Recurso Exclusivo para
membros SD Select.

Gratuito

O SD Select é uma área de conteúdos extras selecionados pelo Seu Dinheiro para seus leitores.

Esse espaço é um complemento às notícias do site.

Você terá acesso DE GRAÇA a:

  • Reportagens especiais
  • Relatórios e conteúdos cortesia
  • Recurso de favoritar notícias
  • eBooks
  • Cursos
Vinícius Pinheiro

Vinícius Pinheiro

Jornalista e escritor, é diretor de redação dos sites Money Times e Seu Dinheiro. Formado em Jornalismo e com MBA em Derivativos e Informações Econômico‑Financeiras pela FIA, tem mais de 25 anos de experiência e passou por redações como Valor Econômico, Agência Estado e Gazeta Mercantil. É autor dos romances Os Jogadores, Abandonado e O Roteirista

Victor Aguiar

Victor Aguiar

Jornalista formado pela Faculdade Cásper Líbero e com MBA em Informações Econômico-Financeiras e Mercado de Capitais pelo Instituto Educacional BM&FBovespa. Trabalhou nas principais redações de economia do país, como Bloomberg, Agência Estado/Broadcast e Valor Econômico. Em 2020, foi eleito pela Jornalistas & Cia como um dos 10 profissionais de imprensa mais admirados no segmento de economia, negócios e finanças.

A volta dos touros

Acabou a crise? 5 razões para a disparada da bolsa e a queda do dólar

O dólar à vista acumula queda de mais de 11% nas últimas 15 sessões, afastando-se de vez da faixa dos R$ 6,00 — na bolsa, o Ibovespa também teve alívio forte no período, retomando os 90 mil pontos

Vinícius PinheiroVictor Aguiar
2 de junho de 2020
20:02 - atualizado às 19:57
Touro com óculos na frente do logo da B3, bolsa brasileira | Ibovespa
Imagem: Montagem Andrei Morais / Shutterstock

No meio da crise de saúde, econômica e agora social enfrentada pelo mundo surgiu uma manada de touros – como são conhecidos os investidores que apostam na alta dos ativos financeiros.

CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE
CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE

Enquanto a economia global caminha para ter um dos piores anos da história e as ruas e as redes sociais são tomadas por protestos políticos e sociais, a bolsa e o dólar vivem uma dinâmica própria, aparentemente desconectada da realidade.

O Ibovespa, principal índice de ações da bolsa brasileira, teve mais uma alta expressiva e voltou a ficar acima dos 90 mil pontos – o que não acontecia desde o dia 10 de março. O dólar toma o rumo oposto depois de ameaçar romper a barreira dos R$ 6,00 no mês passado, fechando a sessão desta terça-feira (2) cotado a R$ 5,2086.

Mas afinal, a crise acabou e esqueceram de avisar o resto do mundo? Não, caro leitor — definitivamente, não. Mas isso também não significa que a melhora recente nos mercados seja sem propósito.

Confira a seguir cinco razões para a disparada recente da bolsa e da queda do dólar e também o que esperar daqui para frente:

CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE
CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE

1 - Coronavírus "controlado"

O Brasil hoje é considerado um dos epicentros dos casos de coronavírus. Mas, no resto do mundo, a pandemia dá cada vez mais sinais de controle depois do período de quarentena imposto pelas autoridades.

Leia Também

A China, país de origem do vírus, foi a primeira a reabrir a economia, no fim de março, e até o momento não teve registros de uma segunda onda de casos que levasse a um novo isolamento, um dos maiores temores do mercado.

A expectativa é que o exemplo chinês se repita nas demais economias afetadas pelo coronavírus e que começaram recentemente a retomar as atividades. É o caso da Europa e de parte dos EUA, áreas em que a doença teve um pico em março e abril.

A avaliação de que os governos – com exceção, talvez, do brasileiro – aprenderam a lidar com o vírus se soma à expectativa do anúncio de uma vacina ou tratamento eficaz contra a doença.

CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE
CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE

2 - Injeção sem precedentes de dinheiro

A atividade econômica global vai inevitavelmente passar por uma forte recessão em consequência da paralisação dos últimos meses.

Mas se no campo da saúde ainda não existe uma cura para o coronavírus, os governos encontraram um tratamento eficaz para conter os efeitos no mercado (pelo menos por enquanto): a impressão de dinheiro.

Os estímulos econômicos promovidos pelos governos incluíram ainda a redução de juros para os menores níveis históricos. Nos EUA, estão no patamar entre 0% e 0,25% ao ano, mas, em alguns países, as taxas estão em terreno negativo.

A combinação dos dois fatores provocou uma inundação de liquidez no mercado, e esse dinheiro começa agora a chegar por aqui. Esse fluxo reduz a pressão sobre o dólar e, ao mesmo tempo, estimula a aposta em ativos de maior risco, como a bolsa.

CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE
CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE

3 - Preço das commodities

Para o resto do mundo, o Brasil é uma economia de commodities. Afinal, produtos como o minério de ferro e soja estão entre os líderes na nossa pauta de exportações.

