O SD Select é uma área de conteúdos extras selecionados pelo Seu Dinheiro para seus leitores.
Esse espaço é um complemento às notícias do site.
Recurso Exclusivo para
membros SD Select.
Gratuito
O SD Select é uma área de conteúdos extras selecionados pelo Seu Dinheiro para seus leitores.
Esse espaço é um complemento às notícias do site.
Você terá acesso DE GRAÇA a:
O dólar à vista terminou a semana a R$ 4,99, indo ao menor nível desde 26 de março, enquanto o Ibovespa cravou a sexta alta seguida e voltou ao patamar de 94 mil pontos. Entenda o que motivou toda essa onda de otimismo nos mercados
Lá pelo meio da semana, eu mandei uma mensagem para uma fonte de longa data — na ocasião, o dólar à vista rondava os R$ 5,10 e o Ibovespa girava ao redor dos 93 mil pontos. Como quem não quer nada, disse que achava estranho o rali recente dos mercados.
Mal sabia eu que a disparada da bolsa e o alívio no câmbio ainda estavam no meio do caminho: nesta sexta-feira (5), a moeda americana caiu mais 2,73%, cotada a R$ 4,9909 — a divisa não terminava uma sessão abaixo dos R$ 5,00 desde 26 de março.
No mercado de ações, a movimentação foi ainda mais dramática: o Ibovespa cravou hoje a sexta alta consecutiva, avançando mais 0,86% e chegando aos 94.637,06 pontos, no maior nível desde 6 de março. Somente nesta semana, o índice acumulou ganhos de 8,28%, enquanto o dólar recuou 6,52%.
Mas, voltando à troca de mensagens do meio da semana: depois de algumas horas, ele me respondeu. E, para a minha surpresa, concordou com a minha estranheza:
"Não só você, viu... TINA e FOMO — There Is No Alternatives & Fear Of Missing Out", disse ele — algo que pode ser traduzido como "não há alternativas" e "medo de ficar de fora".
Afinal, há sim uma série de motivos que ajuda a reduzir a percepção de risco dos investidores — a reabertura das economias da Europa, os dados econômicos maus fortes que o esperado nos EUA e a calmaria no cenário político local, apenas para citar alguns. No entanto, não é possível dizer que há uma mudança estrutural que justifique essa mudança radical nos mercados.
Leia Também
Sendo assim, a grande dúvida é: o que aconteceu? Por que vimos esse desempenho tão forte dos ativos globais nos últimos dias? A resposta parece vir do grande volume de liquidez atualmente disponível no mercado — uma condição excepcional e que acaba gerando algumas distorções.
Mas, antes, vale lembrar tudo o que aconteceu na semana — e que deu suporte para a visão mais otimista dos agentes financeiros.
Tanto no Brasil quanto no exterior, tivemos uma série de notícias que agradaram os investidores. Na Europa, países como Itália, Espanha, França e Alemanha estão dando continuidade ao processo de reabertura econômica — e, ao menos por enquanto, tudo parece estar correndo bem, sem sinais de uma eventual segunda onda do coronavírus por lá.
Em paralelo a esse movimento gradual de normalização, há a divulgação de dados econômicos não tão ruins quanto o projetado pelo mercado. É claro que o nível de atividade global ainda está bastante debilitado, mas, ainda assim, qualquer surpresa positiva no front dos indicadores é motivo de comemoração.
Esses dois fatores, combinados, indicam para uma mesma direção: a de uma eventual retomada da economia do mundo num ritmo mais rápido que o inicialmente esperado. E mesmo os sinais vindos da China — país que enfrentou o pico da Covid-19 em janeiro — colaboram com essa percepção, já que, por lá, a atividade também tem se recuperado.
Nesse sentido, um dado divulgado nesta sexta-feira foi particularmente animador: o surpreendente número do payroll, o relatório de emprego dos EUA. Enquanto a previsão dos analistas era de fechamento de mais de 8 milhões de vagas, foram criadas 2,509 milhões postos em maio. A taxa de desemprego caiu de 14,7% em abril para 13,3%.
Mesmo com a alta taxa de desocupação, o número surpreendente demonstra força por parte da economia americana durante o processo de retomada das atividades pós-coronavírus. No Twitter, o presidente Donald Trump comemorou os números:
"Eu estou chocado. Nunca vi números assim, e eu tenho feito isso nos últimos 30 anos", escreveu o presidente americano, num dos diversos tuítes comemorando os números do mercado de trabalho do país.
E se é verdade que, no exterior, a semana foi tranquila, é igualmente verdadeiro que, aqui dentro, também tivemos dias mais calmos. Em Brasília, governo e STF parecem ter entrado numa trégua, diminuindo a percepção de risco político.
Todos esses fatores são mais que suficientes para gerar uma reação positiva nos mercados. No entanto, é difícil acreditar que tais pontos, por si só, fariam o Ibovespa saltar mais de 8% e levariam o dólar para abaixo de R$ 5,00 em condições normais.
É aqui que entram as questões citadas pela minha fonte em nossa troca de mensagens. O curto prazo, de fato, está melhor, mas também há um fator "liquidez em excesso". Os bancos centrais injetaram dinheiro na economia para estimular a atividade nos tempos de pandemia — só que, num ambiente de juros baixos no mundo, não há grandes destinos possíveis para tais recursos.
