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2020-07-28T10:01:19-03:00
Jasmine Olga
Jasmine Olga
Cursando jornalismo na Universidade de São Paulo (ECA-USP), já passou pelo Centro de Cidadania Fiscal (CCiF) e o setor de comunicação da Secretaria da Educação do Estado de São Paulo
esquenta dos mercados

Após dia de ganhos, movimento de realização de lucros prevalece nos mercados

Os fatores de cautela seguem sendo o avanço do coronavírus, as tensões entre Estados Unidos e China e as novas medidas de restrição viagens no continente europeu. Balanços corporativos aqui e no exterior podem ditar o ritmo dos negócios

28 de julho de 2020
8:08 - atualizado às 10:01
Ibovespa mercados queda
Imagem: Shutterstock

As expectativas pelo pacote trilionário que embalaram os mercados nesta terça-feira dão lugar ao movimento de realização de lucros, com os investidores monitorando fatores de risco e a proximidade da reunião de política monetária do Federal Reserve. Os fatores de cautela seguem sendo o avanço do coronavírus, as tensões entre Estados Unidos e China e as novas medidas de restrição viagens no continente europeu.

No Brasil, o destaque do dia são os números do Caged. A médias das projeções dos analistas é de que o país registre o fechamento de 195.193 postos de trabalho - número menor que o de maio.

Se aproximando dos 105 mil

Embalada pela expectativa com um novo pacote de estímulos que seria apresentado pelos republicanos ao Senado, a bolsa brasileira teve um dia de forte alívio, com o Ibovespa subindo 2,05% e fechando aos 104.477,08 pontos.

No exterior, o dólar viveu um dia de enfraquecimento e fechou a sessão a R$ 5,1580, após queda de 0,92%.

Reforma Tributária

O ministro da Economia, Paulo Guedes, pode enviar a segunda parte da reforma tributária até o dia 15 de agosto, segundo o jornal O Globo. A medida teria sido antecipada devido à resistência encontrada pelo projeto de unificação da PIS/Cofins.

Mais estímulos

O otimismo com o novo pacote trilionário do governo americano para a economia também embalou as bolsas asiáticas, que fecharam majoritariamente em alta.

O novo pacote de estímulo fiscal de US$ 1 trilhão prevê a prorrogação do atual benefício de auxílio-desemprego, mas com queda de US$ 600 para US$ 200 pagos. A proposta também inclui a distribuição de US$ 1.200 ára os cidadãos americanos, US$ 105 bilhões para escolas que planejam retornar as atividades e US$ US$ 16 bilhões para a realização de testes de covid-19.

No entanto, hoje o otimismo com o pacote de estímulos deve ser mais limitado, com os olhos dos investidores se voltando novamente para os focos de cautela enquanto os resultados dos balanços corporativos são esperados: o avanço da covid-19 e tensão entre Estados Undidos e China.

Na Europa, a volta das restrições de viagens diante do avanço do coronavírus pesa nas bolsas do continente, que operam de forma mista.

Nos Estados Unidos, o movimento que impera é o de realização dos lucros, com os índices futuros operando no negativo.

Balanços

No Brasil o destaque da temporada de balanços do dia é a CSN e Cielo.

Lá fora, é dia de 3M, McDonald's, Peugeot, Pfizer e Visa.

Agenda

Destaque de hoje vai para a divulgação dos dados do Caged de junho. O Banco Central divulga os números do setor externo no mês.

Nos Estados Unidos, o destaque é o índice de confiança do consumidor (11h).

Fique de olho

  • As teles brasileireiras Telefônica, Tim e Claro fizeram uma nova proposta para tentar adquirir os ativos móveis da Oi, no valor de R$ 16,5 bilhões.
  • O fim da novela? O BNDES confirmou que escolheu a propostas da AES Corp, no valor de US$ 1,27 bilhões. O episódio frustra a Eneva, que também estava na disputa.
  • A farmacêutica Pague Menos anunciou uma oferta primária de ações, na faixa de R$ 10,22 a R$ 12,54 por ação. A oferta pode movimentar até R$ 1,2 bilhões.
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