O SD Select é uma área de conteúdos extras selecionados pelo Seu Dinheiro para seus leitores.
Esse espaço é um complemento às notícias do site.
Recurso Exclusivo para
membros SD Select.
Gratuito
O SD Select é uma área de conteúdos extras selecionados pelo Seu Dinheiro para seus leitores.
Esse espaço é um complemento às notícias do site.
Você terá acesso DE GRAÇA a:
Dólar passou voando pela marca de R$ 5,50 e por pouco não bateu R$ 5,60; Ibovespa acompanhou sinal negativo vindo de Wall Street e perdeu piso de 96 mil pontos
O dólar roubou a cena na B3 pelo segundo dia seguido. A moeda norte-americana apreciou-se ante praticamente todas as demais divisas nesta quarta-feira em mais um dia no qual, na dúvida, os investidores fugiram correndo para as verdinhas.
A ausência de sinalização sobre novos estímulos monetários pesa sobre os mercados financeiros em um momento no qual dirigentes do Federal Reserve Bank (Fed, o banco central norte-americano) cobram medidas de estímulo econômico por parte do governo dos Estados Unidos em meio a alegações de que a política monetária já esgotou sua contribuição com a recuperação econômica global.
No que diz respeito ao real, já são quatro sessões seguidas de alta do dólar, que hoje nem tomou conhecimento da fronteira psicológica de R$ 5,50 e por pouco não foi parar na casa dos R$ 5,60. A moeda norte-americana encerrou o dia em alta de 2,15%, cotada a R$ 5,5869, bem perto das máximas do dia.
Quando iniciou sua mais recente escalada, na sexta-feira passada, o dólar encontrava-se a R$ 5,23. Nas últimas quatro sessões, a moeda norte-americana acumula alta de 6,7% em relação ao real.
Além de catalisar o movimento de aversão ao risco em meio às persistentes incertezas destes tempos de pandemia, o dólar contou hoje com a ajuda do Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo-15 (IPCA-15), o indicador preliminar oficial do IBGE para a inflação ao consumidor, para dar mais uma surra no real.
O IPCA-15 acelerou-se a 0,45% em setembro, de 0,23% em agosto. No acumulado de 12 meses até setembro, o IPCA-15 registrou alta de 2,65%, ante 2,28% no mês anterior.
Leia Também
A expectativa era de um avanço de 2,59% em 12 meses, mas o resultado permanece confortavelmente abaixo do centro da meta de inflação para este ano (4%, com margem de 1,5 ponto percentual para mais ou menos).
“O descompasso entre a interpretação do Bacen exposta na ata do Copom e a inflação elevada sinalizada pelos preços no varejo pressionou ainda mais o dólar em meio a expectativas no mercado financeiro de uma mudança na estratégia de juros baixos”, avaliou Alessandro Faganello, analista de câmbio da Advanced Corretora.
Na ata divulgada ontem, o Comitê de Política Monetária (Copom) do Banco Central advertiu que a inflação tende a aumentar no curto prazo como parte de um efeito transitório da alta dos alimentos, mas isso não deve ter impacto sobre o nível geral de preços na economia.
Assim como ocorreu no mercado de câmbio, a falta de sinais de estímulo monetário adicional prevaleceu sobre o Ibovespa, mantendo o principal índice de ações da B3 sem forças para reagir ao longo de toda a quarta-feira.
Pela manhã, os investidores mostraram-se incomodados diante da perspectiva de apresentação, por líderes do governo no Congresso, de uma proposta para a criação de um tributo sobre transações digitais nos moldes da extinta CPMF.
No início da tarde, a bolsa brasileira até ensaiou uma reação, mas a queda das ações em Wall Street em meio à bateria de testemunhos do presidente do Fed perante o Congresso dos Estados Unidos manteve o Ibovespa sob pressão.
Mais perto do fim do pregão, um recuo mais acentuado das ações de tecnologia e de serviços de comunicação negociadas em Nova York aprofundou a queda do Ibovespa, que perdeu novamente o piso de 96 mil pontos, fechando em queda de 1,60%, aos 95.734,82 pontos.
Em Wall Street, o índice Dow Jones recuou 1,92%, o S&P-500 caiu 2,37% e o Nasdaq devolveu 3,02%.
O fato é que o Ibovespa dá sinais de que o fôlego para a recuperação observada nos últimos meses está próximo do fim depois de os bancos centrais terem sinalizado recentemente que a contribuição da política monetária para fazer frente à crise provocada pela pandemia estaria perto de seu limite.
“Sem liquidez adicional, a bicicleta não anda”, comentou um operador de derivativos.
Os investidores seguiram atentos hoje à bateria de testemunhos do presidente do Fed perante o Congresso dos Estados Unidos em meio a reiteradas advertências de que a política monetária teria encontrado seu limite no combate à crise.
Hoje, Powell testemunhou perante a subcomissão da Câmara dos Representantes para o combate à pandemia sem sinalizar nenhuma espécie de mudança de rumo.
Assim como fez ontem em depoimento à Comissão de Assuntos Financeiros da Câmara, Powell enfatizou hoje que o Fed segue empenhado em recorrer às ferramentas de política monetária disponíveis "pelo tempo que for necessário para assegurar que a recuperação será tão forte quanto possível".
Powell também repetiu que considera provável que estímulos fiscais adicionais por parte do governo norte-americano devem ser necessários, uma vez que, na visão dele, a recuperação econômica norte-americana deve demorar mais tempo que o esperado.
Entretanto, prosseguiu ele, tudo o que a política monetária poderia fazer pela recuperação já foi tentado pelo Fed. "Fizemos praticamente todas as coisas que conseguimos pensar", afirmou ele aos deputados.
