🔴 TOUROS E URSOS: LULA 3 FAZ 3 ANOS, OS DADOS ECONÔMICOS E A POPULARIDADE DO GOVERNO – ASSISTA AGORA

Victor Aguiar

Victor Aguiar

Jornalista formado pela Faculdade Cásper Líbero e com MBA em Informações Econômico-Financeiras e Mercado de Capitais pelo Instituto Educacional BM&FBovespa. Trabalhou nas principais redações de economia do país, como Bloomberg, Agência Estado/Broadcast e Valor Econômico. Em 2020, foi eleito pela Jornalistas & Cia como um dos 10 profissionais de imprensa mais admirados no segmento de economia, negócios e finanças.

Dólar teve alta

Tensão com o coronavírus freia os mercados e faz o Ibovespa ficar no zero a zero na semana

O coronavírus trouxe cautela aos mercados, mas não desencadeou uma onda de pessimismo. Como resultado, o Ibovespa ficou praticamente zerado na semana — a nova doença neutralizou o otimismo estrutural visto na bolsa nos últimos dias

Victor Aguiar
Victor Aguiar
24 de janeiro de 2020
18:50
Selo Mercados FECHAMENTO Ibovespa dólar
Imagem: Montagem Andrei Morais / Shutterstock

Coronavírus. Uma palavra que não constava no meu vocabulário.

CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE
CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE

No entanto, o tal do coronavírus foi um dos termos que eu mais escutei nessa semana, junto de "incerteza" e "cautela". Afinal, estamos falando de uma nova doença, para a qual ninguém possui anticorpos — e que nenhum médico sabe exatamente como combater.

Pois se você está com medo de ser contaminado pelo vírus misterioso, saiba que o mercado também está apreensivo: ao longo da semana, o noticiário referente ao caso trouxe volatilidade às negociações, mexendo com o Ibovespa e as demais bolsas do mundo.

Mas, apesar de toda a apreensão, os mercados estão num ciclo bastante positivo — desde dezembro, o Ibovespa, os índices dos EUA e algumas praças da Europa têm renovado os recordes. Assim, a tensão com o coronavírus conseguiu frear os ganhos, mas foi incapaz de trazer uma onda de pessimismo às bolsas.

O Ibovespa, por exemplo, fechou em queda de 0,96% nesta sexta-feira (24), aos 118.376,36 pontos. Com isso, o principal índice da bolsa brasileira terminou a semana com uma leve baixa acumulada de 0,09% — praticamente no zero a zero. No mês, a alta é de 2,36%.

CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE
CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE

Nos Estados Unidos, o desempenho semanal foi um pouco pior, mas nada que inspire pânico: o Dow Jones caiu 1,22% desde segunda-feira, o S&P 500 recuou 1,02% e o Nasdaq teve perda de 0,79%.

Leia Também

O comportamento dos mercados mostra que, por mais que haja fatores de risco no horizonte, também há enormes oportunidades de lucro adiante — assim, os investidores hesitam em entrar num movimento mais amplo de baixa.

Vale lembrar que, no início do ano, um outro fator de estresse apareceu no radar: a escalada nos atritos entre Estados Unidos e Irã no Oriente Médio. E os mercados reagiram da mesma maneira — ficaram cautelosos, mas não pessimistas.

É claro que o noticiário referente ao coronavírus continuará sendo monitorado de perto: uma explosão nos novos casos ao redor do mundo provocará turbulências nos mercados, enquanto um ritmo lento de disseminação irá dissipar os temores.

CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE
CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE

Mas, no momento de maior incerteza — ou seja, essa semana —, os agentes financeiros mantiveram os nervos no lugar.

O mercado de câmbio se comportou de maneira semelhante: nesta sexta-feira, o dólar à vista subiu 0,43%, a R$ 4,1845, fechando a semana com um ganho de 0,48%. A moeda americana está pressionada, mas ainda possui alguma folga em relação às máximas.

Reação em cadeia

Para quem olha de fora, pode parecer estranho: por que ações que não têm relação alguma com o setor de saúde estariam sendo afetadas por uma doença surgida na China?

Trata-se de um movimento de aversão ao risco: sem saber o que pode acontecer, o mercado prefere assumir um modo mais defensivo, apostando nos ativos mais seguros — como o dólar ou os títulos do tesouro norte-americano.

CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE
CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE

É possível que o coronavírus limite a circulação de pessoas — duas metrópoles chinesas estão em quarentena —, afete negativamente o comércio global e reduza o ritmo de atividade dos países. E esse cenário, é claro, afetaria negativamente os investimentos.

Sexta-feira negativa

Dito tudo isso: por que o Ibovespa e as bolsas globais tiveram uma sessão tão ruim hoje?

A piora no humor dos investidores se deve à confirmação do segundo caso de pessoa infectada pelo coronavírus em território americano. E, de acordo com a imprensa do país, uma terceira ocorrência deve ser anunciada nas próximas horas.

Nesta sexta-feira, também foi confirmada a chegada do vírus à Europa, com dois casos na França. Nesse cenário, a cautela voltou a tomar conta das bolsas de Nova York, levando o Ibovespa de carona.

CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE
CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE

É importante lembrar que a China, epicentro da doença, estará em recesso durante a próxima semana, em comemoração ao Ano Novo Lunar. Assim, há a leitura de que muitos residentes do país aproveitarão o período para viajar — o que pode, potencialmente, ampliar a disseminação do vírus.

Fatores domésticos

No cenário local, os investidores monitoram os efeitos do discurso do presidente do Banco Central, Roberto Campos Neto, que esteve nesta manhã em um evento em São Paulo. Ele afirmou que os efeitos de inflação implícita de 3,5% não o incomodam e comentou que ninguém faz política monetária olhando apenas um único IPCA, ao falar especificamente sobre o IPCA-15.

O posicionamento de Campos Neto foi entendido como um sinal de que o BC não descarta um novo corte na Selic na reunião de fevereiro, desencadeando um leve movimento de queda nas curvas de juros. Veja abaixo como ficaram os principais DIs nesta sexta-feira:

  • Janeiro/2021: de 4,36% para 4,35%;
  • Janeiro/2023: de 5,57% para 5,56%;
  • Janeiro;2025: de 6,32% para 6,30%;
  • Janeiro/227: de 6,71% para 6,68%.

Na agenda econômica, o mercado digere os novos dados do mercado de trabalho para digerir. Segundo o Cadastro Geral de Empregados e Desempregados (Caged), em dezembro o saldo foi negativo em 307.311 postos — dentro do esperado pelos analistas. No ano, o país criou 644 mil empregos formais, o melhor resultado em seis anos.

CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE
CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE

Top 5

Veja abaixo os cinco papéis de melhor desempenho do Ibovespa nesta sexta-feira:

  • Weg ON (WEGE3): +4,49%
  • Ambev ON (ABEV3): +1,82%
  • Cia Hering ON (HGTX3): +1,79%
  • Cemig PN (CMIG4): +1,05%
  • B3 ON (B3SA3): +0,60%

Confira também as maiores baixas do índice:

  • Iguatemi ON (IGTA3): -3,82%
  • CSN ON (CSNA3): -3,74%
  • Braskem PNA (BRKM5): -3,51%
  • Gol PN (GOLL4): −3,15%
  • Vale ON (VALE3): -3,06%



CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE
CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE

COMPARTILHAR

Whatsapp Linkedin Telegram
VAI CAIR?

Com invasão dos EUA na Venezuela, como fica o preço do petróleo e o que pode acontecer com a Petrobras (PETR3) e junior oils

5 de janeiro de 2026 - 16:09

Empresas petroleiras brasileiras menores, como Brava (BRAV3) e PetroRio (PRIO3), sofrem mais. Mas a causa não é a queda do preço do petróleo; entenda

HORA DE BOTAR A MÃO NA MASSA?

Pão de Açúcar (PCAR3) tem novo CEO depois de meses com cargo ‘vago’. Ele vai lidar com o elefante na sala?

5 de janeiro de 2026 - 11:15

Alexandre Santoro assume o comando do Grupo Pão de Açúcar em meio à disputa por controle e a uma dívida de R$ 2,7 bilhões

AÇÃO DO MÊS

Nem banco, nem elétrica: ação favorita para janeiro de 2026 vem do canteiro de obras e está sendo negociada com desconto

5 de janeiro de 2026 - 6:03

Com um desconto de 27,18% no último mês, a construtora recebeu três recomendações entre os nove bancos e corretoras consultados pelo Seu Dinheiro

QUEDA FORTE NA BOLSA

Ação da Azul (AZUL54) em queda livre: por que os papéis estão sendo dizimados na bolsa, com perdas de 50% só hoje (2)?

2 de janeiro de 2026 - 17:31

Papéis derretem na bolsa após o mercado precificar os efeitos do Chapter 11 nos EUA, que envolve conversão de dívidas em ações, emissão massiva de novos papéis, fim das preferenciais e forte diluição para os atuais acionistas

R$ 1,2 BILHÃO

Dasa (DASA3): vender ativos por metade do preço pago foi um bom negócio? Analistas respondem

2 de janeiro de 2026 - 15:19

Papéis chegaram a disparar com a venda de ativos, mas perderam força ao longo do dia; bancos avaliam que o negócio reduz dívida, ainda que com desconto relevante

COMEÇOU MAL

Minerva (BEEF3) e MBRF (MBRF3) caem forte com tarifas da China sobre a carne bovina brasileira

2 de janeiro de 2026 - 14:47

País asiático impôs uma tarifa de 55% às importações que excederem a cota do Brasil, de 1,1 milhão de toneladas

RETROSPECTIVA DO IFIX

FIIs de galpões logísticos foram os campeões de 2025; confira o ranking dos melhores e piores fundos imobiliários do ano

2 de janeiro de 2026 - 6:03

Entre os destaques positivos do IFIX, os FIIs do segmento de galpões logísticos vêm sendo beneficiados pela alta demanda das empresas de varejo

MENOS DINHEIRO NO BOLSO

Petrobras (PETR4): por que ação fechou o ano no vermelho com o pior desempenho anual desde 2020

31 de dezembro de 2025 - 17:27

Não foi só o petróleo mais barato que pesou no humor do mercado: a expectativa em torno do novo plano estratégico, divulgado em novembro, e dividendos menos generosos pesaram nos papéis

VEJA A LISTA COMPLETA

As maiores quedas do Ibovespa em 2025: o que deu errado com Raízen (RAIZ4), Hapvida (HAPV3) e Natura (NATU3)?

