🔴 ONDE INVESTIR 2026: ESTRATÉGIAS DE ALOCAÇÃO, AÇÕES, DIVIDENDOS, RENDA FIXA, FIIS e CRIPTO – ASSISTA AGORA

Recurso Exclusivo para
membros SD Select.

Gratuito

O SD Select é uma área de conteúdos extras selecionados pelo Seu Dinheiro para seus leitores.

Esse espaço é um complemento às notícias do site.

Você terá acesso DE GRAÇA a:

  • Reportagens especiais
  • Relatórios e conteúdos cortesia
  • Recurso de favoritar notícias
  • eBooks
  • Cursos

Ricardo Gozzi

É jornalista e escritor. Passou quase 20 anos na editoria internacional da Agência Estado antes de se aventurar por outras paragens. Escreveu junto com Sócrates o livro 'Democracia Corintiana: a utopia em jogo'. Também é coautor da biografia de Kid Vinil.

Roubando a cena

Dólar dispara mais de 2% com aversão ao risco e tem 4ª sessão seguida de alta; bolsa cai

Dólar passou voando pela marca de R$ 5,50 e por pouco não bateu R$ 5,60; Ibovespa acompanhou sinal negativo vindo de Wall Street e perdeu piso de 96 mil pontos

Ricardo Gozzi
23 de setembro de 2020
17:55 - atualizado às 19:05
Dólar real
Imagem: Shutterstock

O dólar roubou a cena na B3 pelo segundo dia seguido. A moeda norte-americana apreciou-se ante praticamente todas as demais divisas nesta quarta-feira em mais um dia no qual, na dúvida, os investidores fugiram correndo para as verdinhas.

CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE
CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE

A ausência de sinalização sobre novos estímulos monetários pesa sobre os mercados financeiros em um momento no qual dirigentes do Federal Reserve Bank (Fed, o banco central norte-americano) cobram medidas de estímulo econômico por parte do governo dos Estados Unidos em meio a alegações de que a política monetária já esgotou sua contribuição com a recuperação econômica global.

No que diz respeito ao real, já são quatro sessões seguidas de alta do dólar, que hoje nem tomou conhecimento da fronteira psicológica de R$ 5,50 e por pouco não foi parar na casa dos R$ 5,60. A moeda norte-americana encerrou o dia em alta de 2,15%, cotada a R$ 5,5869, bem perto das máximas do dia.

Quando iniciou sua mais recente escalada, na sexta-feira passada, o dólar encontrava-se a R$ 5,23. Nas últimas quatro sessões, a moeda norte-americana acumula alta de 6,7% em relação ao real.

IPCA-15 aumentou pressão sobre o real

Além de catalisar o movimento de aversão ao risco em meio às persistentes incertezas destes tempos de pandemia, o dólar contou hoje com a ajuda do Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo-15 (IPCA-15), o indicador preliminar oficial do IBGE para a inflação ao consumidor, para dar mais uma surra no real.

CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE
CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE

O IPCA-15 acelerou-se a 0,45% em setembro, de 0,23% em agosto. No acumulado de 12 meses até setembro, o IPCA-15 registrou alta de 2,65%, ante 2,28% no mês anterior.

Leia Também

A expectativa era de um avanço de 2,59% em 12 meses, mas o resultado permanece confortavelmente abaixo do centro da meta de inflação para este ano (4%, com margem de 1,5 ponto percentual para mais ou menos).

“O descompasso entre a interpretação do Bacen exposta na ata do Copom e a inflação elevada sinalizada pelos preços no varejo pressionou ainda mais o dólar em meio a expectativas no mercado financeiro de uma mudança na estratégia de juros baixos”, avaliou Alessandro Faganello, analista de câmbio da Advanced Corretora.

Na ata divulgada ontem, o Comitê de Política Monetária (Copom) do Banco Central advertiu que a inflação tende a aumentar no curto prazo como parte de um efeito transitório da alta dos alimentos, mas isso não deve ter impacto sobre o nível geral de preços na economia.

CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE
CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE

Ibovespa perde o fôlego

Assim como ocorreu no mercado de câmbio, a falta de sinais de estímulo monetário adicional prevaleceu sobre o Ibovespa, mantendo o principal índice de ações da B3 sem forças para reagir ao longo de toda a quarta-feira.

Pela manhã, os investidores mostraram-se incomodados diante da perspectiva de apresentação, por líderes do governo no Congresso, de uma proposta para a criação de um tributo sobre transações digitais nos moldes da extinta CPMF.

