Investidor pessoa física surpreendeu na crise, diz presidente da B3
As pessoas físicas viram na queda da Bolsa uma oportunidade de entrada, e não de retirada de seus investimentos, disse o presidente da B3, Gilson Finkelsztain

O juro baixo trouxe uma revolução para o mercado de capitais brasileiro em 2020, a despeito do baque econômico que veio com a pandemia. Um dos efeitos mais evidentes foi o crescimento do número de investidores pessoa física, que dobrou. Hoje são 3,2 milhões, que possuem R$ 424 bilhões investidos em ações. A tendência segue de crescimento.
Leia também:
- NO CELULAR: Receba comentários diários em áudio da equipe do Seu Dinheiro
- B3 quer crescer de forma orgânica, junto com mercado de capitais, diz CEO
- Os 5 benefícios da previdência privada – redução de imposto de renda em 2021 é só um deles
Para o presidente da B3, Gilson Finkelsztain, essa foi a grande surpresa positiva em meio à pandemia. "As pessoas físicas viram na queda da Bolsa (no início da pandemia) uma oportunidade de entrada, e não de retirada de seus investimentos", afirma.
Leia, a seguir, os principais trechos da entrevista:
Apesar da pandemia, de um ano de volatilidade e economia fragilizada, a bolsa brasileira bateu recorde de ofertas. O que explica?
Todo mundo esperava um ano positivo no início do ano, mas ninguém esperava essa trajetória. Eu credito esse movimento, sem dúvida, ao juro baixo. O atual patamar da Selic, definitivamente, faz as pessoas repensarem seus investimentos. Os brasileiros estavam muito acostumados ao juro de 1% ao mês, algo que era totalmente fora do normal e alijado da realidade do mundo. Esse foi o grande catalisador. Essa agora é uma tendência sem volta.
Algum outro fator?
Fora isso, tivemos o tema tecnologia, que está facilitando o investimento. Finalmente o segmento de distribuição está tomando uma certa forma. Está ficando claro que vai haver os vitoriosos desse cenário de consolidação do sistema de distribuição independente, algo capitaneado pela XP, principalmente, mas com o BTG também ganhando corpo. Esse movimento fez com que os grandes bancos também revisassem a sua forma de trabalhar. E ainda tem uma nova geração que está estudando mais investimento. Mas o que tirou o mercado da inércia foram os juros e o resto ajudou. Essa agora é uma tendência sem volta.
O número de pessoas físicas na Bolsa cresceu em todos os meses, apesar da crise. Esse comportamento era esperado?
Acho que talvez essa tenha sido a maior surpresa positiva nesse período. Estamos no início do processo de diversificação e de educação financeira, e acho que isso também ajudou no comportamento das pessoas físicas, que viram na queda da Bolsa uma oportunidade de entrada, e não de retirada de seus investimentos (após a forte queda do preço das ações no início da pandemia). As pessoas físicas colocaram mais de R$ 80 bilhões diretamente em ações. O volume e a velocidade dos investimentos foram a maior surpresa no meio da crise.
Leia Também
A Bolsa está se tornando mais democrática para empresas menores conseguirem fazer suas captações?
Definitivamente sim. Durante muito tempo se questionou sobre o porquê de as empresas médias não abrirem capital. Mas a verdade é uma só: sempre houve bons casos e boas empresas. Oferta sempre teve, mas não se tinha demanda. Não tinha demanda porque os fundos de ações não recebiam recursos e as pessoas físicas não compravam ações. O problema para as empresas médias abrirem capital no Brasil era a falta de demanda por conta de juro alto. O que vimos nesse ano foi empresas fazendo IPO de R$ 200 milhões a R$ 12 bilhões. Isso veio para quebrar paradigmas. Fora isso, também tivemos maior diversidade regional das empresas que abriram capital.
E qual é o principal risco para interromper esse crescimento do mercado?
A normalização dos juros deve ser ao redor de inflação mais 1 ponto, de 4% a 5%. Se for esse o patamar, com retomada de crescimento, continua sendo muito positivo e não vejo motivo para isso frear o desenvolvimento do mercado de capitais no ano que vem. O mercado se preocupa não é nem se teremos uma pauta arrasadora de reformas, mas se será preservada a responsabilidade fiscal, teto de gastos e equilíbrio fiscal. Na minha visão, se tiver uma combinação de equilíbrio fiscal com uma pequena agenda de reformas, que preserve teto de gastos e, principalmente, focada em concessões e privatizações, já será o suficiente para termos um ano muito bom. O maior risco é uma agenda que não garanta a preservação de inflação e juros baixos.
