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Felipe Saturnino

Felipe Saturnino

Graduado em Jornalismo pela USP, passou pelas redações de Bloomberg e Estadão.

dia negativo

Ibovespa continua em queda arrastado por Ambev, bancos e Vale, enquanto dólar vira para alta no fim

Grandes bancos operam em baixa — apenas Banco do Brasil sobe. Moeda americana tem leve alta com notícia sobre fechamento de escolas no estado de Nova York em meio ao avanço da covid-19

Felipe Saturnino
Felipe Saturnino
18 de novembro de 2020
10:11 - atualizado às 17:19
Selo Mercados Urso Baixa
Imagem: Montagem Andrei Morais / Shutterstock

O principal índice acionário da B3 prossegue em queda nesta quarta-feira (18), enquanto as bolsas americanas passaram a registrar leve baixa, apesar de desenvolvimentos positivos no front da vacina contra o coronavírus.

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Mais cedo, uma novidade sobre a conclusão de testes de um imunizante chegou a dar algum fôlego aos índices acionários estrangeiros.

A farmacêutica americana Pfizer, que desenvolve uma vacina experimental em parceria com a alemã BioNTech, informou mais cedo que finalizou os testes da fase 3 e que o seu imunizante possui 95% de eficácia contra a covid-19.

Uma semana atrás, a Pfizer havia afirmado que a sua vacina contra o coronavírus era mais de 90% eficaz contra a doença.

Com a finalização da fase 3, a empresa disse que agora possui dados seguros para submeter, dentro de alguns dias, um pedido de autorização de uso emergencial do imunizante ao órgão regulatório dos Estados Unidos, responsável pela saúde pública no país e por assegurar a segurança e a eficácia de vacinas.

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A perspectiva de uma vacina estar mais próxima — em meio ao turbilhão de notícias de que altos índices de eficácia foram alcançados tanto por Pfizer quanto por Moderna —, no entanto, não sustentou os ganhos e os índices americanas passaram a cair há pouco — ainda que operem em leves perdas agora.

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Enquanto isso, embalados pela boa notícia, os principais índices acionários na Europa fecharam com alta de ao menos 0,3%

Por aqui, por volta das 17h15, o Ibovespa caía 0,55%, sendo cotado aos 106.630 pontos, em um movimento de realização de lucros por parte de investidores após as altas recentes do índice.

Papéis de bancos, que pesavam mais cedo, reduziram as quedas e chegaram a mudar o sentido do movimento — caso das ações de Banco do Brasil e Santander.

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Dos gigantes da bolsa, Itaú (-1,7%) e Ambev (-3,6%) são as que neste momento mais contribuem para fazer o Ibovespa cair pela primeira vez em quatro sessões.

Ações de companhias de e-commerce, como Magazine Luiza, B2W e Via Varejo, refletindo a migração setorial de investidores, e de exportadoras, como Suzano, reagindo ao dólar, recuam hoje.

Papéis de shoppings, que subiram ao menos 16% no mês, caem mais de 3% hoje. Veja as maiores quedas:

CÓDIGOEMPRESAPREÇO (R$)VARIAÇÃO
MULT3Multiplan ON           22,25 -3,64%
ABEV3Ambev ON           14,89 -3,69%
CYRE3Cyrela ON           26,11 -3,44%
LREN3Lojas Renner ON           47,20 -3,38%
IGTA3Iguatemi ON           35,05 -3,23%

Na ponta ganhadora, aparecem ações de empresas aéreas como Gol e Azul, além da fabricante de aeronaves Embraer. Além disso, bastante descontadas, afetadas pela pandemia com inadimplência e evasão, ações de educação como Cogna e Yduqs lideram as altas percentuais hoje.

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As ações da Petrobras são uma pressão de alta, subindo na esteira do avanço do petróleo do tipo Brent no mercado internacional.

Confira os maiores ganhos percentuais agora:

CÓDIGOEMPRESAPREÇO (R$)VARIAÇÃO
COGN3Cogna ON             5,19 6,57%
YDUQ3Yduqs ON           30,54 5,46%
AZUL4Azul PN           34,34 4,54%
GOLL4Gol PN           22,11 3,90%
BRFS3BRF ON           21,48 3,87%

Apenas em novembro, o índice avança 13,4%. Das 11 sessões do mês, ele registrou ganhos em 9 delas.

Também no plano local, tivemos uma novidade a respeito de vacina: a "Coronavac", da chinesa Sinovac desenvolvida em parceria com o Instituto Butantan, produz resposta imune contra a covid-19, segundo testes da fase 1 e 2.

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Dólar vira no fim e fecha em alta; juros longos disparam

No mercado de câmbio, o dólar demonstrou fraqueza durante toda a sessão, só para, ao seu fim, terminar em alta. A informação de que o estado de Nova York fechará as suas escolas alimenta a cautela sobre o avanço do coronavírus e fortaleceu a moeda.

Ao fim da sessão, a divisa subiu 0,13%, para R$ 5,3376. No mês, ainda acumula queda de 2,5% — no ano, sobe incríveis 33%.

O Dollar Index, que compara o dólar a uma cesta de moedas fortes como euro, libra e iene, recua, indicando a fraqueza da moeda em um ambiente em que se avista a perspectiva de uma vacina.

Ontem, o dólar tombou frente ao real, marcando queda de 2%, e fechou o dia cotado a R$ 5,33. A explicação para tal movimento é a entrada de divisas internacionais no Brasil, enfim dando as caras na B3, em um cenário após eleições de Joe Biden e boas notícias sobre uma vacina contra a covid-19.

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Os juros futuros, por seu turno, tiveram forte movimento de alta na sessão de hoje, na qual se consolidaram pouco antes do início da tarde, e fecharam apontando para cima.

As taxas de vencimentos mais longos operaram em alta mais expressiva, de 9 a 14 pontos-base — ou de 0,09 a 0,14 ponto percentual —, embalados ainda por uma reserva gerada pela percepção de risco fiscal em virtude do crescente endividamento público brasileiro, sem previsão de uma disseminação de incertezas.

Veja os juros para os principais vencimentos:

  • Janeiro/2021: de 1,924% para 1,925%
  • Janeiro/2022: de 3,25% para 3,28%
  • Janeiro/2023: de 4,86% para 4,95%
  • Janeiro/2025: de 6,65% para 6,79%

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