No início da tarde, a bolsa brasileira até ensaiou uma reação, mas a queda das ações em Wall Street em meio à bateria de testemunhos do presidente do Fed perante o Congresso dos Estados Unidos manteve o Ibovespa sob pressão.

Mais perto do fim do pregão, um recuo mais acentuado das ações de tecnologia e de serviços de comunicação negociadas em Nova York aprofundou a queda do Ibovespa, que perdeu novamente o piso de 96 mil pontos, fechando em queda de 1,60%, aos 95.734,82 pontos.

CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE
CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE

Em Wall Street, o índice Dow Jones recuou 1,92%, o S&P-500 caiu 2,37% e o Nasdaq devolveu 3,02%.

O fato é que o Ibovespa dá sinais de que o fôlego para a recuperação observada nos últimos meses está próximo do fim depois de os bancos centrais terem sinalizado recentemente que a contribuição da política monetária para fazer frente à crise provocada pela pandemia estaria perto de seu limite.

“Sem liquidez adicional, a bicicleta não anda”, comentou um operador de derivativos.

Novo testemunho de Powell mantém tensão no ar

Os investidores seguiram atentos hoje à bateria de testemunhos do presidente do Fed perante o Congresso dos Estados Unidos em meio a reiteradas advertências de que a política monetária teria encontrado seu limite no combate à crise.

CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE
CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE

Hoje, Powell testemunhou perante a subcomissão da Câmara dos Representantes para o combate à pandemia sem sinalizar nenhuma espécie de mudança de rumo.

Assim como fez ontem em depoimento à Comissão de Assuntos Financeiros da Câmara, Powell enfatizou hoje que o Fed segue empenhado em recorrer às ferramentas de política monetária disponíveis "pelo tempo que for necessário para assegurar que a recuperação será tão forte quanto possível".

Powell também repetiu que considera provável que estímulos fiscais adicionais por parte do governo norte-americano devem ser necessários, uma vez que, na visão dele, a recuperação econômica norte-americana deve demorar mais tempo que o esperado.

Entretanto, prosseguiu ele, tudo o que a política monetária poderia fazer pela recuperação já foi tentado pelo Fed. "Fizemos praticamente todas as coisas que conseguimos pensar", afirmou ele aos deputados.

CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE
CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE

Os comentários vêm à tona em um momento no qual democratas e republicanos mostram-se incapazes de chegar a um acordo sobre um novo pacote de estímulo à economia norte-americana restando apenas algumas semanas para as eleições presidenciais nos EUA.

Além dos depoimentos de ontem e hoje, Powell será questionado amanhã pelos membros da Comissão de Assuntos Bancários, Habitacionais e Urbanos do Senado.

É improvável que Powell vire o disco amanhã, mas o simples fato de ele depor deve manter os investidores com um pé atrás por mais um dia pelo menos.

De qualquer modo, apesar do descontentamento dos investidores com a constatação dos limites da política monetária pelos próprios banqueiros centrais, não são esperadas correções mais abruptas nos preços dos ativos.

CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE
CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE

Afinal, na avaliação de analistas de mercado, a liquidez abundante despejada pelos bancos centrais segue em cena e não deve ser drenada tão cedo.

Também não há nenhum sinal claro de mudança de cenário nem de reversão de tendência em meio a uma acomodação do mercado financeiro ao ritmo da recuperação econômica global.

IRB e Localiza destacam-se com altas expressivas

Apesar do clima generalizado de aversão ao risco, os papéis da IRB e da Localiza destacaram-se com altas consideráveis no Ibovespa em meio a um mar de pontinhos vermelhos na tela da B3.

As ações ON da IRB Brasil figuraram entre as altas mais expressivas do índice pelo segundo dia seguido depois de a resseguradora ter reportado prejuízo líquido de R$ 62,4 milhões no mês de julho, de acordo com dados prévios e não auditados.

CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE
CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE

Mais uma vez, o resultado foi afetado pela revisão do portfólio de contratos da empresa. Sem este impacto, porém, a IRB teria apresentado lucro líquido de R$ 36 milhões.

Os papéis ON da Localiza e da Unidas também apresentaram ganhos robustos hoje depois de a proposta de união entre as duas empresas ter sido bem recebida pelo mercado. Um eventual acordo poderá resultar no formação de um dos maiores players globais do segmento.

Confira a seguir as cinco maiores altas e baixas do dia entre os componentes do Ibovespa.