SETOR DE CONSTRUÇÃO
Não é MRV (MRVE3) nem Direcional (DIRR3): Itaú BBA acredita que outra ação pode valorizar até 107%
7 de setembro de 2026 - 12:17RENDA PASSIVA
Quem mais pagou dividendos em 2026? Veja o ranking das 10 maiores pagadoras no 2º trimestre
5 de setembro de 2026 - 17:45ESTRATÉGIA DO GESTOR
Nem Tesouro IPCA+, nem crédito: aposta de Stuhlberger agora está na bolsa
5 de setembro de 2026 - 12:01DOIS GIGANTES, DUAS APOSTAS
200 mil ou pé atrás? Os três elementos que decidirão os próximos meses da bolsa brasileira
4 de setembro de 2026 - 18:45ONDE INVESTIR
Onde investir em setembro? Com eleições pegando fogo e uma onda de RJs, veja onde apostar na bolsa, renda fixa, FIIs e exterior
4 de setembro de 2026 - 11:50RADAR DE FIIS
BTLG11 vai às compras e coloca galpões ocupados por Mercado Livre e Amazon no carrinho; veja detalhes da transação de R$ 959 milhões
4 de setembro de 2026 - 9:57FII DO MÊS
Mau humor do mercado deixa fundo imobiliário favorito dos analistas 15% mais barato; veja os FIIs indicados para setembro
4 de setembro de 2026 - 6:04QUAL A VISÃO PARA O FUTURO
Após saída de Steinbruch do cargo de CEO, XP faz alertas para CSN (CSNA3) e CSN Mineração (CMIN3)
3 de setembro de 2026 - 16:48AÇÃO DO MÊS
Analistas elegem Petrobras (PETR4) e Vale (VALE3) para investir em setembro; confira o ranking completo
3 de setembro de 2026 - 6:02NO OLHO DO FURACÃO
MPF denuncia fundadores da TRX por gestão fraudulenta, diz jornal; confira a resposta da gestora
2 de setembro de 2026 - 14:41CRISE CONTINUA
Citi está mais pessimista com Natura (NATU3) e rebaixa ação para venda. Por que a faxina na casa não convence o banco?
2 de setembro de 2026 - 12:45ENTREVISTA EXCLUSIVA
Multimercados em crise? CEO da Bradesco Asset vê ‘seleção natural’ e diz que uma nova onda de consolidação vem aí
1 de setembro de 2026 - 12:46FIM DA NEGOCIAÇÃO CONTÍNUA
B3 tira ação da Ambipar (AMBP3) das negociações regulares da bolsa por atraso; entenda
1 de setembro de 2026 - 10:15FRED KRUEGER ESTÁ DE VOLTA?
Kinea alerta para ‘pesadelo’ fiscal no Brasil e revela onde está buscando proteção antes das eleições
1 de setembro de 2026 - 7:08BALANÇO DO MÊS
Só deu ouro em agosto: metal precioso e ‘ouro digital’ entregaram até 25% de retorno no mês, deixando a renda fixa comendo poeira
31 de agosto de 2026 - 18:45BTG PACTUAL MACRO DAY 2026
Mercado aposta que nada vai melhorar no Brasil. É justamente por isso que gestores estão comprando renda fixa
31 de agosto de 2026 - 17:45RETOMADA À VISTA?
Mercado de capitais pode voltar a esquentar — e Itaú BBA indica esta ação para ganhar com a virada
31 de agosto de 2026 - 16:42RADAR DE FIIS
TRX dá mais um passo atrás e desiste de aquisição de cinco imóveis da Cyrela (CYRE3), incluindo prédio alugado pelo Nubank
31 de agosto de 2026 - 10:04TOUROS E URSOS #285
Nem bolsa, nem dólar: este é o ativo “à prova de balas” para atravessar as eleições 2026, segundo gestor do ASA
30 de agosto de 2026 - 11:03GRINGO COMPRA, BRASILEIRO FOGE