Recurso Exclusivo para
membros SD Select.

Gratuito

O SD Select é uma área de conteúdos extras selecionados pelo Seu Dinheiro para seus leitores.

Esse espaço é um complemento às notícias do site.

Você terá acesso DE GRAÇA a:

  • Reportagens especiais
  • Relatórios e conteúdos cortesia
  • Recurso de favoritar notícias
  • eBooks
  • Cursos
Felipe Saturnino

Felipe Saturnino

Graduado em Jornalismo pela USP, passou pelas redações de Bloomberg e Estadão.

forte alta

Ibovespa deixa NY de lado e sobe acima dos 105 mil puxado por pesos-pesados

Investidores vendem ações ligadas ao setor de tecnologia e compram papéis da “economia tradicional”, impulsionando bancos e Petrobras; principal índice da bolsa brasileira acumula alta de 12% em novembro. Dólar fica no zero a zero em nova sessão volátil

Felipe Saturnino
Felipe Saturnino
10 de novembro de 2020
19:04 - atualizado às 19:09
Foguete voando na frente da bolsa; Ibovespa em alta
Montagem com foguete decolando na frente da sede da B3. - Imagem: Montagem Andrei Morais / Shutterstock

O Ibovespa teve mais uma sessão daquelas nesta terça-feira (10) — para não perder o costume do que tem sido este novembro.

CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE
CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE

O índice de ações ignorou completamente o andar da carruagem em Nova York, que teve um dia de desempenhos mistos de suas bolsas, e fechou marcando uma alta vigorosa.

No fim da sessão, o Ibovespa marcava avanço de 1,5%, aos 105.070 pontos. Só neste mês, o principal índice acionário da B3 disparou 12% (lembrando que, até agora, novembro teve apenas seis pregões). Como resultado, alcançou o maior patamar de fechamento desde 29 de julho — na ocasião, o índice fechou a sessão nos 105.605 pontos.

Qual é a explicação para um desempenho tão forte, depois que o fôlego em Nova York parece ter se esgotado? Duas palavras — que inclusive ajudaram a pôr o Ibovespa no patamar de 100 mil pontos em outubro — bastam para justificar: Petrobras e bancos.

Essas empresas possuem grande participação no índice: só as ações da Petrobras representam 9% da composição da carteira, enquanto os bancos são 15%.

CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE
CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE

A leitura de analistas é que houve um novo movimento de "rotação setorial" no Ibovespa.

Leia Também

Isto significa que, diante da perspectiva de vacina contra o coronavírus, os investidores se desfazem de papéis de grandes ganhadoras da pandemia (como do setor de tecnologia) e migram para ações que estão defasadas (como de bancos ou ligadas a commodities, como a Petrobras, e de transportes).

A vacina, pois, encerraria a necessidade de quarentenas rígidas e revigoraria a economia, trazendo-a de novo ao que nos habituávamos, algum tempo atrás, de chamar "normal" — beneficiando esses setores, que demoraram a iniciar uma recuperação de preços.

"Com essa rotação setorial, agora estão sofrendo deterioração nas bolsas as empresas de tecnologia", diz André Querne, sócio-diretor da gestora Rio Gestão. "Nos últimos 8 meses, o mercado tinha se concentrado nessas empresas, que as foram vencedoras com a pandemia."

CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE
CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE

Destaques da bolsa

As ações da Petrobras terminaram a sessão do Ibovespa entre as maiores altas do índice acionário.

Os papéis refletiram os preços do barril de petróleo Brent no mercado internacional, que subiram com base na notícia da eficácia da vacina da Pfizer de ontem — estimulando que os agentes financeiros voltassem a comprar ações de empresas do setor.

"Petrobras estava muito defasada, já tinha potencial de alta grande, mas dependia da commodity para reagir", diz Querne.

Outros destaques da sessão foram os bancos, cujos papéis se encontram em forte queda acumulada no ano — entre os grandes bancos, a ação que menos caiu em 2020 foi do Itaú (-20%).

CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE
CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE

Hoje, os papéis Bradesco PN (BBDC4) dispararam 6,45%, os Banco do Brasil ON (BBAS3), 5,1%, e os Itaú PN (ITUB4), 4,5%.

Outra gigante no índice, a Ambev também foi destaque de alta, encerrando a sessão entre os cinco maiores ganhos percentuais.

Distribuidoras de combustíveis, parte das chamadas empresas de valor — com receita estável e alto rendimento de dividendos —, também foram beneficiadas hoje com a migração de recursos de setores que se destacaram em meio ao coronavírus para os setores prejudicados, segundo o gestor de ações da Infinity Asset, Victor Hasegawa.