Nos EUA, o Federal Reserve já lanço pacotes trilionários de auxílio econômico e, na Europa, o BCE não tem ficado para trás: nesta semana, a autoridade monetária do velho continente expandiu seu programa de compra emergencial de ativos; além disso, a Comissão Europeia tenta aprovar um pacote de socorro de 700 bilhões de euros.
É muito dinheiro circulando e, desta vez, num ambiente sem alternativas de retorno fácil. Assim, as bolsas acabam aparecendo como destinos naturais para quem busca alguma rentabilidade mais polpuda — e, nesta semana, com a menor aversão ao risco, houve uma forte corrida aos mercados acionários.
Tanto é que, nos EUA, o Dow Jones acumulou ganhos de 6,8% nesta semana, o S&P 500 saltou 4,91% e o Nasdaq teve alta de 3,41% — esse último, inclusive, já zerou as perdas do crash de março e tem desempenho positivo em 2020.
E, em meio ao rali, é claro que ninguém quer ficar para trás — o tal medo de ficar de fora. Um cenário que gera uma espécie de bola de neve ao contrário: ao invés de cair e arrastar tudo montanha abaixo, ela sobe e leva todos em conjunto para cima.
Esse comportamento dos mercados globais chama a atenção porque ainda há uma série de fatores de risco no horizonte. Em primeiro lugar, há a própria economia mundial, que ainda tem perspectivas muito ruins para 2020 — no Brasil, o boletim Focus já trabalha com um cenário de contração de mais de 6% do PIB neste ano.
Em segundo lugar, a pandemia do coronavírus parece controlada na Europa, mas nos EUA e no Brasil a situação é mais sensível: por aqui, a curva de contágio ainda está numa fase ascendente, com mais de mil pessoas morrendo a cada 24 horas por causa da doença.
Em terceiro, há a enorme tensão social nos EUA, com protestos em diversas cidades americanas após a morte de George Floyd — um homem negro que foi sufocado até a morte por um policial branco. Os desdobramentos desses protestos, tanto no lado político quanto no de saúde pública, ainda são desconhecidos.
E, por fim, há o noticiário doméstico: novas manifestações antifascismo foram convocadas para esse fim de semana — e, a depender da magnitude dos protestos e da intensidade de oposição ao presidente Jair Bolsonaro, é possível termos uma nova escalada nas tensões no cenário político doméstico.
A semana foi amplamente positiva nos mercados financeiros, mas fique atento: é pouco provável que esse raio caia duas vezes no mesmo lugar.
Escalada no Oriente Médio fez os preços do petróleo subirem e levou junto as petroleiras no B3; ouro terminou o dia com alta de mais de 1%, enquanto a prata caiu
Fluxo estrangeiro impulsiona a bolsa brasileira, mas resultados fracos e endividamento pesado derrubam algumas ações no mês; veja os destaques
Se o risco virar escassez real, o barril pode mudar de patamar; entenda os três fatores que o mercado monitora e o possível efeito sobre a Petrobras
A agência de classificação de risco não descarta novos rebaixamentos para a Cosan (CSAN3) e a ação liderou as quedas do Ibovespa nesta sexta (27)
Apesar da queda de 2,7% após o balanço do 4º trimestre de 2025, analistas recomendam compra para as ações da Axia (AXIA3)
Em até 60 dias, a Bradsaúde pode estrear na B3 — mas antes precisa passar por assembleias decisivas, concluir a reorganização societária e obter o aval da ANS e da CVM
Retomada das ofertas ainda enfrenta incertezas, diz Vinicius Carmona ao Money Times; entenda o que falta para o caminho abrir de vez
O novo preço-alvo para a empresa de saneamento tem uma projeção de queda de 41,95% no valor da ação em relação ao último fechamento
Mudança afeta ações, opções e contratos futuros de índice após o fim do horário de verão no exterior
Analistas afirmam que a Aura Minerals é uma ‘oportunidade dourada’ graças à exposição ao ouro, ao crescimento acelerado e forte geração de caixa
Em painel no BTG Summit, especialistas falam sobre o crescimento dos ETFs no Brasil e as diferenças desses ativos para os demais investimentos
No médio prazo, o principal índice da bolsa pode buscar os 250 mil pontos, patamar correspondente ao topo de alta de longo prazo
Analistas dizem quais são as expectativas para o balanço de cada um dos frigoríficos com os efeitos do mercado chinês, ciclo do frango e estoques
Investimentos para defender liderança pressionam margens e derrubam as ações na Nasdaq, mas bancos veem estratégia acertada e mantêm recomendação de compra, com potencial de alta relevante
A plataforma registrou lucro líquido de US$ 559 milhões, abaixo das expectativas do mercado e 12,5% menor do que o mesmo período de 2024. No entanto, frete gratis impulsionou vendas no Brasil, diante das preocupações do mercado, mas fantasma não foi embora
Empresa de eletrodomésticos tem planos de recapitalização que chegam a US$ 800 milhões, mas não foram bem aceitos pelo mercado
Relatório do BTG mostra a mudança na percepção dos gestores sobre o Ibovespa de novembro para fevereiro
Medida anunciada por Donald Trump havia provocado forte queda na véspera, mas ações de tecnologia e melhora do humor externo sustentam os mercados
Gestor explica o que derrubou as ações da fintech após o IPO na Nasdaq, e o banco Citi diz se é hora de se posicionar nos papéis
Segundo fontes, os papéis da provedora de internet caíram forte na bolsa nesta segunda-feira (23) por sinais de que a venda para a Claro pode não sair; confira o que está barrando a transação