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Em momentos nos quais ninguém confere valor a uma ação, ela passa a valer pouco. Já a empresa por trás da ação continua lastreada em seu valor intrínseco. Surge aí um enorme descompasso entre o valor da ação e o valor da empresa.
Objetos de uso comum - cadeiras, mesas, bolas de futebol - têm valor apenas porque alguém, em algum lugar do mundo, atribui valor a eles.
Se ninguém desse a mínima para essas coisas, elas seriam imbuídas de um valor nulo. Valeriam tanto quanto lixo, ou até menos.
Já nós, seres humanos, temos valor mesmo se ninguém ligar para nós, mesmo em um mundo no qual ficamos isolados.
Essa particularidade humana se deve às nossas faculdades mentais. Mais propriamente, ao exercício da razão.
Não sou eu que estou dizendo, não tenho faculdades mentais suficientes para pensar nisso.
Quem disse foi Immanuel Kant.
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Kant não desfila entre meus filósofos favoritos, mas devo reconhecer que ele tem um bom ponto aí.
Aquilo que os financistas não conseguem compreender no século XXI foi já bem definido pelos filósofos do século XVIII.
Para a maioria das coisas do mundo, o valor intrínseco (vindo de dentro) deriva tão somente do valor extrínseco (vindo de fora). Não existe um se não houver o outro.
Os homens são exceções a essa regra - e eu incluiria outras formas de vida também, embora não saiba se Kant concorda com isso...
Enfim, vamos lá: um ser vivo pode ter valor intrínseco independentemente de seu valor extrínseco.
Em tese, posso ter valor intrínseco 100 e valor extrínseco 0, por exemplo.
E agora vem o pulo do gato, que tem valor para o próprio gato, e talvez para uma gata que o aguarde em cima do telhado.
Uma ação é muito parecida com uma coisa, enquanto uma empresa é mais parecida com um ser vivo.
Assim, o link empresa-ação é um vínculo híbrido.
Em momentos nos quais ninguém confere valor a uma ação, ela passa a valer pouco.
Já a empresa por trás da ação continua lastreada em seu valor intrínseco, de ser vivo.
Logo, surge aí um enorme descompasso entre o valor da ação e o valor da empresa.
Mesmo que ambos caiam numa crise (como a do corona, por exemplo), o valor da ação acaba caindo muito mais do que o valor da empresa.
Isso tudo não é apenas papo de filósofo.
Em nosso Programa de Riqueza Permanente®, eu e o Richard usamos o imperativo kantiano para pescar cinco ativos de renda variável, nos dias 18 e 19 de março.
Estes são os lucros obtidos desde então, mesmo após a queda de sexta-feira:

Talvez o mercado volte a cair, e esses lucros desapareçam no curto prazo, para depois voltarem no longo prazo.
Ou talvez a Bolsa continue subindo, alimentando ainda mais nossas recomendações.
Qualquer que seja o cenário, tivemos uma clara amostra de que o descolamento temporário entre valor da ação e valor da empresa pode ser extremamente lucrativo.
Retornos passados não são garantia de retornos futuros. E, em toda operação com renda variável, existem riscos associados.
Ao mesmo tempo, porém, sabemos que grandes oportunidades surgem dos contextos de pânico, desde que você esteja disposto a carregar suas posições em longo prazo.
É o que fazemos no Programa de Riqueza Permanente®.
Se quiser aderir ao Programa e aproveitar eventuais novos pontos de entrada nas próximas semanas, acesse aqui a página de inscrição.
Um abraço!
Na abertura do livro O Paladar Não Retrocede, Carlos Ferreirinha, o guru brasileiro do marketing de luxo, usa o automobilismo para explicar como alto padrão molda nossos hábitos. “Após dirigir um carro automático com ar-condicionado e direção hidráulica, ninguém sente falta da manivela para abrir a janela.” Da manivela, talvez não. Mas do torque de um supercarro, […]
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