🔴 ONDE INVESTIR EM MARÇO: ESPECIALISTAS TRAZEM INSIGHTS SOBRE MACRO, AÇÕES, RENDA FIXA, FIIS E CRIPTO – ASSISTA AGORA

Recurso Exclusivo para
membros SD Select.

Gratuito

O SD Select é uma área de conteúdos extras selecionados pelo Seu Dinheiro para seus leitores.

Esse espaço é um complemento às notícias do site.

Você terá acesso DE GRAÇA a:

  • Reportagens especiais
  • Relatórios e conteúdos cortesia
  • Recurso de favoritar notícias
  • eBooks
  • Cursos
Victor Aguiar

Victor Aguiar

Jornalista formado pela Faculdade Cásper Líbero e com MBA em Informações Econômico-Financeiras e Mercado de Capitais pelo Instituto Educacional BM&FBovespa. Trabalhou nas principais redações de economia do país, como Bloomberg, Agência Estado/Broadcast e Valor Econômico. Em 2020, foi eleito pela Jornalistas & Cia como um dos 10 profissionais de imprensa mais admirados no segmento de economia, negócios e finanças.

SD Premium

Os segredos da bolsa: dois fatores voltam com tudo na semana e mexem com as ações

A agenda de dados econômicos está mais tranquila na semana — e, nesse cenário, a bolsa tende a reagir com mais intensidade ao noticiário político e aos balanços no exterior

Victor Aguiar
Victor Aguiar
20 de julho de 2020
5:30 - atualizado às 15:58
Segredos da bolsa Ibovespa ações
Imagem: Shutterstock

O que pode parar a bolsa brasileira? De uns meses para cá, o mercado acionário do país entrou numa trajetória de alta aparentemente inabalável — e, como resultado, o Ibovespa recuperou o nível dos 102 mil pontos na última sexta-feira (17).

CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE
CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE

E olha que não estamos exatamente numa maré tranquila: o coronavírus continua avançando num ritmo alarmante pelos EUA e pelo Brasil, a economia global segue enfrentando dificuldades, as autoridades americanas e chinesas permanecem trocando farpas... enfim, os tempos são conturbados.

Nada disso parece capaz de tirar força do Ibovespa. Afinal, apesar de tudo, temos também fatores extremamente benéficos para o mercado de ações: a combinação entre liquidez farta e juros baixos resulta numa enxurrada de dinheiro sendo despejada nas bolsas globais — e, num contexto desses, é preciso bastante esforço para desencorajar os investidores.

Isso não quer dizer que mais uma semana de rali já esteja contratada. Toda a animação dos agentes financeiros é baseada no cumprimento de alguns pressupostos lógicos — e, se tais condições não forem satisfeitas, podemos sim ter um aumento rápido na percepção de risco e uma correção nos preços.

Em primeiro lugar, há o entendimento de que uma vacina contra a Covid-19 está perto de ser concluída. Ora essas, se há várias companhias trabalhando nisso, é razoável imaginar que uma delas terá sucesso — e, a julgar pelas constantes notícias de avanços de empresas farmacêuticas nesses esforços, o tão sonhado tratamento está cada vez mais próximo.

CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE
CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE

Mas também é inegável que a situação nos EUA está cada vez mais delicada, com um aumento rápido nos novos casos da doença. E, se essa tendência não for contida no curto prazo, poderemos ter retrocessos na reabertura econômica do país — o que, consequentemente, jogaria por terra a recuperação da economia americana.

Leia Também

Em segundo lugar, há a retomada econômica em si: lá atrás, em março e abril, as projeções eram muito mais pessimistas do que, de fato, se constatou nos meses seguintes. Sendo assim, muitos dão como certa um reaquecimento vigoroso do nível de atividade global.

Só que, é claro, tudo depende da evolução da Covid-19 no mundo e do que os indicadores vão mostrar. A dinâmica econômica não é uma profecia auto-realizável: acreditar que tudo vai dar certo não faz as coisas correrem bem — é preciso trabalhar com os fatos.

E, em terceiro, há o panorama doméstico — e, aqui, temos que nos preocupar com o tripé saúde pública-economia-política. O cenário-base é o de que as pautas econômicas vão voltar a caminhar, apesar do cenário ainda conturbado por causa do coronavírus.

CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE
CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE

Essa semana trará alguns elementos que dialogam diretamente com cada um desses fatores, podendo confirmar a visão mais otimista dos investidores — o que autorizaria a injeção de ainda mais recursos na bolsa — ou inserindo risco à modelagem dos investidores.

Brasília em foco

O noticiário político voltou aos holofotes nos últimos dias e serviu para injetar confiança nos mercados domésticos: o tema do ajuste fiscal e da reforma tributária voltou à pauta do Congresso — e, por mais que haja discordâncias, parece existir um consenso quanto à necessidade de dar andamento às questões econômicas.

O ministro da Economia, Paulo Guedes, disse na semana passada que enviará até a terça-feira (21) uma proposta de reforma tributária ao presidente do Senado, Davi Alcolumbre. Assim, os investidores aguardarão ansiosos pelo cumprimento ou não da promessa, buscando se antecipar aos detalhes do texto elaborado pelo governo.

Há um ponto de atrito entre Guedes e o restante do Congresso, especificamente Rodrigo Maia, presidente da Câmara: a possível recriação de um imposto nos moldes da CPMF — o ministro é favorável à medida, mas o deputado é contra. Mas, ao menos por enquanto, essa questão não será colocada em discussão, ficando para o futuro.

CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE
CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE

Assim, o entendimento é o de que governo e Congresso, apesar de tudo, estão alinhados quanto à necessidade de dar continuidade ao ajuste fiscal — uma leitura que agrada o mercado e que, se concretizada, afastaria o risco imediato de explosão no endividamento público, o que é tido como essencial para permitir a recuperação da economia.

Resta saber se esse alinhamento vai continuar firme nos próximos dias, ou se algum bastidor político colocará tudo a perder — um cenário que, a julgar pelo histórico recente, não é impossível.

Agenda esvaziada

Em termos de agenda econômica, os próximos dias serão relativamente tranquilos, tanto no Brasil quanto no exterior. Teremos apenas alguns números de atividade lá fora, quase todos ligados aos EUA:

  • Terça-feira (21)
    • EUA:
      • Índice de atividade do Fed de Chicago em junho
  • Quarta-feira (22)
    • EUA:
      • Vendas de casas usadas em junho
  • Quinta-feira (23)
    • EUA:
      • Índice de indicadores antecedentes em junho
      • Novos pedidos de seguro-desemprego na semana até 18/7
    • Zona do euro:
      • Índice de confiança do consumidor em julho
    • Alemanha:
      • Índice Gfk de sentimento do consumidor em julho
  • Sexta-feira (24)
    • EUA:
      • PMI industrial e de serviços em julho
      • Vendas de casas novas em junho
    • Zona do euro:
      • PMI industrial e de serviços em julho

Os números do setor residencial nos EUA não costumam fazer preço no mercado, mas ganharam uma importância renovada nos últimos meses: eles servem como termômetro da confiança do consumidor no país e indicam a disposição dos consumidores voltarem a assumir gastos mais expressivos.

CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE
CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE

Os dados de atividade do setor industrial e de serviços (PMI) também são bastante relevantes e mostram se a tendência de recuperação desses segmentos continuará se mantendo num ritmo sustentável, tanto nos EUA quanto na Europa.

A semana é ainda mais tranquila no Brasil, com apenas um indicador mais relevante:

  • Sexta-feira (24): IPCA-15 em junho

É um dado que será decisivo para calibrar as apostas em relação aos próximos passos do Banco Central (BC) em relação à Selic: caso o IPCA-15 mostre um cenário de baixa pressão inflacionária, abre-se mais espaço para um novo corte nos juros; no cenário oposto, as taxas podem permanecer no atual patamar de 2,25% ao ano.

Se a agenda econômica global estará pouco movimentada na semana, então o que poderá servir como balizador para a leitura do mercado em relação à recuperação econômica?

CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE
CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE

Lucro, receita, Ebitda

Saem os indicadores de atividade, inflação e crescimento econômico, entram os balanços corporativos: nos EUA, a temporada de resultados do segundo trimestre está a todo vapor — e essa é uma safra particularmente importante para os investidores.

O período entre abril e junho foi o de maior impacto sobre a atividade das empresas em todo o Ocidente, englobando o pico das iniciativas de isolamento social e fechamento das economias. Assim, a expectativa é de forte queda nos resultados corporativos, levando em conta esse cenário adverso.

