Menu
2020-12-16T18:25:47-03:00
Ivan Ryngelblum
Ivan Ryngelblum
Jornalista formado pela PUC-SP, com pós-graduação em Economia Brasileira e Globalização pela Fipe. Trabalhou como repórter no Valor Econômico, IstoÉ Dinheiro e Agência CMA.
planos para 2021

B3 quer crescer de forma orgânica, junto com mercado de capitais, diz CEO

Operadora da Bolsa aposta no lançamento de novos produtos e não vê grandes oportunidades de aquisições

16 de dezembro de 2020
15:27 - atualizado às 18:25
Presidente da B3, Gilson Finkelsztain, em cerimônia na sede da bolsa
Presidente da B3, Gilson Finkelsztain, em cerimônia na sede da bolsa - Imagem: Vinícius Pinheiro/Seu Dinheiro

O mercado de capitais brasileiro registrou feitos históricos em 2020. Apesar de uma pandemia sem precedentes, este foi o melhor ano para listagens iniciais de companhias desde 2007. Ele também foi marcado por um volume de negócios com ações e derivativos três vezes acima do visto nos anos anteriores.

Vista antes como uma opção de captação de recursos apenas para grandes companhias, a Bolsa atraiu empresas de diversos segmentos e tamanhos. Espaço dominado por investidores qualificados, o mercado de capitais começou a ver um crescimento na quantidade de pessoas físicas comprando e vendendo ações.

Os dados são positivos, mas nosso mercado de capitais ainda tem muito a evoluir. E é nesse processo de maturação que a B3 aposta para crescer suas operações e resultados, por meio do lançamento de novos produtos. Trata-se de uma estratégia que guia os negócios desde 2017, quando a BM&FBovespa e a Cetip se uniram e surgiu a B3, e que ela pretende perseguir com mais intensidade em 2021.

“A tendencia continua sendo a mesma. Existe potencial muito grande de crescimento do mercado brasileiro”, disse Gilson Finkelsztain, CEO da B3, durante encontro com a imprensa nesta quarta-feira (16). “É o início de uma jornada de crescimento do mercado de ações e do mercado de crédito, que ainda vão se desenvolver muito. Temos muita coisa para avançar na agenda de produtos e em volumes. A gente está muito dedicado a isso.”

Finkelsztain falou que o foco é continuar diversificando o cardápio de produtos em 2021, citando áreas como energia, seguros e crédito imobiliário. Grandes aquisições não estão no radar da B3 no momento, embora ela esteja sempre atenta a parcerias e incorporações menores.

“A maior parte do crescimento viria de crescimento orgânico, com desenvolvimento de produtos, mas a gente fica atento a oportunidades de crescimento inorgânicas em áreas que façam sentido a companhia atuar”, afirmou. “Não vemos uma grande aquisição transformacional no nosso segmento de atuação.”

Mais empresas e mais investidores

O CEO da B3 disse que as perspectivas para o mercado de capitais em 2021 são muito positivas, com o fim da pandemia aparecendo no horizonte e o excesso de liquidez pelo mundo colocado dinheiro no bolso dos investidores.

No Brasil, a expectativa de que os juros permanecerão em patamares historicamente baixos abre espaço para mais empresas realizarem ofertas públicas iniciais de ações (IPO, na sigla em inglês). Este cenário, combinado com a profusão de plataformas de investimentos e de educação financeira, deve atrair mais pessoas para a Bolsa.

Apesar do otimismo, Finkelsztain pontou que existem incertezas para a concretização deste cenário, a maioria vindo do mundo político. Para ele, o governo e o Congresso precisam deixar claro o compromisso com as reformas estruturais e a contenção dos gastos públicos, de modo que as condições de investimentos permaneçam positivas.

“A maior preocupação que o mercado tem é preservar os ganhos passados que o mercado de capitais teve até aqui, principalmente a inflação sob controle, para que os juros permaneçam baixos para o nosso histórico”, disse.

Comentários
Leia também
OS MELHORES INVESTIMENTOS NA PRATELEIRA

Garimpei a Pi toda e encontrei ouro

Escolhi dois produtos de renda fixa para aplicar em curto prazo e dois para investimentos mais duradouros. Você vai ver na prática – e com a translucidez da matemática – como seu dinheiro pode render mais do que nas aplicações similares dos bancos tradicionais.

economia circular

Enjoei planeja ampliar acordos com grandes marcas, diz CEO

Empresa, que já tem parceira com a C&A, quer tornar a experiência de compra e venda de itens usados “menos pensada”; papéis já subiram 60% desde IPO

executivo dos sonhos

Otimismo toma conta de investidores da BR Distribuidora com chegada de ex-CEO da Eletrobras

Trabalho feito pelo executivo na Eletrobras anima investidor quanto às perspectivas futuras da distribuidora de combustíveis

Mercado de capitais

Caixa terá “foco total” no IPO de cinco subsidiárias na B3, incluindo o banco digital

Banco público quer levar para a bolsa as unidades de seguros, cartões, fundos, loterias e o recém criado banco digital, segundo o presidente da Caixa, Pedro Guimarães

Prévias

XP Inc. atinge R$ 660 bilhões em ativos sob custódia e 2,8 milhões de clientes em 2020

Ativos sob custódia cresceram 61% em relação a 2019, com captação líquida de R$ 198 milhões e valorização de mercado de R$ 53 milhões

Exile on Wall Street

Vendo Monza 2.0, única dona

Era descolado ter um Monza quando ele chegou ao Brasil. Mas seria ridículo ter um Monza ainda hoje. E tudo bem. O Monza continua com sua marca na história do mercado automobilístico brasileiro.

Carregar mais notícias
Carregar mais notícias
Fechar
Menu

Usamos cookies para guardar estatísticas de visitas, personalizar anúncios e melhorar sua experiência de navegação. Ao continuar, você concorda com nossas políticas de cookies