendas mercadológicas (Trump) sejam mais bem recebidas.

CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE
CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE

Um relacionamento internacional conturbado

Aqui houve um grande impacto derivado do governo Trump.

As tentativas de impactar as economias globais por meio de revisões comerciais podem ter soado bem, mas geraram muito mais ruído do que sinal, desestabilizando o mecanismo de segurança mundial sustentado pelo poderio americano.

Trump representa uma continuidade das pressões internacionais ao redor do mundo, com ruídos proveniente de seu Twitter e de um enfraquecimento médio do comércio global - evidentemente, um enfraquecimento do comércio em uma economia que busca retomar sua pujança é péssimo.

Biden, por outro lado, ressuscita a visão multilateralista do mundo, potencialmente entendendo a ascensão da China como principal potência econômica do mundo como inevitável.

CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE
CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE

Essa dinâmica é bem marcada como positiva para países emergentes, com destaque para o Brasil - maior fluxo de comércio é positivo para commodities e para outras moedas que não o dólar (tese de enfraquecimento do dólar).

Assim, o reposicionamento dos EUA como líder político e militar, sem gerar ruído comercial com o mundo, pode ser entendida como mais favorável a depender da composição do Congresso.

As questões ambientais

Podemos separar de maneira bastante clara Trump como sendo o veículo para surfar continuamente combustíveis fósseis e gás natural, enquanto Biden buscará criar uma nova indústria verde nos EUA, com foco em energia sustentável.

Sem favoritismo neste âmbito, apenas dois focos de investimento diferentes - um é a indústria tradicional e o outro é a indústria nascente.

CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE
CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE
Cyclical, value stocks seen linked to Senate control by Democrats

Justiça americana, a grande vitória republicana

Um dos fatores mais impactantes da presidência de Trump é pouco comentado.

Existe um claro movimento conservador se formando na Justiça americana, com Trump sendo um dos presidentes que mais movimentou as cortes do país em um primeiro mandato, inclusive na Suprema Corte (hoje majoritariamente conservadora). Essas mudanças são estruturais e difíceis de serem revertidas.

Mais quatro anos de Trump poderiam sinalizar um aprofundamento ainda maior desse movimento, sem que uma presidência de Biden pudesse fazer muita coisa sobre a corte já estabelecida - principalmente a depender da formação do Congresso.

Agora, por mais que isso seja importante, faz diferença para o mercado? Nenhuma.

CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE
CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE

Se trata talvez da maior conquista dos republicanos com a presidência de Trump. As novas cortes conservadoras terão sua soberania prevalecida pelas próximas décadas nos EUA.

Um movimento estrutural e com impactos sociais não precificados hoje.

Afinal, a diferença entre os dois candidatos muda preço?

No final do dia, o mercado está bem preparado para os dois desfechos, democrata ou republicano.

Tirar um presidente em seu primeiro mandato é uma tarefa difícil, mas a pandemia parece ter dado uma abertura para que Biden tente sua sorte.

CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE
CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE

O problema residiria em dois cenários.

No primeiro deles, teríamos um Congresso dividido, resultado que dificultaria a aprovação de pacotes de estímulos, por exemplo, super necessários para que os EUA solucionem a crise atual.

No segundo, existe a possibilidade de contestação de eleições.

Assim, além de termos um possível resultado tardio, ainda enfrentaremos uma judicialização de uma decisão (vale lembrar que as cortes tendem ao Trump, por mais que haja um prevalecimento das instituições americanas).

CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE
CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE

A falta de resultado fará com que o mercado fique nervoso.

Agora, vale dizer que, para mercado emergentes, as probabilidades de um desfecho mais favorável residem com Biden e seu multilateralismo - money talks, bullshit walks. Nesse caso, o Brasil acaba sendo um mercado premium, uma vez que ficou muito para trás em dólares e existe espaço para catch-up.

Tudo isso, claro, feito sob o devido dimensionamento das posições, conforme seu perfil de risco, e a devida diversificação de carteira, com as respectivas proteções associadas.