MAIORES ALTAS

CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE
CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE
  • Localiza ON (RENT3) +13,97%
  • IRB Brasil ON (IRBR3) +9,57%
  • Vale ON (VALE3) +2,23%
  • Azul PN (AZUL4) +1,83%
  • CVC ON (CVCB3) +0,99%

MAIORES BAIXAS

  • Braskem PN (BRKM5) -6,18%
  • Totvs ON (TOTS3) -4,54%
  • PetroRio ON (PRIO3) -4,52%
  • Lojas Renner ON (LREN3) -4,41%
  • Ultrapar ON (UGPA3) -4,32%

Juro sobe acompanhando o dólar

Assim como o dólar, os contratos de juros futuros fecharam em alta, próximos das máximas da sessão.

As taxas de DI acompanharam em grande medida o movimento do mercado de câmbio.

Ao mesmo tempo, os investidores buscaram antecipar-se ao leilão de títulos prefixados previsto para amanhã.

CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE
CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE

Confira as taxas negociadas de alguns dos principais contratos negociados na B3:

  • Janeiro/2022: de 2,920% para 2,970%;
  • Janeiro/2023: de 4,350% para 4,450%;
  • Janeiro/2025: de 6,300% para 6,430%;
  • Janeiro/2027: de 7,260% para 7,400%.

CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE
CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE

COMPARTILHAR

Whatsapp Linkedin Telegram
SOB TENSÃO

Petróleo a US$ 100? O que a escalada das tensões no Oriente Médio significa para o mercado — e para a Petrobras (PETR4)

28 de fevereiro de 2026 - 13:21

Se o risco virar escassez real, o barril pode mudar de patamar; entenda os três fatores que o mercado monitora e o possível efeito sobre a Petrobras

DEU RUIM?

Ação da Cosan (CSAN3) cai 5% após Fitch rebaixar a empresa com perspectiva negativa

27 de fevereiro de 2026 - 18:24

A agência de classificação de risco não descarta novos rebaixamentos para a Cosan (CSAN3) e a ação liderou as quedas do Ibovespa nesta sexta (27)

BALANÇO DESAPONTOU?

Ex-Eletrobras, Axia (AXIA3) cai no Ibovespa apesar de ter dobrado o lucro líquido ajustado no 4T25: o que desanimou o mercado?

27 de fevereiro de 2026 - 15:01

Apesar da queda de 2,7% após o balanço do 4º trimestre de 2025, analistas recomendam compra para as ações da Axia (AXIA3)

VEJA O QUE FALTA ATÉ LÁ

O maior IPO reverso da história da B3: quando a Bradsaúde vai começar a ser negociada na bolsa?

27 de fevereiro de 2026 - 13:55

Em até 60 dias, a Bradsaúde pode estrear na B3 — mas antes precisa passar por assembleias decisivas, concluir a reorganização societária e obter o aval da ANS e da CVM

EXPECTATIVA VERSUS REALIDADE

Onda de IPOs está voltando? Diretor do BR Partners (BRBI11) vê mercado ‘tentando acreditar’ na reabertura da janela

27 de fevereiro de 2026 - 13:12

Retomada das ofertas ainda enfrenta incertezas, diz Vinicius Carmona ao Money Times; entenda o que falta para o caminho abrir de vez

DE VENDA PARA NEUTRO

BB Investimentos eleva recomendação da Copasa (CSMG3), mas alerta: alta na ação vem da expectativa pela privatização, não do desempenho operacional

27 de fevereiro de 2026 - 10:17

O novo preço-alvo para a empresa de saneamento tem uma projeção de queda de 41,95% no valor da ação em relação ao último fechamento

ATENÇÃO, INVESTIDOR

A bolsa vai mudar de horário — confira o novo cronograma de negociação da B3 a partir de 9 de março

26 de fevereiro de 2026 - 14:01

Mudança afeta ações, opções e contratos futuros de índice após o fim do horário de verão no exterior

'OPORTUNIDADE DOURADA'

Com potencial de alta de 23% em 2026, Aura Minerals (AURA33) é o pote de ouro da carteira do JP Morgan; entenda

25 de fevereiro de 2026 - 18:32

Analistas afirmam que a Aura Minerals é uma ‘oportunidade dourada’ graças à exposição ao ouro, ao crescimento acelerado e forte geração de caixa

BTG SUMMIT 2026

‘Experimentem, vocês vão viciar’: mercado de ETFs pode chegar a R$ 1 trilhão no Brasil em alguns anos, dizem gestores

25 de fevereiro de 2026 - 17:46

Em painel no BTG Summit, especialistas falam sobre o crescimento dos ETFs no Brasil e as diferenças desses ativos para os demais investimentos

CHEGA AOS 250 MIL?

