Ibovespa e bolsas dos EUA seguem em alta, focados nos pacotes de estímulo; dólar cai a R$ 5,00
A sequência positiva do Ibovespa e das bolsas americanas continua nesta quinta-feira (26). Apesar de os mais recentes dados do mercado de trabalho americano indicarem um forte impacto decorrente da crise do coronavírus, os investidores seguem mostrando otimismo quanto aos pacotes de estímulo econômico dos governos. CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE Por […]

A sequência positiva do Ibovespa e das bolsas americanas continua nesta quinta-feira (26). Apesar de os mais recentes dados do mercado de trabalho americano indicarem um forte impacto decorrente da crise do coronavírus, os investidores seguem mostrando otimismo quanto aos pacotes de estímulo econômico dos governos.
Por volta de 16h35, o Ibovespa subia 3,16%, aos 77.327,33 pontos, puxado pelo bom desempenho visto em Wall Street: no mesmo horário, o Dow Jones avançava 4,75%, o S&P 500 tinha alta de 5,25% e o Nasdaq exibia ganhos de 4,50%.
O mercado de câmbio também tem um dia mais tranquilo: o dólar à vista chegou a abrir em alta, mas agora recua 0,58%, a R$ 5,0035 — a moeda americana não termina uma sessão abaixo dos R$ 5,00 desde 13 de março.
- Eu gravei um vídeo para explicar a dinâmica por trás desse novo alívio nas bolsas. Veja abaixo:
Por um lado, os investidores mostram-se mais cautelosos em relação aos números recém divulgados pelo Departamento de Trabalho dos EUA, indicando uma forte pressão por causa da crise do coronavírus.
O número de pedidos de auxílio-desemprego na última semana disparou e chegou a 3,28 milhões — uma alta de mais de 3 milhões somente nos últimos dias. Trata-se do maior volume da história, superando em muito a projeção dos analistas.
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O resultado gera enorme apreensão quanto aos impactos do surto de coronavírus na economia americana — o país têm registrado um avanço expressivo no número de novos casos da doença, com destaque para a região de Nova York.
De acordo com dados compilados pela universidade americana John Hopkins, já são quase 70 mil casos confirmados e mais de 600 mortes nos EUA. No mundo, os óbitos já ultrapassam a marca dos 22 mil, com quase 490 mil pessoas infectadas.
Mas, por outro lado, os investidores seguem otimistas quanto às medidas a serem adotadas pelos governos e bancos centrais do mundo para conter os impactos econômicos do vírus — e, de certa maneira, esse dado alarmante do mercado de trabalho dos EUA eleva a percepção de que muitas outras iniciativas de auxílio estão por vir.
Um pacote de US$ 2 trilhões já foi aprovado pelo Senado americano — a cifra volumosa já vinha sustentando o desempenho positivo das bolsas nos últimos dias. E a expectativa quanto a mais injeções de recursos acaba se sobrepondo à cautela com os dados do desemprego, ao menos nos mercados acionários.
Dólar em queda no mundo
Essa leitura, no entanto, não se aplica ao câmbio. Com os indícios de que a economia americana será fortemente afetada pelo coronavírus, os investidores optam por se desfazer da moeda americana, assumindo posições em outras moedas fortes.
O índice DXY, que mede o desempenho do dólar em relação a uma cesta com as principais divisas do mundo — como o euro, a libra e o iene — cai mais de 1% nesta quinta-feira, evidenciando o fortalecimento dessas moedas, que também são consideradas 'portos-seguros' em tempos de crise.
E mesmo em relação às divisas de países emergentes, o dia é de desvalorização do dólar. Além do real, moedas como o peso mexicano, o rublo russo, o peso chileno e o rand sul-africano também operam em alta, mostrando uma menor aversão ao risco no câmbio.
Juros seguem em baixa
No mercado de juros futuros, os investidores digerem os dados do Índice de Atividade Econômica do Banco Central (IBC-Br) em janeiro. O indicador, uma espécie de prévia do PIB, avançou 0,24% no mês.
Além disso, o Banco Central (BC) também alterou sua projeção para o PIB em 2020, de alta de 2,2% para zero — corroborando o cenário de estagnação econômica por causa da crise do coronavírus.
Nesse cenário, os investidores promovem ajustes negativos nas curva de juros de médio prazo, prevendo que será necessário manter a taxa Selic em níveis mais baixos por um período prolongado de tempo, de modo a estimular a atividade no país.
Veja abaixo como estão os principais DIs no momento:
- Janeiro/2021: de 3,40% para 3,46%;
- Janeiro/2022: de 4,50% para 4,41%;
- Janeiro/2023: de 6,03% para 5,69%;
- Janeiro/2025: de 7,46% para 7,09%.
Top 5
Veja abaixo os cinco papéis de melhor desempenho do Ibovespa no momento:
| CÓDIGO | NOME | PREÇO (R$) | VARIAÇÃO |
| CVCB3 | CVC ON | 11,79 | +26,10% |
| BRKM5 | Braskem PNA | 18,50 | +23,17% |
| YDUQ3 | Yduqs ON | 31,73 | +18,44% |
| GOLL4 | Gol PN | 12,92 | +18,10% |
| BRML3 | BR Malls ON | 11,66 | +17,07% |
Veja também as cinco maiores quedas do índice:
| CÓDIGO | NOME | PREÇO (R$) | VARIAÇÃO |
| BTOW3 | B2W ON | 56,47 | -5,88% |
| TOTS3 | Totvs ON | 51,87 | -5,69% |
| SUZB3 | Suzano ON | 27,94 | -4,80% |
| PCAR3 | GPA ON | 66,90 | -4,43% |
| CIEL3 | Cielo ON | 4,82 | -3,60% |
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