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A tensão social adiciona um ingrediente à crise provocada pela pandemia do coronavírus, que levou à disparada no desemprego na maior economia do planeta
A forte tensão que se viu nas ruas no fim de semana, tanto aqui no Brasil como nos Estados Unidos, se refletiu na abertura do Ibovespa nesta segunda-feira (1). Mas o tom mais cauteloso durou pouco tempo na bolsa.
Depois de cair nos primeiros minutos da sessão, o Ibovespa virou e, por volta das 16h20, operava em alta de 1,69%, aos 88.879,88 pontos. É um movimento semelhante ao visto em Wall Street, onde o Dow Jones (+0,38%), o S&P 500 (+0,46%) e o Nasdaq (+0,70%) também se fortaleceram.
No câmbio, o dólar à vista chegou a fazer movimento semelhante: abriu em alta e virou para queda — na mínima, foi a R$ 5,3118 (-0,51%). No entanto, a divisa americana voltou a ficar pressionada e, agora, já sobe 0,83%, a R$ 5,3833.
Durante o fim de semana, os Estados Unidos passaram por uma série de protestos varre o país após o falecimento de George Floyd — um homem negro que, mesmo rendido, foi sufocado até a morte por um policial branco.
A tensão social adiciona um ingrediente à crise provocada pela pandemia do coronavírus, que levou à disparada no desemprego na maior economia do planeta.
No front econômico, a disputa comercial entre EUA e China ganhou um novo capítulo com a decisão dos asiáticos de suspenderem as importações de produtos agrícolas dos EUA, incluindo soja e carne suína.
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Aqui no Brasil, o fim de semana também foi marcado por protestos. A novidade foi a manifestação de pessoas contrárias ao governo Bolsonaro em São Paulo e algumas outras capitais.
No entanto, o mercado deixa de lado esse quadro de maiores turbulências sociais e geopolíticas, concentrando-se na agenda de dados econômicos. Nos EUA, os investimentos em construção caíram 2,9% de março para abril, um recuo inferior ao projetado pelos analistas. O índice ISM de atividade industrial subiu de 41,5 para 43,1 em maio.
Também há noticias mais animadoras vindas da China: por lá, o PMI industrial subiu de 39,4 para 50,7 de abril para maio — leituras acima de 50 sugerem otimismo e expansão setorial no mês.
Assim, os investidores mostram-se animados com as perspectivas de recuperação econômica após o pico da pandemia de coronavírus assumindo uma postura otimista nas bolsas que se sobrepõe à cautela deixada pelas manifestações dos últimos dias.
No mercado de juros, o tom é de estabilidade nesta segunda-feira. Os investidores optam por aguardar os desdobramentos da semana, com destaque para a decisão de política monetária do BCE e o relatório de trabalho nos EUA:
Entre as empresas listadas na B3, o principal destaque é a Embraer, que divulgou o resultado do primeiro trimestre. A fabricante de aeronaves registrou prejuízo de R$ 1,276 bilhão nos primeiros três meses deste ano — suas ações ON (EMBR3), contudo, sobem 4,06%, na esteira de potenciais novas parcerias e de um possível pacote de ajuda do BNDES.
Veja abaixo as cinco maiores altas do Ibovespa no momento:
| CÓDIGO | NOME | PREÇO (R$) | VARIAÇÃO |
| VVAR3 | Via Varejo ON | 13,54 | +9,19% |
| GOLL4 | Gol PN | 13,03 | +8,31% |
| IGTA3 | Iguatemi ON | 35,20 | +8,01% |
| COGN3 | Cogna ON | 5,61 | +6,65% |
| MULT3 | Multiplan ON | 22,06 | +6,62% |
Confira também as cinco maiores baixas do índice:
| CÓDIGO | NOME | PREÇO (R$) | VARIAÇÃO |
| CPFE3 | CPFL Energia ON | 31,47 | -2,42% |
| RENT3 | Localiza ON | 37,78 | -1,82% |
| BEEF3 | Minerva ON | 13,15 | -1,79% |
| EQTL3 | Equatorial ON | 19,73 | -1,60% |
| EGIE3 | Engie ON | 41,90 | -1,20% |
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