O SD Select é uma área de conteúdos extras selecionados pelo Seu Dinheiro para seus leitores.
Esse espaço é um complemento às notícias do site.
Recurso Exclusivo para
membros SD Select.
Gratuito
O SD Select é uma área de conteúdos extras selecionados pelo Seu Dinheiro para seus leitores.
Esse espaço é um complemento às notícias do site.
Você terá acesso DE GRAÇA a:
Há uma enorme incerteza no ar, uma completa incapacidade de se ver o final desta crise (desconfie principalmente daqueles que conseguem projetar o final da crise, seja ele feio ou bonito; a verdade é que não sabemos, ninguém sabe) e uma enorme dispersão de resultados possíveis
Antes de tratar do que realmente é — ou deveria ser — o tema desta quarta-feira, gostaria de deixar clara uma questão. Falo em defesa de alguns gestores de fundos e criticamente a outros supostos heróis. Vejo os jornais repletos de manchetes do tipo: “Veja o fundo ABC que ganhou durante a crise”. E aí vai o tal sujeito lá se explicar: “Eu já sabia que o mercado estava caro”; “Havia uma bolha nos fundos imobiliários”; “WEG era um short óbvio”.
Como diz James Hillman, “todos nós somos um grande escândalo”. Mas deveria ter limite até para os escândalos. Deixemos de ser ridículos. Se você ganhou dinheiro na crise, está enquadrado em uma das três opções abaixo:
Agora vamos para o que realmente interessa: o que comprar agora?
Como tenho tentado deixar claro nas minhas comunicações, entendo que o momento exige um foco total na preservação patrimonial. Há uma enorme incerteza no ar, uma completa incapacidade de se ver o final desta crise (desconfie principalmente daqueles que conseguem projetar o final da crise, seja ele feio ou bonito; a verdade é que não sabemos, ninguém sabe) e uma enorme dispersão de resultados possíveis. Uma enorme dispersão de resultados possíveis significa a possibilidade de perda permanente relevante do capital. Em outras palavras, maior risco. E, se há maior risco, devemos ser prudentes.
Além disso, talvez desta vez seja diferente. Talvez. Mas, se olharmos retrospectivamente, perceberemos que todos os bear markets ao longo da história da Bolsa dos EUA desde 1900, sem exceção, implicam o teste do fundo anterior ao menos uma vez. Da minha parte, sempre que acreditei que desta vez seria diferente quebrei a cara.
Esse discurso precisa ser entendido com alguma profundidade e calibragem. Em nenhum momento defende-se aqui a zeragem das posições em Bolsa, tampouco “não correr risco algum”. Esse é um ponto importante da aversão ao risco. Ser avesso ao risco não significa não correr risco; significa fazer cálculos e permitir-se correr só os riscos certos. Sair da cama é um risco. A completa aversão ao risco inviabilizaria a vida cotidiana.
Leia Também
A proposição de um portfólio mais defensivo no momento não representa a ausência de posições de risco. Essas duas coisas podem coexistir simultaneamente e não são paradoxais. Claro que você deve fazer isso muito ciente de que haverá volatilidade no meio do caminho, que as coisas podem piorar muito (assim, MUITO) antes de melhorarem, que isso requer horizonte temporal dilatado e o devido sizing da posição. Entre pequeno; nada muito grande ou concentrado. Vá pinçando uma coisa aqui e outra ali.
Quais seriam, então, esses riscos interessantes a se correr? Para mim, comprar ações de empresas mais óbvias. Desculpe se isso soa desinteressante, mas é o melhor a se fazer agora. Em raras vezes, o mercado dá a chance de se comprar empresas verdadeiramente boas por preços igualmente bons. Quando elas aparecem, podemos aproveitar.
Que empresas são essas? Resumindo a história, “papel de gringo”. Coisas líquidas, com balanço forte, liderança de mercado, pricing power, vantagens competitivas claras, altas barreiras à entrada, longo e sólido histórico de resultados, com crescimento dos lucros por ação em amplos horizontes. Evite empresas alavancadas, com qualquer risco de quebrar agora (mesmo que não quebre, pode passar por brutal diluição
Gosto dos bancões para o momento — pegue a seu próprio gosto: Itaú/Itaúsa (mais caro e mais premium), Bradesco (belo yield, belo valuation, boa resiliência dos negócios, mas é aquela coisa mais Bradescão, né? Rápido e ágil como uma tartaruga, com esforços para ser mais descolado; tentamos com Next, Ágora e, agora, C6… 3 x 0 = 0? Eu gosto mesmo assim; em meio a uma crise, tartarugas podem ser compradas por um bom preço), Banco do Brasil (o valuation mais atrativo de todos, mas com aquele pequeno probleminha de ser estatal; baratinha, mas ordinária). Importante é ter bancão bem representado, como quiser.
