Menu
2020-07-07T08:51:23-03:00
Jasmine Olga
Jasmine Olga
Cursando jornalismo na Universidade de São Paulo (ECA-USP), já passou pelo Centro de Cidadania Fiscal (CCiF) e o setor de comunicação da Secretaria da Educação do Estado de São Paulo
esquenta dos mercados

Após ganhos recentes, incertezas com covid-19 e economia voltam a pesar nos mercados

Com avanço do coronavírus nos EUA e dados mais fracos na Europa, expectativa por recuperação em V dá lugar à cautela

7 de julho de 2020
8:19 - atualizado às 8:51
vírus coronavírus
Imagem: Shutterstock

Depois de um dia em que os mercados globais foram embalados pela esperança em uma recuperação rápida da economia, a terça-feira começa em um tom mais cauteloso, com os investidores absorvendo as incertezas que podem prejudicar a tão sonhada recuperação em V.

Nos Estados Unidos, o avanço do coronavírus pode ser um obstáculo para a retomada da economia, já que novas medidas de isolamento estão sendo adotadas nos estados mais afetados. Na Europa, cortes na projeção de crescimento da União Europeia e dados fracos da produção industrial alemã também ameaçam as expectativas de recuperação.

No Brasil, o exterior cauteloso deve ditar o ritmo dos negócios. Por aqui, os investidores também devem repercutir a entrevista dada pelo presidente do Banco Central, Roberto Campos Neto, à Record News. Campos Neto afirmou que a instituição vê uma recuperação em formato mais rápido do que visto anteriormente. Também é aguardado para hoje a divulgação do resultado do novo teste de covid-19 realizado pelo presidente Jair Bolsonaro.

Esperanças

A leitura de que o governo chinês pretende continuar estimulando o mercado financeiro e de que a economia global caminha para uma 'recuperação em V' sustentou a alta das bolsas globais nesta segunda-feira.

Com o clima de otimismo visto no exterior e sem maiores novidades por aqui, o Ibovespa seguiu o mesmo caminho e encerrou o dia com forte alta de 2,24%, aos 98.937,16 pontos.

Mesmo com o apetite para risco em escala global, os investidores também seguem procurando refúgio no dólar, já que ainda falamos de tempos incertos. A moeda americana terminou o dia em alta de 0,61%, a R$ 5,3413.

Fim da euforia?

Se ontem as fortes altas prevaleceram no mercado, hoje o clima é totalmente diferente. A euforia com a recuperação econômica deu lugar às incertezas.

As bolsas chinesas seguiram ampliando os ganhos vistos no dia anterior, mas no restante do continente a cautela ditou o tom.

Nesta manhã, os principais mercados europeus e os índices futuros em Nova York também realizam parte dos lucros obtidos nos últimos dias.

Em primeiro plano está a preocupação com os novos casos de coronavírus nos Estados Unidos. A situação da doença no país pode ser um obstáculo para a tão sonhada recuperação em V, já que novas medidas de isolamento e restrição da atividade devem ser impostas para tentar controlar a doença.

Segundo os dados da Universidade Johns Hopkins, o país ultrapassou a marca dos 130 mil mortos. Na Flórida, um dos estados mais afetados pela doença, medidas de isolamento que haviam sido relaxadas em maio voltaram a entrar em vigor.

Outro fator que puxa os mercados para baixo nesta manhã é o corte na projeção de crescimento feito pela União Europeia para a zona do euro. Segundo as novas estimativas, a queda na economia será de 8,7% - a estimativa anterior sugeria queda de 7,7%. Na região, a produção industrial da Alemanha, maior economia do bloco, cresceu abaixo das previsões, indo a 7,8% em abril.

Recuperação acelerada

Em entrevista à Record, o presidente do Banco Central, Roberto Campos Neto, afimou que o BC enxerga uma recuperação econômica em um formato mais rápido do que o inicialmente projetado e que o pior já ficou para trás.

Campos Neto também destacou que embora a projeção da instituição seja de queda de 6,4% no PIB, 'o mais provável é que seja melhor que isso'.

O presidente do BC também voltou a destacar o último comunicado da instituição, que prevê haver espaço para um corte residual na Selic.

Coronavírus no Planalto

O presidente Jair Bolsonaro deve apresentar hoje o resultado de um novo teste de coronavírus, realizado nesta segunda-feira, após o presidente apresentar sintomas da covid-19.

Bolsonaro teve febre de 38°C e disse estar fazendo uso da hidroxicloroquina.

Boletim médico

O Brasil tem 1,6 milhões de infectados por coronavírus. Nas últimas 24 horas, 656 mortes foram registradas no país, totalizando 65,5 mil.

Agenda

No Brasil, os investidores monitoram hoje a votação da medida provisória 925, que prevê socorro ao setor aéreo, na Câmara.

O destaque na agenda internacional desta terça-feira são os pronunciamentos dos dirigentes do Federal Reserve e o relatório sobre empregos Jolts (11h) nos Estados Unidos.

Fique de olho

Comentários
Leia também
Um self service diferente

Como ganhar uma ‘gorjeta’ da sua corretora

A Pi devolve o valor economizado com comissões de autônomos na forma de Pontos Pi. Você pode trocar pelo que quiser, inclusive, dinheiro

Novos tempos

Alvo de Bolsonaro, home office avança no setor público

Bolsonaro usou trabalho remoto para atacar presidente da Petrobras

Mais uma na área

FDA autoriza uso emergencial de vacina de dose única nos EUA

Imunizante é produzido pela Johnson & Johnson

Contra a pandemia

Matéria-prima para produção de 12 milhões de doses de vacina chega ao Rio

Total de efetivamente imunizados não chega a 1% da população brasileira

Acordo confirmado

Notre Dame Intermédica e Hapvida chegam a acordo para combinação de negócios

Ações da Notre Dame serão incorporadas pela Hapvida; acordo resultará em uma das maiores empresas de saúde do mundo

Carregar mais notícias
Carregar mais notícias
Fechar
Menu

Usamos cookies para guardar estatísticas de visitas, personalizar anúncios e melhorar sua experiência de navegação. Ao continuar, você concorda com nossas políticas de cookies