Considerando isso, o que os analistas e investidores querem saber é: como os resultados das companhias se comparam com esse panorama desanimador que foi desenhado? O tombo realmente foi tão grande quanto se esperava, ou as empresas conseguiram, de alguma maneira, amenizar os impactos da Covid-19?

Na semana passada, tivemos a divulgação dos resultados de grandes bancos americanos — J.P. Morgan, Citi, Wells Fargo e Goldman Sachs, entre outros —, e todos eles mostraram números que surpreenderam positivamente o mercado, o que ajudou a injetar ânimo em Wall Street. Por outro lado, a Netflix passou algumas projeções não tão positivas assim e suas ações sofreram um tombo feio.

CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE
CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE

Dito isso, teremos uma semana agitada em termos de balanços corporativos no exterior. Veja os destaques dos próximos dias:

  • Segunda-feira (17): IBM
  • Terça-feira (18): Coca-Cola, UBS, Snap, United Airlines
  • Quarta-feira (19): Microsoft, Tesla, Iberdrola, Chipotle, Whirlpool, Norsk Hydro
  • Quinta-feira (20): Amazon, Twitter, Intel, AT&T, Unilever, Kimberly-Clark, Hyundai, Repsol, American Airlines, Mattel
  • Sexta-feira (21): Verizon, Chevron, American Express

Ou seja: temos um pouco de tudo — eletrônicos, big techs, consumo, companhias aéreas, montadoras... é um cardápio amplo e que servirá para testar o cenário de recuperação da economia.

CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE
CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE

COMPARTILHAR

Whatsapp Linkedin Telegram
AÇÃO EM ALTA

Vale a pena investir? Sabesp (SBSP3) aprova R$ 583 milhões em JCP após lucro de quase R$ 2 bilhões no 4º trimestre

17 de março de 2026 - 14:00

Ações da ex-estatal de saneamento sobem após a divulgação do balanço do 4º trimestre, aumento de capital e renda extra para os acionistas

RETORNOS SUSTENTÁVEIS

Carteira ESG: B3 (B3SA3) e Motiva (MOTV3) são as favoritas dos analistas para investir agora e buscar lucros com sustentabilidade

16 de março de 2026 - 14:03

Ações da Motiva podem valorizar mais de 31%, segundo analistas do BTG Pactual; confira as indicações dos bancos e corretoras para buscar ganhos com ações ligadas a ESG

NO RADAR DO INVESTIDOR

Petróleo em alta no mundo e diesel mais caro no Brasil: a semana que pressionou bolsa, dólar e juros

14 de março de 2026 - 12:48

Temores sobre o Estreito de Ormuz, aumento do petróleo e incertezas geopolíticas pressionam ativos; mercado agora aguarda decisão do Copom

GLOBAL MONEY WEEK

B3 oferece aulas gratuitas sobre investimentos e educação financeira; veja como participar

14 de março de 2026 - 9:21

Programação faz parte da Global Money Week e inclui cinco aulas on-line sobre organização financeira, Tesouro Direto, proteção de investimentos e diversificação de carteira

RENDA COM IMÓVEIS

Fundos imobiliários batem recorde de investidores e Ifix está nas máximas históricas: há espaço para mais?

13 de março de 2026 - 19:45

Fundos imobiliários estão descontados e podem gerar retornos atrativos em 2026, mas Itaú BBA indica que é preciso se atentar a indicadores para evitar ciladas; XP também tem visão positiva para a indústria no ano

KIT GEOPOLÍTICO

Petróleo nas alturas: CMDB11, ETF de commodities, ganha força como estratégia de proteção das carteiras

13 de março de 2026 - 16:17

Fundo do BTG listado na B3 reúne empresas brasileiras ligadas a setores como petróleo, mineração e agronegócio, oferecendo exposição diversificada ao ciclo de commodities

REAÇÃO AO BALANÇO

Magalu (MGLU3) passou no ‘teste de fogo da Selic’ enquanto outras sucumbiram, diz Fred Trajano

13 de março de 2026 - 13:39

CEO destaca que Magalu teve lucro em ambiente de juros altos, enquanto analistas veem desempenho misto e pressão no e-commerce

FATIA MAIOR

Vale (VALE3) cancela quase 100 milhões de ações mantidas em tesouraria; entenda a vantagem para o acionista

13 de março de 2026 - 11:15

Quando a companhia decide cancelar as ações em tesouraria, o acionista acaba, proporcionalmente, com uma fatia maior da empresa, uma vez que parte dos papéis não existe mais

O MOTIVO DA QUEDA

Ouro naufraga na tempestade do Oriente Médio. É o fim da linha para o porto seguro dos investidores?