Os comentários vêm à tona em um momento no qual democratas e republicanos mostram-se incapazes de chegar a um acordo sobre um novo pacote de estímulo à economia norte-americana restando apenas algumas semanas para as eleições presidenciais nos EUA.
Além dos depoimentos de ontem e hoje, Powell será questionado amanhã pelos membros da Comissão de Assuntos Bancários, Habitacionais e Urbanos do Senado.
É improvável que Powell vire o disco amanhã, mas o simples fato de ele depor deve manter os investidores com um pé atrás por mais um dia pelo menos.
De qualquer modo, apesar do descontentamento dos investidores com a constatação dos limites da política monetária pelos próprios banqueiros centrais, não são esperadas correções mais abruptas nos preços dos ativos.
Afinal, na avaliação de analistas de mercado, a liquidez abundante despejada pelos bancos centrais segue em cena e não deve ser drenada tão cedo.
Também não há nenhum sinal claro de mudança de cenário nem de reversão de tendência em meio a uma acomodação do mercado financeiro ao ritmo da recuperação econômica global.
Apesar do clima generalizado de aversão ao risco, os papéis da IRB e da Localiza destacaram-se com altas consideráveis no Ibovespa em meio a um mar de pontinhos vermelhos na tela da B3.
As ações ON da IRB Brasil figuraram entre as altas mais expressivas do índice pelo segundo dia seguido depois de a resseguradora ter reportado prejuízo líquido de R$ 62,4 milhões no mês de julho, de acordo com dados prévios e não auditados.
Mais uma vez, o resultado foi afetado pela revisão do portfólio de contratos da empresa. Sem este impacto, porém, a IRB teria apresentado lucro líquido de R$ 36 milhões.
Os papéis ON da Localiza e da Unidas também apresentaram ganhos robustos hoje depois de a proposta de união entre as duas empresas ter sido bem recebida pelo mercado. Um eventual acordo poderá resultar no formação de um dos maiores players globais do segmento.
Confira a seguir as cinco maiores altas e baixas do dia entre os componentes do Ibovespa.
MAIORES ALTAS
MAIORES BAIXAS
Assim como o dólar, os contratos de juros futuros fecharam em alta, próximos das máximas da sessão.
As taxas de DI acompanharam em grande medida o movimento do mercado de câmbio.
Ao mesmo tempo, os investidores buscaram antecipar-se ao leilão de títulos prefixados previsto para amanhã.
Confira as taxas negociadas de alguns dos principais contratos negociados na B3:
Para o BBA, as preocupações com a alavancagem têm pressionado o desempenho da CSN. No ano, a CMIN3 caiu 7%, enquanto a Vale (VALE3) subiu 20%
Por contarem com ativos de crédito e de tijolo na carteira, os Fundos de Fundos tendem a ter portfólios mais defensivos em momentos de instabilidade, segundo gestora
A fabricante de carros elétricos aumentou o plano de aportes para US$ 25 bilhões neste ano, com foco em robotáxis, robôs humanoides, caminhão elétrico e fábrica de chips de inteligência artificial
A Iguatemi (IGTI11) atualizou, na noite de quarta-feira (22), os dividendos que serão pagos ao longo de 2026
Quer investir como um magnata? O segredo está na diversificação inteligente e no patrimônio integrado; confira as lições da Ghia para preservar capital mesmo em tempos de guerra
O Bank of America elevou o alvo para o Ibovespa em 2026, mas lembra que o rali é carregado por gigantes da bolsa brasileira e pelo fluxo aumentado de estrangeiros fazendo negócios por aqui
Em algumas empresas, os programas híbridos e presenciais devem absorver parte das quedas de matrículas do ensino à distância
O temor de que o grande acordo prometido pelo presidente norte-americano não saia do papel — dando lugar à prontidão militar — fez os investidores apertarem o botão de venda
A notícia de que as conversas entre Washington e Teerã estariam suspensas chegou minutos antes do fechamento, funcionando como um gatilho para ampliar as perdas
Para analistas, fundo imobiliário de CRIs combina perfil defensivo, IPCA e gestão forte para entregar renda consistente em cenário incerto
Apesar do fluxo bilionário para o Ibovespa, uma bolsa na Ásia já disparou mais de 50% no ano e lidera o ranking global entre os emergentes
Com cripto operando 24/7 lá fora, mudança busca aproximar o investidor local do ritmo global do mercado; veja o que muda na prática
Escalada das tensões reacende temor sobre oferta da commodity e pressiona ativos globais na abertura da semana; veja o que mexe com os mercados hoje
A posição do Brasil no contexto geopolítico, de guerra e pressão inflacionária, favorece a entrada de mais investidores globais nos próximos meses
O índice das ações medianas não entrou no apetite dos estrangeiros e, sem os locais, os papéis estão esquecidos na bolsa
Embora o banco veja bons resultados para a companhia, há outras duas ações do setor de saúde que são as preferidas para investir
Conhecido como “discípulo de Warren Buffet”, ele reforça que o modelo da Pershing Square se baseia em investir no longo prazo em poucas empresas de alta qualidade, com forte geração de caixa e vantagens competitivas duráveis
O cessar-fogo no Líbano e a abertura do Estreito de Ormuz pelo Irã derrubaram o petróleo, que já chegou a cair 14% nesta sexta-feira (17), e mexeu com as bolsas aqui e lá fora
Com as aquisições, o XPLG11 passa a ter um patrimônio líquido de aproximadamente R$ 5,4 bilhões, distribuído em 31 empreendimentos
O fundo imobiliário está a caminho de aumentar ainda mais o portfólio. A gestora vem tentando aprovar a fusão do PML11 com o RBR Malls FII