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Dados da Bolsa por TradingView
2020-03-29T10:12:32-03:00
Victor Aguiar
Victor Aguiar
Jornalista formado pela Faculdade Cásper Líbero e com MBA em Informações Econômico-Financeiras e Mercado de Capitais pelo Instituto Educacional BM&FBovespa. Trabalhou nas principais redações de economia do país, como Bloomberg, Agência Estado/Broadcast e Valor Econômico. Em 2020, foi eleito pela Jornalistas & Cia como um dos 10 profissionais de imprensa mais admirados no segmento de economia, negócios e finanças.
Vai recuperar?

Itaú BBA vê Ibovespa a 94 mil pontos ao fim do ano e recomenda ações de ‘líderes setoriais’

O Itaú BBA cortou suas projeções para o Ibovespa ao fim de 2020, mas ainda vê amplo espaço para recuperação nos próximos meses. O banco ainda fez duas mudanças em sua carteira recomendada

24 de março de 2020
19:04 - atualizado às 10:12
Mercado de ações Ibovespa
Imagem: Shutterstock

O Ibovespa e os demais índices acionários do mundo foram atingidos em cheio pela crise do coronavírus: com a economia global quase parada por causa do surto da doença, os mercados acionários passaram por uma forte correção e despencaram em março. Mas, por mais que o cenário ainda seja bastante incerto, o Itaú BBA já revisou suas projeções para o índice.

O banco cortou em quase 30% sua projeção para o Ibovespa ao fim de 2020, passando de 132 mil pontos para 94 mil pontos. Ainda assim, o novo preço-alvo do Itaú BBA representa um potencial de alta de 34,8% em relação ao fechamento desta terça-feira (24), aos 69.729,30 pontos.

Em relatório assinado pelos analistas Marcos Assumpção, Jorge Gabrich e André Dibe, o banco diz que, dada a mudança no cenário econômico global, é de se esperar um enfraquecimento nos resultados das empresas e uma elevação no custo de capital próprio — fatores que, naturalmente, jogam para baixo as projeções para o Ibovespa.

E, nesse ambiente mais desafiador, a equipe do Itaú BBA pondera que as ações de empresas que são 'líderes setoriais' são as apostas mais seguras. Níveis mais baixos de alavancagem e posições de caixa mais fortes são indicadores importantes para ficar atento no momento.

"Em períodos de alta incerteza, recomendamos que os investidores protejam suas carteiras com companhias que serão capazes de navegar durante a crise e, eventualmente, saiam dela numa posição mais forte em relação aos pares", escrevem os analistas. "Gostamos de empresas com margens robustas, baixa alavancagem e alta liquidez".

Considerando todos esses fatores, o banco fez duas alterações em sua carteira recomendada: Localiza ON (RENT3) e CPFL Energia ON (CPFE3) entraram, enquanto Marcopolo PN (POMO4) e Eletrobras ON (ELET3) saíram. Veja abaixo o portfólio completo:

CÓDIGONOME SETOR
BBAS3Banco do Brasil ONBancário
BBDC4Bradesco PNBancário
RENT3Localiza ONTransportes
EZTC3EZ Tec ONConstrução
GGBR4Gerdau PNSiderurgia
HAPV3Hapvida ONSaúde
JBSS3JBS ONAlimentação
LREN3Lojas Renner ONVarejo e Consumo
MULT3Multiplan ONShoppings
CPFE3CPFL Energia ONEnergia

Em relação à Localiza, o Itaú BBA diz que a empresa mostra a melhor execução de estratégia no setor e que, dada sua situação financeira e operacional confortável, está bem posicionada para emergir mais forte após a crise.

Quanto à CPFL Energia, os analistas elogiam a diretoria da companhia e destacam que suas operações estão concentradas no Sudeste, uma região mais rica e que apresenta riscos limitados de perda, mesmo em meio à crise.

Novo Ibovespa

O Itaú BBA ainda fez algumas apostas quanto à nova carteira do Ibovespa, que começará a valer em maio. A instituição prevê a exclusão de Smiles ON (SMLS3), mas projeta a entrada de cinco novos integrantes:

  • Engie units (ENGI11);
  • CPFL Energia ON (CPFE3);
  • EZ Tec ON (EZTC3);
  • Minerva ON (BEEF3);
  • Petro Rio ON (PRIO3).

Caso as apostas se concretizem, a carteira do Ibovespa passará a contar com 77 ativos de 75 empresas — o que implica numa maior diversidade do principal índice da bolsa brasileira e uma diluição do peso dos setores de commodities e bancos, que hoje respondem por boa parte do portfólio.

O Itaú BBA ainda ressalta que, levando em conta o volume de negociações, as ações ON da Oi (OIBR3) também entrariam no índice. No entanto, pelas regras da B3, papéis de empresas em recuperação judicial não são elegíveis para compor o Ibovespa.

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