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Dados da Bolsa por TradingView
2020-03-27T15:46:35-03:00
Kaype Abreu
Kaype Abreu
Formado em Jornalismo pela Universidade Federal do Paraná (UFPR). Colaborou com Estadão, Gazeta do Povo, entre outros.
Victor Aguiar
Victor Aguiar
Jornalista formado pela Faculdade Cásper Líbero e com MBA em Informações Econômico-Financeiras e Mercado de Capitais pelo Instituto Educacional BM&FBovespa. Trabalhou nas principais redações de economia do país, como Bloomberg, Agência Estado/Broadcast e Valor Econômico. Em 2020, foi eleito pela Jornalistas & Cia como um dos 10 profissionais de imprensa mais admirados no segmento de economia, negócios e finanças.
mercados hoje

Ibovespa segue a cautela global e cai mais de 3%; dólar opera em alta e vai a R$ 5,06

Depois de três pregões consecutivos de alta, o Ibovespa acompanha o movimento global e volta ao campo negativo, seguindo a tendência de volatilidade das últimas semanas

27 de março de 2020
10:45 - atualizado às 15:46
Selo Mercados AGORA Ibovespa dólar
Imagem: Montagem Andrei Morais / Shutterstock

Depois de três pregões consecutivos em alta, o Ibovespa volta a registrar perdas nesta sexta-feira (27), com os investidores receosos com a crise desencadeada pelo novo coronavírus. O mercado de câmbio também assume uma postura cautelosa, com o dólar à vista operando em alta.

Por volta de 15h45, o Ibovespa recuava 3,83%, aos 74.731,13 pontos — um desempenho ruim, mas que não apaga os ganhos recentes do índice. Lá fora, o Dow Jones (-2,77%), o S&P 500 (-2,36%) e o Nasdaq (-2,30%) também caem.

No câmbio, o dia é de pressão sobre o dólar à vista, que chegou a bater os R$ 5,1203 na máxima (+2,47%). A moeda americana reduziu ligeiramente os ganhos, mas segue estressada: no mesmo horário, subia 1,38%, a R$ 5,0658.

  • Eu gravei um vídeo para comentar o tom mais apreensivo visto nas bolsas nesta sexta-feira. Veja abaixo:

O movimento segue a tendência de alta volatilidade desencadeada pela crise do coronavírus. Nas últimas semanas, as bolsas globais registram pregões de fortes ganhos e perdas, depois de derreterem no início da pandemia. A alta dos últimos dias era motivada por medidas como a dos Estados Unidos, cujo Senado aprovou um pacote de estímulos trilionário.

Mas os ganhos não se sustentam porque a perspectiva é de recessão global, conforme as projeções mais atualizadas das principais instituições financeiras. O coronavírus segue se espalhando num ritmo preocupante, especialmente na Europa e nos Estados Unidos.

Segundo dados compilados pela universidade americana John Hopkins, mais de 550 mil pessoas já foram contaminadas pelo coronavírus no mundo, com cerca de 25 mil mortos. No Brasil, segundo o ministério da Saúde, são 77 óbitos e 2.915 infectados.

Em meio a esse cenário, o secretário do Tesouro, Steven Mnuchin, afirmou que a prioridade do governo é a saúde pública, não a economia. A declaração destoa do discurso oficial do chefe do Executivo brasileiro.

O presidente Jair Bolsonaro continua a defender o fim do isolamento social, contrariando autoridades médicas e sanitárias, e entrando em conflito com os governadores - que fecharam serviços não essenciais nos estados.

Medidas econômicas

A despeito do posicionamento de Bolsonaro, a Câmara dos Deputados aprovou ontem à noite um auxílio a trabalhadores informais de R$ 600 por mês. O desemprego é uma das principais preocupações das autoridades para o período, já que pequenas e médias empresas tendem a quebrar com a política de isolamento social.

Na quinta-feira, os Estados Unidos registraram uma disparada nos pedidos de seguro-desemprego. Na semana encerrada em 21 de março, foram 3,28 milhões de novas solicitações — um aumento de mais de 3 milhões em relação à semana anterior, quando apenas 282 mil pedidos foram feitos.

E, nesta manhã, o governo federal anunciou um programa de financiamento de folha de pagamento para pequenas e médias empresas, no valor de R$ 40 bilhões. O presidente do BC, Roberto Campos Neto, explicou que o pacote servirá para garantir o pagamento de, no máximo, dois salários mínimos por funcionário.

Juros mais comportados

As curvas de juros exibem oscilações mais tímidas nesta sexta-feira, após a forte volatilidade registrada nos últimos dias. Embora os DIs estejam abrindo, o mercado segue apostando em mais cortes da Selic e na manutenção da taxa em níveis mais baixos por um tempo prolongado, de modo a dar sustentação à economia:

  • Janeiro/2021: de 3,48% para 3,49%;
  • Janeiro/2022: de 4,43% para 4,42%;
  • Janeiro/2023: de 5,65% para 5,68%;
  • Janeiro/2025: de 7,04% para 7,00%.

Top 5

Veja abaixo os cinco papéis de melhor desempenho do Ibovespa no momento:

CÓDIGONOMEPREÇO (R$)VARIAÇÃO
SUZB3Suzano ON33,80+20,50%
KLBN11Klabin units15,96+12,95%
IRBR3IRB ON10,46+5,34%
MRFG3Marfrig ON8,76+4,29%
CVCB3CVC ON12,86+3,88%

Confira também as maiores baixas do índice:

CÓDIGONOME PREÇO (R$)VARIAÇÃO
TOTS3Totvs ON45,45-14,52%
YDUQ3Yduqs ON28,42-12,12%
CYRE3Cyrela ON16,36-10,26%
GNDI3NotreDame Intermédica ON48,09-9,45%
CSAN3Cosan ON55,83-9,16%
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