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Investidores temem que riscos internos e externos limitem recuperação a um ‘bear market rally’
Uma combinação de alívio fiscal no cenário interno, otimismo no exterior e recuperação das ações do setor financeiro finalmente levou o Ibovespa a subir vigorosamente (1,91%) e recuperar a marca dos 100 mil pontos na sessão de ontem. Depois de retomar a almejada marca perdida havia pouco mais de um mês, a questão que se impõe no momento é: e agora?
Como um mergulhador com problemas no tanque de oxigênio que buscou desesperadamente a superfície, o investidor conseguiu ficar com o nariz e a boca pra fora.
A dúvida do momento é se o principal índice da B3 conseguirá finalmente emergir em um ano no qual figura como um dos mercados acionários mais defasados em relação ao resto do mundo, principalmente quando levamos em conta o dólar, que ontem registrou leve alta e chegou ao fim do pregão cotado a R$ 5,61.
Na sessão de hoje, os investidores terão de fazer algum malabarismo para dar sequência ao rali que devolveu o Ibovespa aos 100 mil pontos.
De um lado, representantes da Casa Branca e a presidente da Câmara dos EUA, Nancy Pelosi, afirmaram ontem que haviam obtido progresso suficiente para hoje se engajarem em uma nova rodada de negociações em torno de um novo pacote de estímulo à economia norte-americana, realimentando o otimismo.
De outro, o líder da maioria republicana no Senado, Mitch McConnell, disse durante um almoço com outros políticos de seu partido que havia recomendado à Casa Branca que não selasse nenhum acordo com os democratas antes das eleições de 3 de novembro, segundo reportagem do Washington Post.
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Como McConnell dispõe da prerrogativa de pautar o Senado dos Estados Unidos, a possibilidade de ele simplesmente esquecer o projeto de lei em alguma gaveta de seu gabinete transformaria qualquer possível acordo em um esforço em vão.
Além disso, o avanço de uma segunda onda da pandemia do novo coronavírus pela Europa mantém forte pressão sobre os principais índices de ações do Velho Continente.
Não à toa as bolsas de valores europeias operam o vermelho e os índices futuros de Nova York oscilam entre leves altas e baixas, sem sinalizar uma direção clara.
No cenário local, o temor é de que o risco fiscal, que segue em cena diante da percepção de que o discurso austero do governo brasileiro não é acompanhado de ações efetivas, transforme a tentativa de recuperação do Ibovespa em um bear market rally. É isto o que torna o pregão de hoje crucial para se observar os caminhos da bolsa brasileira no curtíssimo prazo.
Em termos de agenda, o dia é fraco novamente. Os únicos indicadores locais previstos para esta quarta-feira são a confiança da indústria e os dados de entrada e saída de dólares. Lá fora, os EUA informam os estoques semanais de petróleo e derivados e o Federal Reserve Bank (Fed, o banco central norte-americano) divulga o Livro Bege.
Na agenda corporativa, destaque para o resultado trimestral da Tesla nos EUA. No Brasil, os investidores estão de olho no balanço da fabricante de motores WEG no pré-mercado depois de a empresa ter anunciado a renúncia de seu diretor de finanças e relações com investidores.
Ainda no mundo das empresas listadas na B3:
Bolsa brasileira segue o bom humor global com o alívio das tensões no Oriente Médio, mas queda do preço do petróleo derruba as ações de empresas do setor; dólar também recua
Apesar de preço mais alto para o aço, o valuation da empresa não é mais tão atraente, e potenciais para a empresa já estão precificados, dizem os bancos
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Banco é o único brasileiro na operação, que pode movimentar até US$ 10 bilhões e marca nova tentativa de Bill Ackman de abrir capital; estrutura combina fundo fechado e holding da gestora, em modelo inspirado na estratégia de longo prazo de Warren Buffett.
Carteira recomendada do banco conta com 17 fundos e exposição aos principais setores da economia: infraestrutura, imobiliário e agronegócio
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Com mínima de R$ 5,0055 nesta sexta-feira (10), a moeda norte-americana acumula perdas de 2,88% na semana e de 3,23% em abril, após ter avançado 0,87% em março, no auge da aversão ao risco no exterior em razão do conflito no Oriente Médio
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