Na série Palavra do Estrategista, best-seller da Empiricus, estamos preparando uma edição especial para amanhã em que trataremos dos melhores para os diferentes cenários.

CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE
CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE

Além disso, o assinante contará com o conteúdo assinado pelo Estrategista-Chefe da casa, Felipe Miranda. Com certeza, quem quiser se aproveitar de dinâmicas estruturais para os próximos quatro anos, vale dar uma conferida.

CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE
CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE

COMPARTILHAR

Whatsapp Linkedin Telegram
O MELHOR DO SEU DINHEIRO

Como o petróleo mudou o jogo para o Copom e o Fed, a vantagem do Regime Fácil para as empresas médias, e o que mais move as bolsas hoje

17 de março de 2026 - 8:46

O conflito no Oriente Médio adiciona mais uma incerteza na condução da política monetária; entenda o que mais afeta os juros e o seu bolso

INSIGHTS ASSIMÉTRICOS

Do conflito no Oriente Médio ao Copom: como o petróleo mudou o jogo dos juros

17 de março de 2026 - 7:35

O foco dos investidores continua concentrado nas pressões inflacionárias e no cenário internacional, em especial no comportamento do petróleo, que segue como um dos principais vetores de risco para a inflação e, por consequência, para a condução da política monetária no Brasil

O MELHOR DO SEU DINHEIRO

O Oscar para o melhor banco digital, a semana com Super Quarta e o que mais você precisa saber hoje

16 de março de 2026 - 8:17

Entenda qual é a estratégia da britânica Revolut para tentar conquistar a estatueta de melhor banco digital no Brasil ao oferecer benefícios aos brasileiros

VISÃO 360

A classe média que você conheceu está morrendo? A resposta é mais incômoda

15 de março de 2026 - 8:00

Crescimento das despesas acima da renda, ascensão da IA e uberização da vida podem acabar com a classe média e dividir o mundo apenas entre poucos bilionários e muitos pobres?

SEU DINHEIRO LIFESTYLE

O Oscar, uma aposta: de investidores a candidatos, quem ganha com a cerimônia, afinal?

14 de março de 2026 - 11:01

O custo da campanha de um indicado ao Oscar e o termômetro das principais categorias em 2026

O MELHOR DO SEU DINHEIRO

O equilíbrio delicado da Petrobras (PETR4), o Oscar para empreendedores, a recuperação do GPA (PCAR3) e tudo mais que mexe com os mercados hoje

13 de março de 2026 - 8:13

Saiba quais os desafios que a Petrobras precisa equilibrar hoje, entre inflação, política, lucro e dividendos, e entenda o que mais afeta as bolsas globais

SEXTOU COM O RUY

Número mágico da Petrobras (PETR4): o intervalo de preço do petróleo que protege os retornos — e os investidores

13 de março de 2026 - 7:11

O corte de impostos do diesel anunciado na quinta-feira (12) afastou o risco de interferência na estatal, pelo menos por enquanto

O MELHOR DO SEU DINHEIRO

O lado B dos data centers, a guerra no Oriente Médio e os principais dados do mercado hoje

12 de março de 2026 - 8:55

Entenda as vantagens e as consequências ambientais do grande investimento em data centers para processamento de programas de inteligência artificial no Brasil

EXILE ON WALL STREET

Rodolfo Amstalden: Petróleo em alta — usando dosagens para evitar o risco de uma aposta “certa” 

11 de março de 2026 - 19:57

Depois de uma disparada de +16% no petróleo, investidores começam a discutir até onde vai a alta — e se já é hora de reduzir parte da exposição a oil & gas para aproveitar a baixa em ações de qualidade

ALÉM DO CDB

Prêmios de risco do crédito privado têm certo alívio em fevereiro, mas risco de algumas empresas emissoras aumenta

11 de março de 2026 - 14:39

Os spreads estão menos achatados, e a demanda por títulos isentos continua forte; mas juro elevado já pesa sobre os balanços das empresas

