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Levantamento da Economatica mostra quais foram as melhores pagadoras de proventos nos últimos cinco anos
A distribuidora de gás encanado Comgás (CGAS5), a companhia de saneamento paranaense Sanepar (SAPR4) e a empresa de transmissão de energia elétrica Taesa (TAEE11) foram as empresas mais distribuíram proventos (dividendos e juros sobre capital próprio - JCP) de forma consistente nos últimos cinco anos, mostrou levantamento da consultoria Economatica.
As três apresentaram a maior mediana de dividend yield (retorno de dividendos), quando somados dividendos e JCP, no período apurado pelo estudo - de 27 de julho de 2015 a 27 de julho de 2020. A mediana é o valor que se encontra exatamente no meio da série, não sendo afetado por números anormalmente altos ou baixos que possam distorcer a média.
Na mediana de cinco anos até 27 de julho de 2020, a ação preferencial série A (PNA) da Comgás deu um retorno de 15,15% por ano aos seus acionistas. Na média, o retorno foi de 17,41%. Já a ação preferencial (PN) da Sanepar entregou, na mediana do mesmo período, 10,49% ao ano aos acionistas, ou uma média de 9,07%. Finalmente, as units da Taesa entregaram 9,21% ao ano na mediana e 10,11%, na média.

Repare que a maioria das empresas da lista são concessionárias de serviços públicos (companhias elétricas e de saneamento, por exemplo) ou bancos, que são justamente os setores que especialistas frequentemente recomendam como bons pagadores de proventos.
Isso porque são atividades lucrativas, de lucros mais ou menos constantes, no caso das concessionárias de serviços públicos, com contratos de longo prazo, com demanda garantida e preços previsíveis. Também são empresas que não exigem um grande volume de reinvestimentos na sua atividade principal.
Tanto a distribuição de dividendos quanto o pagamento JCP são formas de as empresas dividirem seus lucros com seus acionistas. A diferença é que os dividendos são isentos de imposto de renda para quem os recebe, enquanto o JCP sofre tributação exclusiva de 15%. Os juros sobre capital próprio têm uma vantagem tributária para a empresa que os paga, e não para o acionista.
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Para elaborar o ranking, a Economatica calculou o dividend yield como a soma dos dividendos e JCP distribuídos em cada período de 12 meses dividida pelo preço da ação sem ajuste no início de cada período de 12 meses.
A consultoria considerou apenas ações que tenham distribuído proventos e que tenham tido volume financeiro médio diário negociado na bolsa superior a R$ 500 mil por dia em todos os períodos de 12 meses analisados até 27 de julho de 2020.
Quando a companhia decide cancelar as ações em tesouraria, o acionista acaba, proporcionalmente, com uma fatia maior da empresa, uma vez que parte dos papéis não existe mais
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