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2020-07-08T08:38:49-03:00
Jasmine Olga
Jasmine Olga
Cursando jornalismo na Universidade de São Paulo (ECA-USP), já passou pelo Centro de Cidadania Fiscal (CCiF) e o setor de comunicação da Secretaria da Educação do Estado de São Paulo
esquenta dos mercados

Expectativa com recuperação do varejo não apaga cautela vista no exterior

Casos do novo coronavírus seguem avançando em diversas partes do mundo, com destaque para os Estados Unidos. Preocupação dos investidores é de que novas medidas de isolamento atrapalhem o ritmo de recuperação da economia

8 de julho de 2020
8:11 - atualizado às 8:38
Mercados juros bolsa coronavírus
Imagem: Shutterstock

A expectativa de que os números das vendas no varejo de maio voltem a crescer, com a média das projeções indicando um avanço de 5,9%, no varejo restrito e 7,7% no ampliado, deve ser insuficiente para fazer com que o Ibovespa descole da cautela exibida no exterior nesta quarta-feira.

Os investidores seguem preocupados com o avanço do coronavírus no mundo, principalmente nos Estados Unidos. A piora do quadro no país, com a necessidade de novas medidas de isolamento, indica que os sinais de recuperação mais rápida do que o esperado não devem se manter por muito tempo.

Adiando a festa

Os investidores estão novamente em contagem regressiva para os 100 mil pontos. Depois das altas recentes, a expectativa era de que a marca pudesse ser atingida já nesta terça-feira. Mas, a cautela vista no exterior também foi gatilho para uma realização dos lucros recentes no mercado brasileiro.

Seguindo o desempenho das bolsas americanas, o Ibovespa teve queda de 1,19%, aos 97.761,04 pontos. O dólar teve alta de 0,59%, aos R$ 5,3834.

3 milhões de casos

Ao que tudo indica no começo desta manhã, o clima deve continuar sendo de cautela no mercado global.

O avanço do coronavírus, com destaque para algumas regiões dos Estados Unidos, seguem preocupando, já que a situação pode prejudicar a projeção de uma recuperação em V da economia.

Os Estados Unidos se proximam da casa dos 3 milhões de casos de coronavírus. Na Flórida, um dos estados mais afetados, medidas de restrição estão sendo readotadas. A região enfrenta também escassez nos leitos de UTI.

A notícia de que o vírus pode ser ainda mais resistente do que se esperava também não ajuda os mercados. Ontem, a Organização Mundial da Saúde (OMS) reconheceu que surgiram evidências sobre a possível propagação da covid-19 pelo ar.

Na Ásia, os negócios fecharam no vermelho durante a madrugada. Uma das poucas excessões seguem sendo os índices chineses, que desde o começo da semana seguem em um rali. O novo fôlego ganhou força após a mídia estatal da China declarar que 'um bull market saudável' é mais importante do que nunca para a economia local.

No continente europeu, as bolsas caem em bloco. Os índices futuros em Wall Street operam próximos da estabilidade, mas com uma tendência mais negativa.

Coronavírus no alto escalão

A confirmação de que o presidente Jair Bolsonaro é um dos 1,67 milhões de brasileiros infectados com coronavírus aumentou a cautela vista no mercado local ontem. No país, o número de mortos chega a 66,8 mil.

Após passar meses negligenciando as recomendações de autoridades sanitárias e minimizando os riscos da doença, o teste positivo de Bolsonaro tem sido amplamente repercutido na imprensa internacional, inclusive estampando a capa do Financial Times.

De olho no varejo

Em mais um dia de agenda de divulgações fracas, o destaque fica com a divulgação das vendas no varejo brasileiro em maio (9h). A expectativa é de que o número mostre recuperação, ancorado na reabertura parcial do comércio, e que os juros futuros se ajustem para refletir uma provável manutenção da Selic em 2,25% em agosto.

Segundo analistas consultados pela Broadcast, a expectativa média é de um avanço de 5,9% em maio, após a queda de 16,8% em abril.

Ainda nesta quarta-feira temos o Índice Geral de Preços - Disponibilidade Interna (IGP-DI) (8h) de junho e o fluxo cambial de junho (14h30. Lá fora, destaque para as falas do presidente do Federal Reserve de Atlanta, Raphael Bostic e o vice-presidente do Banco Central Europeu (BCE), Luis de Guindos.

Fique de olho

  • A incorporadora Lavvi, sócia da Cyrela, entrou com um pedido para a realização de uma oferta inicial de ações.

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