2020-03-31T08:34:04-03:00
Jasmine Olga
Jasmine Olga
É repórter do Seu Dinheiro. Cursa jornalismo na Universidade de São Paulo (ECA-USP), já passou pelo Centro de Cidadania Fiscal (CCiF) e o setor de comunicação da Secretaria da Educação do Estado de São Paulo
esquenta dos mercados

Dados da economia chinesa animam investidores e mercados devem ampliar alívio

No Brasil, investidores monitoram o cenário político e o repasse prometido aos pequenos e médios empresários

31 de março de 2020
8:07 - atualizado às 8:34
Crescimento da China - Imagem: Shutterstock

A preocupação com o coronavírus está longe do fim, principalmente com os primeiros resultados de março chegando e mostrando o real impacto da doença aos investidores.

Mas, enquanto o mundo segue trancando suas portas e paralisando as suas operações, a China, epicentro inicial da doença, começa a se recuperar.

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Ontem à noite, o país divulgou os seus índices PMI industrial e de serviços. O primeiro subiu de 35,7 para 52 em março. Já o último avaçou de 29,6 para 52,3 no mesmo período. Os números indicam a volta da expansão logo após o pior do surto da doença ter passado no país.

Com a boa notícia no bolso, os negócios fecharam majoritariamente em alta na Ásia. A única excessão foi o mercado japônes, onde o índice Nikkei caiu 0,88%.

Reação positiva também no mercado europeu, que abre em alta. Agora pela manhã, o índice pan-europeu Stoxx-600 avançava cerca de 1,5%.

Nesta manhã, os índices futuros em Wall Street ficam próximos da estabilidade e o EWZ, principal ETF brasileiro negociado em Nova York sobe apenas 0,03% por volta das 8h

Alta moderada

O dia de alta moderada foi uma tendência mundial. Lá fora, O Dow Jones, o S&P 500 e o Nasdaq tiveram ganhos acima dos 3%. Na Europa, o ritmo foi o mesmo.

É que os primeiros dados econômicos de março começaram a ganhar a luz do dia e o estrago causado pelo coronavírus começa a tomar a forma de números mais concretos na economia.

No Brasil, o mercado baixou a projeção de crescimento da economia brasileira para uma retração de 0,48% no Boletim Focus. Lá fora, o sentimento econômico da zona do euro teve a maior queda da história, despencando 11,36 pontos no mês passado.

Nos Estados Unidos, Donald Trump adotou medidas mais rígidas para conter o avanço do coronavírus no país. Agora, o isolamento social foi estendido até o fim de abril. Já são mais de 164 mil contaminados, sendo mais de 3 mil casos fatais.

Em um primeiro momento, Wall Street regiu mal, mas as bolsas inverteram as perdas após a declaração da Johnson & Johnson de que testes em humanos para uma vacina para a doença começarão já em setembro e a visão de que o presidente fez o que precisava ser feito.

Na Câmara, a presidente da Casa, Nancy Pelosi, tenta emplacar mais um pacote de estímulos, dessa vez focado em investimentos em infraestrutura.

O Ibovespa encerrou o dia com um avanço de 1,65%, aos 74.639,48 pontos, seguindo a tendência moderado do exterior. O dólar subiu 1,53%, a R$ 5,1805.

Em espera

No Brasil, o Ministério da Saúde também atualizou os números na noite de ontem, o que elevou para mais de 4.600 casos. Já são 159 mortes confirmadas pela doença.

Enquanto isso, o mercado local também monitora o andamento do auxílio emergencial do governo.

Ontem, o Senado aprovou o pacote emergencial para os trabalhadores informais, que agora segue para sanção presidencial.

Todos seguem na expectativa também pela operacionalização do repasse de crédito já aprovado aos pequenos e médios empresários.

Segundo a Instituição Fiscal Independente (IFI), do Senado, cerca de 30,5 milhões de brasileiros devem ser beneficiados pelo auxílio emergencial.

Recuperação

A onda de recuperação atinge também o petróleo. Os contratos futuros da commodity operavam em alta durante a madrugada, após atingirem o menor nível em 18 anos na sessão de ontem. Por volta das 8h, o petróleo WTI para maio subia, 1,46%, na Nymex. Já o Brent para junho avançava 1,24%, na Intercontinental Exchange (ICE).

Os American Depositary Receipts (ADRs) da Petrobras pegam carona na alta e subiam cerca de 5,36% por volta das 7h20.

Reflexo do isolamento

A CVC não conseguirá divulgar o seu balanço dentro do prazo regulamentar. A empresa, que analisa erros contábeis, também sofre os efeitos da pandemia e do isolamento social.

Agenda

A agenda da semana é carregada e dados importantes devem ser divulgados hoje. É o caso dos dados da atividade (ISM) e da confiança do consumidor nos Estados Unidos.

No Brasil, a agenda conta com a divulgação da taxa de desemprego na Pnad Contínua (9h) e o déficit fiscal.

Fique de olho

  • Hypera anuncia debêntures de R$ 3,5 bilhões
  • Lojas Renner vai propor redução dos dividendos
  • Conselho da Unidas aprovou pagamento de juros sobre capital próprio de R$ 0,0964 por ação
  • Alpargatas adiou Assembleia Geral Ordinária que estava marcada para o próximo dia 8 para 30 de abril.
  • A Vale informou que a sua Assembleia Geral Ordinária e Extraordinária acontecerá no dia 30 de abril. A companhia incentivou o voto a distância.
  • Conselhor da Petrobras aceitou o adiamento de 30% de sua remuneraçõ por três meses.
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