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Mercados hoje

Após abertura no vermelho, bolsa vira e sobe apesar de tensão nas ruas e nas relações entre EUA e China

A tensão social adiciona um ingrediente à crise provocada pela pandemia do coronavírus, que levou à disparada no desemprego na maior economia do planeta

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1 de junho de 2020
10:22 - atualizado às 16:28
Selo Mercados AGORA Ibovespa dólar
Imagem: Montagem Andrei Morais / Shutterstock

A forte tensão que se viu nas ruas no fim de semana, tanto aqui no Brasil como nos Estados Unidos, se refletiu na abertura do Ibovespa nesta segunda-feira (1). Mas o tom mais cauteloso durou pouco tempo na bolsa.

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Depois de cair nos primeiros minutos da sessão, o Ibovespa virou e, por volta das 16h20, operava em alta de 1,69%, aos 88.879,88 pontos. É um movimento semelhante ao visto em Wall Street, onde o Dow Jones (+0,38%), o S&P 500 (+0,46%) e o Nasdaq (+0,70%) também se fortaleceram.

No câmbio, o dólar à vista chegou a fazer movimento semelhante: abriu em alta e virou para queda — na mínima, foi a R$ 5,3118 (-0,51%). No entanto, a divisa americana voltou a ficar pressionada e, agora, já sobe 0,83%, a R$ 5,3833.

Durante o fim de semana, os Estados Unidos passaram por uma série de protestos varre o país após o falecimento de George Floyd — um homem negro que, mesmo rendido, foi sufocado até a morte por um policial branco.

A tensão social adiciona um ingrediente à crise provocada pela pandemia do coronavírus, que levou à disparada no desemprego na maior economia do planeta.

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No front econômico, a disputa comercial entre EUA e China ganhou um novo capítulo com a decisão dos asiáticos de suspenderem as importações de produtos agrícolas dos EUA, incluindo soja e carne suína.

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Aqui no Brasil, o fim de semana também foi marcado por protestos. A novidade foi a manifestação de pessoas contrárias ao governo Bolsonaro em São Paulo e algumas outras capitais.

No entanto, o mercado deixa de lado esse quadro de maiores turbulências sociais e geopolíticas, concentrando-se na agenda de dados econômicos. Nos EUA, os investimentos em construção caíram 2,9% de março para abril, um recuo inferior ao projetado pelos analistas. O índice ISM de atividade industrial subiu de 41,5 para 43,1 em maio.

Também há noticias mais animadoras vindas da China: por lá, o PMI industrial subiu de 39,4 para 50,7 de abril para maio — leituras acima de 50 sugerem otimismo e expansão setorial no mês.

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Assim, os investidores mostram-se animados com as perspectivas de recuperação econômica após o pico da pandemia de coronavírus assumindo uma postura otimista nas bolsas que se sobrepõe à cautela deixada pelas manifestações dos últimos dias.

No mercado de juros, o tom é de estabilidade nesta segunda-feira. Os investidores optam por aguardar os desdobramentos da semana, com destaque para a decisão de política monetária do BCE e o relatório de trabalho nos EUA:

  • Janeiro/2021: de 2,30% para 2,28%;
  • Janeiro/2022: estável em 3,14%;
  • Janeiro/2023: estável em 4,23%;
  • Janeiro/2025: de 5,97% para 5,95%

Embraer em foco

Entre as empresas listadas na B3, o principal destaque é a Embraer, que divulgou o resultado do primeiro trimestre. A fabricante de aeronaves registrou prejuízo de R$ 1,276 bilhão nos primeiros três meses deste ano — suas ações ON (EMBR3), contudo, sobem 4,06%, na esteira de potenciais novas parcerias e de um possível pacote de ajuda do BNDES.

Veja abaixo as cinco maiores altas do Ibovespa no momento:

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CÓDIGONOMEPREÇO (R$)VARIAÇÃO
VVAR3Via Varejo ON13,54 +9,19%
GOLL4Gol PN13,03 +8,31%
IGTA3Iguatemi ON35,20 +8,01%
COGN3Cogna ON5,61 +6,65%
MULT3Multiplan ON22,06 +6,62%

Confira também as cinco maiores baixas do índice:

CÓDIGONOMEPREÇO (R$)VARIAÇÃO
CPFE3CPFL Energia ON31,47 -2,42%
RENT3Localiza ON37,78 -1,82%
BEEF3Minerva ON13,15 -1,79%
EQTL3Equatorial ON19,73 -1,60%
EGIE3Engie ON41,90 -1,20%

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