Gosto de consumo de bens essenciais e das empresonas com histórico de bom management, consolidadas, marca premium, etc. Natura, Hypera, Raia Drogasil, e por aí vai.
Gosto dos setores regulados e concessões que são resilientes ao momento, como Rumo. Geradoras e transmissoras também oferecem TIRs reais bem bacanas para o momento, além das queridinhas do saneamento. Alupar, Sanepar, AES Tietê, Eneva, CPFL. Gosto de todas elas.
E, para fechar, gosto muito de Suzano, porque é meu dólar em Bolsa. Não tem nada como ter dólar na crise, desculpa. E se superarmos a crise? Daí a celulose vai buscar US$ 550 por tonelada. Para mim, basta. Enquanto isso, nos divertimos com dólar. Sem miséria, do verdinho, como diria o mano Sabotage.
Veja como acompanhar a temporada de resultados das construtoras na bolsa de valores; PIB, guerra no Oriente Médio e Caged também afetam os mercados hoje
Mais do que tentar antecipar desfechos políticos específicos, o foco deve permanecer na gestão de risco e na diversificação, preservando uma parcela estratégica de proteção no portfólio
Em situações de conflito, fazer as malas para buscar um cenário mais tranquilo aparece como um anseio para muitas pessoas. O dinheiro estrangeiro, que inundou a B3 e levou o Ibovespa a patamares inéditos desde o começo do ano, tem data para carimbar o passaporte e ir embora do Brasil — e isso pode acontecer […]
Primeiro bimestre de 2026 foi intenso, mas enquanto Ibovespa subiu 18%, IFIX avançou apenas 3%; só que, com corte de juros à vista, é hora de começar a recompor posições em FIIs
Entre as cabines de primeira classe e os destinos impactados pelo excesso de visitantes, dois olhares sobre a indústria de viagens atual
Veja por que a Vivo (VIVT3) é vista como boa pagadora de dividendos, qual o tamanho da Bradsaúde e o que mais afeta o mercado hoje
Mesmo sendo considerada uma das ações mais “sem graça” da bolsa, a Vivo subiu 50% em 2025 e já se valoriza quase 30% em 2026
Mesmo com a perspectiva de queda nos juros, os spreads das debêntures continuam comprimidos, mas isso pode não refletir uma melhora nos fundamentos das empresas emissoras
Estudo histórico revela como o desempenho do mês de janeiro pode influenciar expectativas para o restante do ano no mercado brasileiro
Entenda o que as novas tarifas de exportação aos EUA significam para aliados e desafetos do governo norte-americano; entenda o que mais você precisa ler hoje
Antigos alvos da política comercial norte-americana acabam relativamente beneficiados, enquanto aliados tradicionais que haviam negociado condições mais favoráveis passam a arcar com custos adicionais
Os FIIs multiestratégia conseguem se adaptar a diferentes cenários econômicos; entenda por que ter essa carta na manga é essencial
Saiba quais são as perguntas essenciais para se fazer antes de decidir abrir um negócio próprio, e quais os principais indicadores econômicos para acompanhar neste pregão
Após anos de calmaria no mercado brasileiro, sinais de ruptura indicam que um novo ciclo de volatilidade — e de oportunidades — pode estar começando
Depois que o dinheiro gringo invadiu o Ibovespa, as small caps ficaram para trás. Mas a vez das empresas de menor capitalização ainda vai chegar; veja que ações acompanhar agora
Confira as leituras mais importantes no mundo da economia e das finanças para se manter informado nesta segunda-feira de Carnaval
Nem tanto cigarra, nem tanto formiga. Morrer com dinheiro demais na conta pode querer dizer que você poderia ter trabalhado menos ou gastado mais
Miami é o novo destino dos bilionários americanos? Pois é, quando o assunto são tendências, a única certeza é: não há certezas
Veja a empresa que pode entregar retornos consistentes e o que esperar das bolsas hoje
Felizmente, vez ou outra o tal do mercado nos dá ótimas oportunidades de comprar papéis por preços bem interessantes, exatamente o que aconteceu com Eneva nesta semana