As ações BRF ON (BRFS3) ficaram entre os grandes destaques positivos desta terça, subindo 5,95%, após a empresa divulgar um lucro maior do que o esperado por analistas, de R$ 218,7 milhões, no balanço de ontem.

CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE
CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE

O BTG Pactual avaliou, em relatório, que o resultado trimestral foi melhor do que o esperado em razão das margens da operação no Brasil e reconheceu uma forte geração de fluxo de caixa livre da BRF.

A recomendação do BTG para o papel BRF ON (BRFS3), que avança forte hoje, é neutra até haver mais confiança acerca da BRF poder superar os desafios no mercado de aves, além de alguma normalização do consumo no Brasil.

Veja as maiores altas do índice hoje:

CÓDIGOEMPRESAPREÇO (R$)VARIAÇÃO
UGPA3Ultrapar ON             21,70 8,45%
PETR3Petrobras ON             23,64 7,95%
SANB11Santander Brasil units             36,84 7,66%
ABEV3Ambev ON             15,21 6,96%
PETR4Petrobras PN             23,08 6,80%

Ações das empresas vencedoras, do e-commerce, então, muito ligadas ao desempenho do índice de ações de tecnologia Nasdaq, também sofreram perdas fortes hoje — foram os casos de B2W e Magazine Luiza. Você pode conferir uma análise sobre o balanço de Magalu e o desempenho das ações nesta matéria.

CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE
CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE

"A rotação setorial não tira a característica de vencedores dessas empresas, que deverão trazer alegrias nos próximos anos, mas elas sofrem com essa migração de recursos", diz Querne, da Rio Gestão.

As companhias de siderurgia também ficaram entre as maiores quedas do Ibovespa hoje. "Siderúrgicas vinham muito bem, mas hoje houve uma realização de lucro com esses papéis para comprar ações de setores que ficaram para trás", diz Hasegawa, da Infinity Asset.

Os papéis Embraer ON (EMBR3) caíram mais de 1% hoje no índice, após a fabricante de aviões registrar um prejuízo maior na comparação anual. Você pode conferir mais dos balanços que mexem os mercados neste compilado do Seu Dinheiro.

Veja as principais quedas do índice:

CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE
CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE
CÓDIGOEMPRESASPREÇO (R$)VARIAÇÃO
BTOW3B2W ON             73,07 -8,31%
TOTS3Totvs ON             27,37 -6,81%
GGBR4Gerdau PN             20,83 -5,32%
MGLU3Magazine Luiza ON             25,22 -4,65%
CSNA3CSN ON             20,01 -4,49%

Nova York sem fôlego tem nova queda forte do Nasdaq

E a chamada migração de tecnologia que impactou o setor de e-commerce no Ibovespa encontrou o efeito primordial no Nasdaq, que reúne as gigantes da tecnologia.

O índice caiu forte mais uma vez: fechou o dia em baixa de 1,4% — destoando dos movimentos vistos nos outros principais índices americanas. O S&P 500, que teve uma sessão de lado, terminou caindo 0,14%, e o Dow Jones subiu 0,9%.

Hoje, os papéis da Amazon operam em forte baixa, de 3,5%, atraindo a atenção especial dos investidores com uma questão jurídica.

O principal órgão antitruste da União Europeia acusa a "big tech" de distorcer injustamente o mercado de varejo online e utilizar dados privados de vendedores independentes, coletados em sua plataforma, para competir contra eles.

CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE
CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE

Os principais índices da Europa, em praças como Londres, Paris e Frankfurt, continuaram em desempenho positivo e registraram altas de ao menos 0,55% hoje.

Dólar sem direção, juros para cima

O dólar teve mais uma sessão sem direção clara e terminou perto do zero a zero.

A moeda iniciou a sessão em queda e virou de sinal, depois retomando uma baixa. No fim da sessão, a moeda virou mais uma vez para fechar praticamente estável, em alta de 0,02%, cotado aos R$ 5,3930.

De novo, os fatores locais voltaram a pesar — eles haviam ficado de lado nas sessões da semana passada, quando o dólar caiu embalado pela perspectiva de menos protecionismo de Joe Biden na presidência dos Estados Unidos, com maior atenção ao comércio global.

CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE
CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE

"Existe a esperança da vacina e a vitória do Biden, mas também existem os nossos problemas fiscais de sempre, que limitam a queda, e não tem nenhuma novidade nessa frente, é mais do mesmo", diz Alessandro Faganello, operador de câmbio da Advanced Corretora.

