O SD Select é uma área de conteúdos extras selecionados pelo Seu Dinheiro para seus leitores.
Esse espaço é um complemento às notícias do site.
Recurso Exclusivo para
membros SD Select.
Gratuito
O SD Select é uma área de conteúdos extras selecionados pelo Seu Dinheiro para seus leitores.
Esse espaço é um complemento às notícias do site.
Você terá acesso DE GRAÇA a:
O dólar à vista renova as máximas intradiárias em meio às incertezas geradas pela instabilidade no petróleo e à deterioração do cenário político doméstico. O Ibovespa opera em alta
Os mercados brasileiros voltam a operar nesta quarta-feira (22), após permanecerem fechados ontem por causa do feriado do Dia de Tiradentes. E, considerando o turbilhão visto no exterior por causa do novo colapso do petróleo, a reabertura das negociações por aqui é nervosa, especialmente para o dólar à vista.
Por volta de 16h20, a moeda americana operava em alta de 1,94%, a R$ 5,4107 — o dólar à vista nunca tinha superado a marca de R$ 5,32. O mercado doméstico de câmbio vai na contramão do exterior, já que a divisa exibe um comportamento estável em relação a maior parte dos ativos de países emergentes.
Na bolsa, a situação é mais amena: o Ibovespa opera em alta de 2,22%, aos 80.725,88 pontos — no mercado acionário, o índice brasileiro pega carona na tendência global, já que as praças da Europa e dos EUA têm ganhos firmes.
O comportamento do Ibovespa chama a atenção, uma vez que ontem, enquanto os mercados brasileiros estavam fechados por causa do feriado, tivemos um dia de perdas em bloco nas bolsas globais. Apesar disso, o índice brasileiro vai ignorando a necessidade de ajustes.
O pano de fundo para a instabilidade vista no exterior na terça-feira é a forte incerteza vista no mercado de petróleo desde o começo da semana: em meio à demanda quase nula pela commodity por causa da crise do coronavírus, os contratos do WTI e do Brent sofreram uma nova onda de desvalorização massiva nos últimos dias.
Nesta quarta-feira, o tom é de recuperação no petróleo: o WTI para junho dispara 21,61%, a US$ 14,07, enquanto o Brent para junho tem alta de 7,50%, a US$ 20,78 — apesar da recuperação, os níveis de preço ainda estão bastante baixos, o que não alivia a situação para as petroleiras.
Leia Também
Em parte, esse alívio visto na commodity se deve a uma declaração do presidente dos EUA, Donald Trump. Via Twitter, ele disse ter instruído a marinha do país a 'atirar e destruir qualquer embarcação iraniana' em caso de ameça aos navios americanos — boa parte dos estoques de petróleo dos Estados Unidos é feita em cargueiros em alto mar.
A recuperação do petróleo é acompanhada pelo tom mais positivo dos mercados globais: na Europa, as principais praças sobem mais de 1% e, nos Estados Unidos, o Dow Jones (+2,35%), o S&P 500 (+2,66%) e o Nasdaq (+3,12%) também sobem, revertendo parte das perdas da semana.
Por aqui, contudo, o impulso positivo vindo do exterior é diluído pelos ajustes do feriado e pela cautela em relação ao petróleo — por mais que a commodity se recupere, as ações da Petrobras exibem ganhos moderados nesta manhã: as PNs (PETR4) sobem 3,51%, enquanto as ONs (PETR3) têm alta de 2,96%.
A perspectiva de novos cortes na taxa Selic também coopera para o salto na moeda americana — juros menores diminuiriam o diferencial em relação às taxas dos EUA, o que reduziria a atratividade dos investimentos no país.
E, de fato, o dia é de forte correção negativa no mercado de juros futuros — sinais do BC quanto a possíveis novas baixas na Selic aumentam a percepção de que o ciclo de cortes na taxa básica continuará:
No front local, os investidores continuam acompanhando de perto as movimentações em Brasília: o clima no cenário político é de profunda deterioração, especialmente após o presidente Jair Bolsonaro ter participado de atos anti-democracia no fim de semana.
Nesse ambiente belicoso, há duas grandes preocupações por parte do mercado: em primeiro lugar, há o temor de uma descoordenação ainda maior nos esforços para combate ao surto de coronavírus, tanto do ponto de vista da saúde pública quanto da economia.
Em segundo, há a percepção de que qualquer pauta defendida pelo governo encontrará oposição ferrenha no Congresso, o que põe em risco a retomada da agenda de reformas econômicas no pós-crise e pode favorecer o avanço de eventuais 'pautas-bomba' na Câmara e no Senado.