31 de dezembro de 2025 - 7:30

Entre balanços frustrantes e um cenário econômico hostil, essas companhias concentraram as maiores quedas do principal índice da bolsa brasileira

ACABOU O RALI?

Ouro recua quase 5% e prata tomba quase 9% nesta segunda (29); entenda o que aconteceu com os metais preciosos

29 de dezembro de 2025 - 18:07

Ouro acumula alta de 66% em 2025, enquanto a prata avançou cerca de 145% no ano

RESUMO DOS MERCADOS

Na reta final de 2025, Ibovespa garante ganho de 1,5% na semana e dólar acompanha 

27 de dezembro de 2025 - 9:15

A liquidez reduzida marcou as negociações na semana do Natal, mas a Selic e o cenário eleitoral, além da questão fiscal, continuam ditando o ritmo do mercado brasileiro

A MIGRAÇÃO COMEÇOU?

Apetite por risco atinge o maior nível desde 2024, e investidores começam a trocar a renda fixa pela bolsa, diz XP

26 de dezembro de 2025 - 15:05

Levantamento com assessores mostra melhora no sentimento em relação às ações, com aumento na intenção de investir em bolsa e na alocação real

ÍNDICE RENOVADO

Perto da privatização, Copasa (CSMG3) fará parte do Ibovespa a partir de janeiro, enquanto outra ação dá adeus ao índice principal

26 de dezembro de 2025 - 9:55

Terceira prévia mostra que o índice da B3 começará o ano com 82 ativos, de 79 empresas, e com mudanças no “top 5”; saiba mais

CENÁRIOS ALTERNATIVOS

3 surpresas que podem mexer com os mercados em 2026, segundo o Morgan Stanley

25 de dezembro de 2025 - 14:00

O banco projeta alta de 13% do S&P 500 no próximo ano, sustentada por lucros fortes e recuperação gradual da economia dos EUA. Ainda assim, riscos seguem no radar

TOUROS E URSOS #253

Ursos de 2025: Banco Master, Bolsonaro, Oi (OIBR3) e dólar… veja quem esteve em baixa neste ano na visão do Seu Dinheiro

24 de dezembro de 2025 - 8:00

Retrospectiva especial do podcast Touros e Ursos revela quem terminou 2025 em baixa no mercado, na política e nos investimentos; confira

AINDA MAIS PRECIOSOS

Os recordes voltaram: ouro é negociado acima de US$ 4.450 e prata sobe a US$ 69 pela 1ª vez na história. O que mexe com os metais?

22 de dezembro de 2025 - 12:48

No acumulado do ano, a valorização do ouro se aproxima de 70%, enquanto a alta prata está em 128%

BOMBOU NO SD

LCIs e LCAs com juros mensais, 11 ações para dividendos em 2026 e mais: as mais lidas do Seu Dinheiro

21 de dezembro de 2025 - 17:10

Renda pingando na conta, dividendos no radar e até metas para correr mais: veja os assuntos que dominaram a atenção dos leitores do Seu Dinheiro nesta semana

B DE BILHÃO

R$ 40 bilhões em dividendos, JCP e bonificação: mais de 20 empresas anunciaram pagamentos na semana; veja a lista

21 de dezembro de 2025 - 16:01

Com receio da nova tributação de dividendos, empresas aceleraram anúncios de proventos e colocaram mais de R$ 40 bilhões na mesa em poucos dias

APÓS UMA DECISÃO JUDICIAL

Musk vira primeira pessoa na história a valer US$ 700 bilhões — e esse nem foi o único recorde de fortuna que ele bateu na semana

21 de dezembro de 2025 - 11:30

O patrimônio do presidente da Tesla atingiu os US$ 700 bilhões depois de uma decisão da Suprema Corte de Delaware reestabelecer um pacote de remuneração de US$ 56 bilhões ao executivo

DESTAQUES DA SEMANA

Maiores quedas e altas do Ibovespa na semana: com cenário eleitoral e Copom ‘jogando contra’, índice caiu 1,4%; confira os destaques

20 de dezembro de 2025 - 16:34

Com Copom firme e incertezas políticas no horizonte, investidores reduziram risco e pressionaram o Ibovespa; Brava (BRAV3) é maior alta, enquanto Direcional (DIRR3) lidera perdas

Menu

Usamos cookies para guardar estatísticas de visitas, personalizar anúncios e melhorar sua experiência de navegação. Ao continuar, você concorda com nossas políticas de cookies

Fechar