Ibovespa sobe mais de 2%, acima dos 100 mil pontos, com tom positivo no Brasil e no exterior
Índice dá continuidade a movimento positivo de ontem, com menos pressão de fatores de risco locais no radar e ímpeto de bancos. Após forte queda, bolsas americanas sobem enquanto investidores monitoram prazo final para acordo por estímulos
O Ibovespa abriu em forte alta de mais de 1% nesta terça-feira (20), e, antes de completar uma hora de sessão, finalmente superou a aguardada marca dos 100 mil pontos. O importante patamar psicológico não era atingido desde 18 de setembro.
Depois de perder força por alguns instantes, o principal índice da B3 tornou a renovar as máximas. Agora, por volta das 16h, tem forte alta de 2,03%, aos 100.656,50 pontos.
A última vez em que o índice fechou acima dos 100 mil pontos foi há mais de um mês, em 17 de setembro.
Após o ministro da Economia, Paulo Guedes, e o presidente da Câmara, Rodrigo Maia, terem dado declarações sinalizando que o teto de gastos será preservado, um pouco da pressão do risco fiscal no mercado doméstico diminuiu, alimentando a confiança de investidores.
Entre os destaques corporativos, as ações dos bancos são as maiores altas percentuais do índice.
Neste momento, as units do BTG Pactual (BPAC11) são as maiores altas do índice, disparando 5,36%. Os papéis preferenciais (BBDC4) e ordinários (BBDC3) do Bradesco sobem 4,85% e 4,3%, respectivamente.
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Enquanto isso, ações PN do Itaú (ITUB4) têm alta de 4,2%, as ON do Banco do Brasil ganham 3,9% e as units do Santander (SANB11) avançam 3,04%.
Segundo um gestor de fundos, a alta dos bancos na sessão de hoje reflete o apetite de estrangeiros.
Ontem, o principal índice da B3 já havia fechado em alta, na contramão das bolsas americanas, que hoje ensaia uma recuperação após o mau desempenho de ontem.
No mesmo horário, o Dow Jones subia 0,89%, o S&P 500 avançava 0,96% e o Nasdaq tinha alta de 0,8%.
Por lá, os investidores adotam tom levemente positivo em comparação ao pessimismo de ontem, quando as bolsas americanas caíram fortemente.
De novo, um driver importante para os índices dos Estados Unidos é o acordo por estímulos fiscais, cujo prazo final se esgota hoje segundo as autoridades que negociam a medida.
Top 5
Os bancos se destacam no pregão de hoje, estando entre as maiores altas percentuais da sessão. Confira os papéis que mais sobem no Ibovespa nesta terça?
| CÓDIGO | EMPRESA | PREÇO | VARIAÇÃO |
| CSNA3 | CSN ON | R$ 20,69 | 5,24% |
| BPAC11 | BTG Pactual units | R$ 78,97 | 5,24% |
| RENT3 | Localiza ON | R$ 64,59 | 4,72% |
| BBDC4 | Bradesco PN | R$ 21,57 | 4,66% |
| ITUB4 | Itaú Unibanco PN | R$ 24,30 | 4,02% |
Veja também as maiores quedas:
| CÓDIGO | EMPRESA | PREÇO | VARIAÇÃO |
| TOTS3 | Totvs ON | R$ 28,46 | -1,45% |
| GOLL4 | Gol PN | R$ 19,63 | -1,41% |
| RAIL3 | Rumo ON | R$ 18,48 | -1,02% |
| AZUL4 | Azul PN | R$ 26,35 | -0,68% |
| CVCB3 | CVC ON | R$ 15,49 | -0,51% |
Dólar e juros caem
O dólar à vista, por sua vez, opera em queda de 0,3%, a R$ 5,58. O Dollar Index (DXY), índice que compara o dólar a uma moeda de divisas como euro, libra e iene, apresenta um recuo de 0,4%, indicando uma desvalorização global da moeda.
De fato, o dólar neste momento cai em relação a pares emergentes do real, como o peso mexicano, o rublo russo e o rand sul-africano.
"Investidores estão avaliando esse possível pacote de estímulos que injetariam dólar nos mercados", diz Alessandro Faganello, operador de câmbio da Advanced Corretora. "Sinais de Maia e Guedes ajudam, claro, desde ontem, mas são um pouco mais do mesmo. Afinal, informações do Renda Cidadã só saem após as eleições municipais."
Os olhos dos investidores continuam voltados para as negociações entre republicanos e democratas para a aprovação de um novo pacote de estímulos fiscais nos Estados Unidos.
A presidente da Câmara, Nancy Pelosi, já havia dito que o presidente Donald Trump deveria se manifestar a respeito até esta terça, se quisesse ver um pacote aprovado antes das eleições presidenciais. Hoje, Pelosi terá reunião novamente com o secretário do Tesouro americano, Steven Mnuchin.
Outro fator externo positivo é a notícia de que o governo americano poderá autorizar o uso emergencial da vacina contra covid-19 da farmacêutica Moderna, no caso de a empresa obter resultados positivos após testes em ensaio clínico a serem realizados em novembro.
Os juros futuros têm comportamentos mistos. As taxas de vencimentos mais curtos registram leve alta, enquanto as de mais longos caem, neste momento.
"Acho que é mais exterior", Vladimir Vale, estrategista-chefe do Credit Agricole Indosuez. "As sinalizações ajudam, mas não tem nada de muito concreto." Confira o desempenho dos principais contratos:
- Janeiro/2021: de 1,959% para 1,952%
- Janeiro/2022: de 3,28% para 3,24%
- Janeiro/2023: de 4,65% para 4,56%
- Janeiro/2025: de 6,48% para 6,35%
Os mercados continuam de olho na temporada de balanços. Nesta manhã, a Procter & Gamble divulgou os seus números, com lucro e receita acima das expectativas do mercado, o que leva a ação a avançar 0,9% na NYSE. À noite saem os resultados da Netflix.
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