Tal cenário acaba trazendo pressão extra ao câmbio, que já busca novos recordes — o que aumenta a pressão sobre o Banco Central e possíveis atuações para conter o avanço descontrolado do dólar à vista.
A autoridade monetária até realizou um leilão de swap no meio da tarde, oferecendo até 10 mil contratos (US$ 500 milhões). No entanto, a oferta não foi integralmente absorvida pelo mercado e pouco contribuiu para trazer alívio à cotação do dólar.
Veja abaixo as cinco maiores altas do Ibovespa nesta quarta-feira:
| CÓDIGO | NOME | PREÇO (R$) | VARIAÇÃO |
| BTOW3 | B2W ON | 76,64 | 18,53% |
| VVAR3 | Via Varejo ON | 7,43 | 12,75% |
| PCAR3 | GPA ON | 71,31 | 9,71% |
| LAME4 | Lojas Americanas PN | 25,03 | 8,78% |
| MRFG3 | Marfrig ON | 10,38 | 8,46% |
Confira também as maiores quedas do índice:
| CÓDIGO | NOME | PREÇO (R$) | VARIAÇÃO |
| IRBR3 | IRB ON | 11,14 | -6,62% |
| EMBR3 | Embraer ON | 8,92 | -3,04% |
| AZUL4 | Azul PN | 16,31 | -2,22% |
| SANB11 | Santander Brasil units | 25,42 | -2,04% |
| GNDI3 | NotreDame Intermédica ON | 56,75 | -1,37% |
A possibilidade de reabertura da janela de IPOs atrai empresas dispostas a abrir o capital, mas movimento nessa direção ainda é tímido
Com o início do horário de verão nos Estados Unidos e na Europa, a bolsa brasileira encurta o tempo de negociação para manter a sincronia com os mercados globais
Escalada da guerra no Oriente Médio e disparada do petróleo marcaram a semana na bolsa brasileira; veja as ações com maiores altas e quedas
A fabricante de aeronaves registrou resultados abaixo do esperado pelo mercado e ações reagem em queda: o que aconteceu com a Embraer?
Veja quais são os fundos imobiliários favoritos dos analistas neste mês e como posicionar sua carteira de FIIs agora
Mesmo com juros altos e volatilidade global, analistas veem um grupo seleto de empresas capaz de atravessar a turbulência e se valorizar na bolsa neste ano
Ao Seu Dinheiro, analistas da Empiricus Research recomendaram seus investimentos preferidos para março, entre ações, fundos imobiliários e criptoativos
O principal índice de ações do Brasil tomba 4,64% por volta das 12h10, aos 180.518,33 pontos; dólar avança mais de 3,18%, negociado aos R$ 5,3045
Gerido por gestora próxima ao agro, novo Fiagro negociado na bolsa brasileira pretende levar o setor para mais perto dos investidores comuns; conheça
O que determina que empresas petroleiras vão ganhar mais com esse conflito não é só o preço da commodity; entenda
Greg Abel defende quatro empresas norte-americanas favoritas que devem continuar na carteira por décadas — e cinco empresas japonesas que também compõem o portfólio
Escalada no Oriente Médio fez os preços do petróleo subirem e levou junto as petroleiras no B3; ouro terminou o dia com alta de mais de 1%, enquanto a prata caiu
Fluxo estrangeiro impulsiona a bolsa brasileira, mas resultados fracos e endividamento pesado derrubam algumas ações no mês; veja os destaques
Se o risco virar escassez real, o barril pode mudar de patamar; entenda os três fatores que o mercado monitora e o possível efeito sobre a Petrobras
A agência de classificação de risco não descarta novos rebaixamentos para a Cosan (CSAN3) e a ação liderou as quedas do Ibovespa nesta sexta (27)
Apesar da queda de 2,7% após o balanço do 4º trimestre de 2025, analistas recomendam compra para as ações da Axia (AXIA3)
Em até 60 dias, a Bradsaúde pode estrear na B3 — mas antes precisa passar por assembleias decisivas, concluir a reorganização societária e obter o aval da ANS e da CVM
Retomada das ofertas ainda enfrenta incertezas, diz Vinicius Carmona ao Money Times; entenda o que falta para o caminho abrir de vez
O novo preço-alvo para a empresa de saneamento tem uma projeção de queda de 41,95% no valor da ação em relação ao último fechamento
Mudança afeta ações, opções e contratos futuros de índice após o fim do horário de verão no exterior