"Isso contribui para essa volatilidade — ainda temos muito o que ver no front das reformas", afirma Faganello.

Os juros futuros dos depósitos interbancários, por sua vez, fecharam em leve alta.

Pela manhã, as taxas já se mantinham em leve avanço, em um dia de realização de leilão do Tesouro, que vendeu títulos públicos NTN-Bs. Eventualmente, no entanto, passaram a operar em queda, seguindo o comportamento do dólar.

CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE
CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE

Os juros fecharam em alta em um dia de fala do ministro da Economia, Paulo Guedes, sobre hiperinflação.

Guedes afirmou que, sem rolagem satisfatória da dívida, o Brasil pode rumar para a hiperinflação.

"Paulo Guedes falou hoje que está um pouco insatisfeito por estar no governo há 2 anos e ainda não ter realizado nenhuma privatização", diz Leonardo Peggau, sócio e superintendente de operações da BlueTrade, a respeito do movimento das taxas de juros. "Mencionou inclusive uma alta na inflação."

Confira as taxas dos principais vencimentos:

  • Janeiro/2021: de 1,924% para 1,926%
  • Janeiro/2022: de 3,27% para 3,30%
  • Janeiro/2023: de 4,81% para 4,82%
  • Janeiro/2025: de 6,44% para 6,50%

CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE
CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE

COMPARTILHAR

Whatsapp Linkedin Telegram
REAÇÃO AO BALANÇO

Grupo Mateus (GMAT3) desaba na bolsa: o que explica a queda de quase 17% em um dia e como ficam os papéis agora?

19 de março de 2026 - 18:01

O desempenho do 4T25 frustrou as expectativas, com queda nas vendas, pressão sobre margens e aumento de despesas, reforçando a leitura de desaceleração operacional

HORA DE INVESTIR?

Lojas Renner (LREN3) pode subir até 50%: mesmo com ‘críticas’ dos investidores, XP cita 4 motivos para a varejista ser a favorita do setor

19 de março de 2026 - 14:31

XP tem recomendação de compra para Lojas Renner (LREN3) com potencial de valorização de até 50%; veja por que a ação é a preferida do varejo

OS PROBLEMAS DE SEMPRE

Hapvida (HAPV3) tem trimestre ainda pior do que a tragédia do 3T25, e futuro CEO reconhece frustração — mas traça plano para virar o jogo

19 de março de 2026 - 12:40

Mais um resultado muito fraco no 4T25, com queda de rentabilidade, queima de caixa e perda de beneficiários, expõe desafios estruturais e leva a companhia a reforçar plano focado em execução, eficiência e preservação de capital

ALÉM DO SOL E DO VENTO

Oportunidade atômica: expansão da energia nuclear no mundo abre janela para o investidor brasileiro — e BTG diz por onde você pode começar

18 de março de 2026 - 18:15

Com retornos acima de 110% desde 2024, os ETFs de energia nuclear superam o S&P 500; demanda por inteligência artificial impulsiona a tese de investimento

COMMODITIES EM ALTA

Petróleo no topo: o ETF que já sobe quase 15% no ano e deixa o Ibovespa para trás

18 de março de 2026 - 14:29

Com uma carteira composta por cerca de 40% em ações de óleo e gás, o ETF acumula uma alta de 14,94% no ano, superando o desempenho do Ibovespa, que avança 11,64% no mesmo período

TOUROS E URSOS #263

O ‘rali mais odiado’ e a escassez de ações: o que esperar do Ibovespa em meio à guerra e às eleições no segundo semestre

18 de março de 2026 - 13:48

Christian Keleti, sócio-fundador e CEO da Alphakey, avalia que o Ibovespa tem espaço para subir mais com o fluxo estrangeiro, mesmo diante do conflito no Irã

AS PREFERIDAS

Com mudanças do governo no MCMV, essas duas construtoras devem se destacar, segundo BBI

18 de março de 2026 - 11:15

Em relatório, o banco destacou que, nesse nicho, Cury (CURY3) e Tenda (TEND3) são as principais beneficiadas pelas eventuais mudanças no programa governamental

HORA DE ENCHER O CARRINHO

Queda dos papéis do Nubank (ROXO34) é música para os ouvidos do Itaú BBA: por que o banco recomenda investir nas ações do roxinho?