12 de março de 2026 - 16:14

O metal precioso fechou em baixa de 1% e levou com ele a prata, que recuou menos, mas acompanhou o movimento de perdas

MERCADOS

Sem colete à prova de balas, Ibovespa cai mais de 2% e dólar vai às máximas do dia; bolsa sangra com Irã-EUA e fogo amigo do IPCA 

12 de março de 2026 - 12:47

Bolsas ao redor do mundo sentiram os efeitos do novo capítulo do conflito no Oriente Médio, enquanto o barril do Brent voltou a ser cotado aos US$ 100

PEGOU UM SHAPE

Smart Fit (SMFT3) dá salto de 6% na bolsa. Para o BTG, a era fitness pode gerar lucro de 56% aos investidores

11 de março de 2026 - 16:41

A rede teve um salto de quase 20% no lucro líquido recorrente do 4º trimestre de 2025 e planeja abrir até 350 de academias neste ano

INVESTIMENTOS

Recuperação extrajudicial do GPA (PCAR3) acende alerta em fundo imobiliário; varejista responde por 22% da receita do FII

11 de março de 2026 - 14:15

GPA afirma estar adimplente com o FII; acordos firmados entre fundos imobiliários e grandes empresas costumam incluir mecanismos de proteção para os proprietários dos imóveis

CRESCIMENTO FRACO

Dividendos da Telefônica (VIVT3) vão minguar? UBS alerta que sim. Entenda por que o banco agora recomenda venda das ações

11 de março de 2026 - 11:30

Relatório aponta desaceleração na geração de caixa da dona da Vivo e avalia que dividendos e valuation já não compensam o menor crescimento esperado

O FLUXO NÃO PAROU

R$ 42,5 bilhões em dinheiro gringo na B3: guerra não afasta o estrangeiro da bolsa brasileira

10 de março de 2026 - 19:35

O montante considera o período de janeiro até a primeira semana de março e é quase o dobro do observado em 2025, quando os gringos injetaram R$ 25,5 bilhões na B3

MOMENTO DE DECISÃO

Depois do rali do petróleo, vem a dúvida: manter posição ou realizar lucros? Aqui está a resposta

10 de março de 2026 - 19:00

A alta do petróleo animou o mercado, mas um alerta de analistas está chamando atenção; confira o que diz a Genial Investimentos

CONFLITO COM OS DIAS CONTADOS?

A guerra vai acabar? Verde diz o que pode parar Trump no Irã — e não é a disparada do petróleo

10 de março de 2026 - 12:35

Na carta de fevereiro, o fundo de Stuhlberger avalia o conflito no Oriente Médio e diz quais as peças do tabuleiro foram mexidas — o lendário investidor deu tchau para o euro

O CÉU É O LIMITE

Até onde o petróleo pode chegar após atingir o maior nível desde 2022?

9 de março de 2026 - 18:29

Segundo analistas, os preços da commodity só vão se acomodar se ficar claro para o mercado quanto tempo o conflito no Oriente Médio vai durar

EM BUSCA DE ABRIGO

Brasil vira porto seguro do UBS: por que o banco suíço está comprado em câmbio, juros e ações brasileiras?

9 de março de 2026 - 18:00

Enquanto o Oriente Médio ferve, o UBS vê o Brasil como um dos emergentes menos expostos ao conflito

AO LADO DA PRIO

O que o gringo vê na Petrobras (PETR4)? Saiba por que a estatal é uma das preferidas entre os investidores estrangeiros

9 de março de 2026 - 15:04

Embora o risco político da Petrobras afete a inclinação dos investidores brasileiros em investir na ação, os estrangeiros são mais otimistas com a ação

REAÇÃO AOS RESULTADOS

O calcanhar de Aquiles da MRV (MRVE3) ainda é o mesmo: o que está por trás da queda forte nas ações após balanço do quarto trimestre?

9 de março de 2026 - 14:19

Resultado do quarto trimestre mostra avanço nas operações de incorporação, mas perdas da Resia continuam pressionando o balanço e preocupando analistas

Menu

Usamos cookies para guardar estatísticas de visitas, personalizar anúncios e melhorar sua experiência de navegação. Ao continuar, você concorda com nossas políticas de cookies

Fechar