O MELHOR DO SEU DINHEIRO

Faturamento de R$ 160 milhões no combate ao desperdício, guerra no Oriente Médio, e tudo o que você precisa saber hoje

11 de março de 2026 - 8:26

Entenda como a startup Food to Save quer combater o desperdício de alimentos uma sacolinha por vez, quais os últimos desdobramentos da guerra no Oriente Médio e o que mais afeta seu bolso hoje

O MELHOR DO SEU DINHEIRO

Como lucrar com a Copa sem cometer crimes, as consequências de uma guerra mais longa para os juros, e o que mais afeta a bolsa hoje

10 de março de 2026 - 8:38

A Copa do Mundo 2026 pode ser um bom momento para empreendedores aumentarem seu faturamento; confira como e o que é proibido neste momento

INSIGHTS ASSIMÉTRICOS

O petróleo volta a ditar o humor dos mercados, mas não é só isso: fertilizantes e alimentos encarecem, e até juros são afetados

10 de março de 2026 - 7:32

O ambiente de incerteza já pressiona diversos ativos globais, contribui para a elevação dos rendimentos de títulos soberanos e amplia os riscos macroeconômicos

O MELHOR DO SEU DINHEIRO

A fila dos IPOs na B3, a disparada do petróleo, e o que mais move o mercado hoje 

9 de março de 2026 - 8:11

Depois de quase cinco anos de seca de IPOs, 2026 pode ver esse cenário mudar, e algumas empresas já entraram com pedidos de abertura de capital

TRILHAS DE CARREIRA

O fim da Diversidade? Por que a Inteligência Artificial (IA) me fez questionar essa agenda novamente

8 de março de 2026 - 8:00

Esta é a segunda vez que me pergunto isso, mas agora é a Inteligência Artificial que me faz questionar de novo

SEU DINHEIRO LIFESTYLE

De volta à pole: com Gabriel Bortoleto na Fórmula 1 e a retomada da produção nacional, Audi aquece os motores

7 de março de 2026 - 9:01

São três meses exatos desde que Lando Norris confirmou-se campeão e garantiu à McLaren sua primeira temporada em 17 anos. Agora, a Fórmula 1 está de volta, com novas regras, mudanças no calendário e novidades no grid.  Em 2026, a F1 terá carros menores e mais leves, novos modos de ultrapassagem e de impulso, além de novas formas de recarregar as […]

O MELHOR DO SEU DINHEIRO

Ainda dá para investir em Petrobras (PETR4) e Prio (PRIO3), o FII do mês, e o que mais move seus investimentos hoje

6 de março de 2026 - 8:35

Ações das petroleiras subiram forte na bolsa nos últimos dias, ainda que, no começo do ano, o cenário para elas não fosse positivo; entenda por que ainda vale ter Petrobras e Prio na carteira

SEXTOU COM O RUY

Petrobras e Prio disparam na Bolsa — descubra por que não é tarde demais para comprar as ações

6 de março de 2026 - 6:55

Para dividendos, preferimos a Petrobras que, com o empurrãozinho do petróleo, caminha para um dividend yield acima de 10%; já a Prio se enquadra mais em uma tese de crescimento (growth)

O MELHOR DO SEU DINHEIRO

A luta pelos dividendos da Petrobras (PETR4), o conflito no Oriente Médio e o que mais impacta o seu bolso hoje

5 de março de 2026 - 8:07

Confira o que esperar dos resultados do 4T25 da Petrobras, que serão divulgados hoje, e qual deve ser o retorno com dividendos da estatal

EXILE ON WALL STREET

Rodolfo Amstalden: Dá mesmo para ter zero de petróleo e gás?

4 de março de 2026 - 19:52

A concentração em tecnologia deixou lacunas nas carteiras — descubra como o ambiente geopolítico pode cobrar essa conta

Menu

Usamos cookies para guardar estatísticas de visitas, personalizar anúncios e melhorar sua experiência de navegação. Ao continuar, você concorda com nossas políticas de cookies

Fechar