Tem espaço para mais: Ibovespa pode chegar aos 200 mil pontos “logo logo”, diz Itaú BBA; veja previsão para Vale (VALE3) e Petrobras (PETR4)

25 de fevereiro de 2026 - 17:03

No médio prazo, o principal índice da bolsa pode buscar os 250 mil pontos, patamar correspondente ao topo de alta de longo prazo

VENCEDORA DA TEMPORADA?

A favorita entre os frigoríficos: JBS (JBSS32), Minerva (BEEF3) ou MBRF (MBRF3)? BTG diz o que esperar do 4T25 e dá o veredito

25 de fevereiro de 2026 - 15:41

Analistas dizem quais são as expectativas para o balanço de cada um dos frigoríficos com os efeitos do mercado chinês, ciclo do frango e estoques

HORA DE COMPRAR?

Mercado Livre (MELI34): ação cai 10% após 4T25, mas isso não significa que a empresa está no caminho errado. O que explica o movimento?

25 de fevereiro de 2026 - 14:38

Investimentos para defender liderança pressionam margens e derrubam as ações na Nasdaq, mas bancos veem estratégia acertada e mantêm recomendação de compra, com potencial de alta relevante

BALANÇO 4T25

Mercado Livre (MELI34) tem lucro menor no 4T25, mas frete grátis ‘mostra a que veio’ no Brasil; veja os números

24 de fevereiro de 2026 - 18:54

A plataforma registrou lucro líquido de US$ 559 milhões, abaixo das expectativas do mercado e 12,5% menor do que o mesmo período de 2024. No entanto, frete gratis impulsionou vendas no Brasil, diante das preocupações do mercado, mas fantasma não foi embora

ESFRIOU NA BOLSA

Ação da dona da Brastemp cai mais de 14%: o que derrubou os papéis da americana Whirlpool (WHR)?

24 de fevereiro de 2026 - 17:22

Empresa de eletrodomésticos tem planos de recapitalização que chegam a US$ 800 milhões, mas não foram bem aceitos pelo mercado

ESTRATÉGIA DO GESTOR

O Ibovespa ficou caro demais? Gestores se mostram cautelosos e passam longe de Vale (VALE3) e Petrobras (PETR4); saiba onde eles estão investindo

24 de fevereiro de 2026 - 14:32

Relatório do BTG mostra a mudança na percepção dos gestores sobre o Ibovespa de novembro para fevereiro

MERCADOS HOJE

O Taco voltou: investidores ignoram tarifas de Trump — Ibovespa vai às máximas históricas e Nova York também avança

24 de fevereiro de 2026 - 13:49

Medida anunciada por Donald Trump havia provocado forte queda na véspera, mas ações de tecnologia e melhora do humor externo sustentam os mercados

DEU RUIM?

PicPay (PICS) desaba 18% desde o IPO: cilada ou oportunidade de compra? Citi dá o veredito

23 de fevereiro de 2026 - 18:12

Gestor explica o que derrubou as ações da fintech após o IPO na Nasdaq, e o banco Citi diz se é hora de se posicionar nos papéis

SEM SINAL

Subiu no telhado? Acordo com a Claro fica travado e ação da Desktop (DESK3) chega a cair mais de 22%

23 de fevereiro de 2026 - 17:29

Segundo fontes, os papéis da provedora de internet caíram forte na bolsa nesta segunda-feira (23) por sinais de que a venda para a Claro pode não sair; confira o que está barrando a transação

O MELHOR DO SEU DINHEIRO

O capitão que mudou a rota do Bradesco (BBDC4), as novas tarifas de Trump e o que mais você precisa saber hoje

23 de fevereiro de 2026 - 8:32

Em entrevista exclusiva, o CEO do Bradesco, Marcelo Noronha, detalha o que já realizou no banco e o que ainda vem pela frente

DESCONTO E POTENCIAL DE ALTA

Dividend yield de 16%: por que este fundo imobiliário chamou a atenção do BTG

22 de fevereiro de 2026 - 17:37

Ganhos não recorrentes do fundo sustentem proventos na casa de R$ 0,12 por cota até o fim do primeiro semestre de 2026 (1S26), DY de quase 16%

Menu

Usamos cookies para guardar estatísticas de visitas, personalizar anúncios e melhorar sua experiência de navegação. Ao continuar, você concorda com nossas políticas de cookies

Fechar