17 de março de 2026 - 19:51

Itaú BBA explica os três fatores que derrubaram as ações do Nubank, mas recomendam aproveitar a queda para se expor aos papéis; entenda

HORA DE COMPRAR

Usiminas (USIM5) está prestes a deslanchar? UBS BB eleva recomendação e vê espaço para alta de quase 40%

17 de março de 2026 - 19:08

Banco vê mudança estrutural no setor com medidas protecionistas e avalia que o mercado ainda não precificou totalmente o potencial de alta da siderúrgica

AÇÃO EM ALTA

Vale a pena investir? Sabesp (SBSP3) aprova R$ 583 milhões em JCP após lucro de quase R$ 2 bilhões no 4º trimestre

17 de março de 2026 - 14:00

Ações da ex-estatal de saneamento sobem após a divulgação do balanço do 4º trimestre, aumento de capital e renda extra para os acionistas

RETORNOS SUSTENTÁVEIS

Carteira ESG: B3 (B3SA3) e Motiva (MOTV3) são as favoritas dos analistas para investir agora e buscar lucros com sustentabilidade

16 de março de 2026 - 14:03

Ações da Motiva podem valorizar mais de 31%, segundo analistas do BTG Pactual; confira as indicações dos bancos e corretoras para buscar ganhos com ações ligadas a ESG

NO RADAR DO INVESTIDOR

Petróleo em alta no mundo e diesel mais caro no Brasil: a semana que pressionou bolsa, dólar e juros

14 de março de 2026 - 12:48

Temores sobre o Estreito de Ormuz, aumento do petróleo e incertezas geopolíticas pressionam ativos; mercado agora aguarda decisão do Copom

GLOBAL MONEY WEEK

B3 oferece aulas gratuitas sobre investimentos e educação financeira; veja como participar

14 de março de 2026 - 9:21

Programação faz parte da Global Money Week e inclui cinco aulas on-line sobre organização financeira, Tesouro Direto, proteção de investimentos e diversificação de carteira

RENDA COM IMÓVEIS

Fundos imobiliários batem recorde de investidores e Ifix está nas máximas históricas: há espaço para mais?

13 de março de 2026 - 19:45

Fundos imobiliários estão descontados e podem gerar retornos atrativos em 2026, mas Itaú BBA indica que é preciso se atentar a indicadores para evitar ciladas; XP também tem visão positiva para a indústria no ano

KIT GEOPOLÍTICO

Petróleo nas alturas: CMDB11, ETF de commodities, ganha força como estratégia de proteção das carteiras

13 de março de 2026 - 16:17

Fundo do BTG listado na B3 reúne empresas brasileiras ligadas a setores como petróleo, mineração e agronegócio, oferecendo exposição diversificada ao ciclo de commodities

REAÇÃO AO BALANÇO

Magalu (MGLU3) passou no ‘teste de fogo da Selic’ enquanto outras sucumbiram, diz Fred Trajano

13 de março de 2026 - 13:39

CEO destaca que Magalu teve lucro em ambiente de juros altos, enquanto analistas veem desempenho misto e pressão no e-commerce

FATIA MAIOR

Vale (VALE3) cancela quase 100 milhões de ações mantidas em tesouraria; entenda a vantagem para o acionista

13 de março de 2026 - 11:15

Quando a companhia decide cancelar as ações em tesouraria, o acionista acaba, proporcionalmente, com uma fatia maior da empresa, uma vez que parte dos papéis não existe mais

O MOTIVO DA QUEDA

Ouro naufraga na tempestade do Oriente Médio. É o fim da linha para o porto seguro dos investidores?

12 de março de 2026 - 16:14

O metal precioso fechou em baixa de 1% e levou com ele a prata, que recuou menos, mas acompanhou o movimento de perdas

MERCADOS

Sem colete à prova de balas, Ibovespa cai mais de 2% e dólar vai às máximas do dia; bolsa sangra com Irã-EUA e fogo amigo do IPCA 

12 de março de 2026 - 12:47

Bolsas ao redor do mundo sentiram os efeitos do novo capítulo do conflito no Oriente Médio, enquanto o barril do Brent voltou a ser cotado aos US$ 100

PEGOU UM SHAPE

Smart Fit (SMFT3) dá salto de 6% na bolsa. Para o BTG, a era fitness pode gerar lucro de 56% aos investidores

11 de março de 2026 - 16:41

A rede teve um salto de quase 20% no lucro líquido recorrente do 4º trimestre de 2025 e planeja abrir até 350 de academias neste ano

Menu

Usamos cookies para guardar estatísticas de visitas, personalizar anúncios e melhorar sua experiência de navegação. Ao continuar, você concorda com nossas políticas de cookies

Fechar