É normal, portanto, que o dólar suba em relação ao real quando as cotações das commodities caiam, e vice-versa. Foi o que aconteceu no auge do choque do coronavírus, que derrubou os preços do petróleo e outras matérias-primas.

Mas a recuperação nas últimas semanas em meio aos dados mais animadores da economia chinesa acabou servindo de combustível (sem trocadilho) para a retomada das apostas nos mercados emergentes, como o Brasil.

Ao longo de maio, o minério de ferro negociado no porto chinês de Qingdao — cotação que serve de referência para o mercado — acumulou ganhos de 24%. E grande parte desse salto se deve ao Brasil: temendo que o avanço da Covid-19 afete as operações da Vale, o mercado tem jogado o preço da commodity para o alto.

CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE
CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE

Seja como for, fato é que a valorização do minério deu força às ações de empresas como CSN, Usiminas e Gerdau, além da própria Vale: todas subiram forte ao longo de maio, dando impulso ao Ibovespa. O petróleo, com ganhos de cerca de 10% no mês passado, também deu suporte às ações da Petrobras, outro ativo de peso na composição do índice.

4 - Tirando o atraso

Entre os emergentes, o Brasil aparece na lanterna durante a crise do coronavírus. Mesmo com a recuperação recente, o real ainda tem o pior desempenho numa cesta com 24 ativos desse tipo:

Fonte: Bloomberg

Então podemos dizer que, com a queda recente do dólar, o real apenas tira o atraso em relação a seus pares. E, pelo menos com base no gráfico acima, ainda teria espaço para melhorar mais.

A disparada do dólar para perto dos R$ 6,00 nas máximas históricas foi um claro "overshooting" (exagero), segundo um experiente gestor de fundos. A melhora no saldo da conta corrente do país seria um sinal de que o câmbio já está ajustado à piora das condições econômicas.

CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE
CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE

A desvalorização do câmbio também tornou a bolsa brasileira extremamente barata para os estrangeiros. Em dólares, o Ibovespa chegou a registrar uma queda de 56,9% na mínima de 2020.

“Com tanto dinheiro queimando na mão e preços tão atrativos, a bolsa brasileira acaba entrando no rali dos mercados internacionais”, disse outro gestor.

5 - Fator Paulo Guedes

Além da crise de saúde e econômica provocada pelo coronavírus, o Brasil ainda foi capaz de fabricar uma crise política, com o aumento das tensões entre os poderes em Brasília.

No meio da turbulência, os investidores chegaram a temer pelo fim da pauta econômica liberal dentro do governo Bolsonaro e a saída do ministro Paulo Guedes.

CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE
CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE

Os sinais recentes de que o ministro vai seguir no comando da economia e que o governo segue comprometido com o controle fiscal também ajudaram a melhor o clima no mercado, ainda que o clima político em geral siga bastante inflamado.

Acabou a crise?

Os mesmos riscos que levaram a bolsa a beirar os 60 mil pontos no auge do choque provocado pela pandemia do coronavírus permanecem no radar. Então não se pode falar em fim da crise, apesar da euforia dos investidores no mercado financeiro.

Basta, por exemplo, o surgimento de um novo foco de coronavírus ou algum sinal de enfraquecimento da equipe econômica ou ruído político para a tendência se reverter.

Por isso, a palavra de ordem continua a ser "cautela" entre os gestores e analistas com os quais conversamos. De todo modo, a visão é que esses riscos hoje são menores do que há duas semanas, o que justifica o rali recente dos mercados.

CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE
CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE

"Não dá para dizer que a crise acabou, o ambiente ainda é muito incerto", diz Flavio Serrano, economista-sênior do Haitong. "Mas acho que, gradualmente, vamos caminhando para um cenário melhor".

Então a bolsa pode subir e o dólar cair ainda mais? Ninguém se arrisca a fazer previsões muito firmes neste momento. No caso do dólar, os níveis atuais entre R$ 5,00 e R$ 5,50 refletem melhor os fundamentos do país, na opinião de um gestor.

O cenário para a bolsa permanece mais nebuloso depois da correção das últimas semanas e dependerá principalmente das perspectivas para a economia na retomada após a quarentena.

O único consenso parece ser o de que a taxa básica de juros (Selic), atualmente em 3% ao ano, vai cair ainda mais e permanecer em níveis baixos por um bom tempo.

CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE
CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE

Serrano, inclusive, acredita que, a depender do comportamento dos indicadores econômicos, é possível que o ciclo de alívio monetário se estenda para além da reunião de junho. "Os mercados estão sujeitos a volatilidade ainda. De repente, poderemos ter uma segunda onda [do coronavírus], é preciso tomar cuidado."

Ou seja, o investidor que estiver em busca de mais retorno vai precisar tomar risco. Mas não espere vida fácil.

CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE
CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE

COMPARTILHAR

Whatsapp Linkedin Telegram
ONDA DE AQUISIÇÕES?

A corrida pelo “ouro do século 21”: acordo bilionário de terras raras da Serra Verde pode ser apenas o começo, prevê BTG  

23 de abril de 2026 - 19:11

Para os analistas, a Serra Verde acaba de inaugurar o que deve ser uma “onda de aquisições” em solo brasileiro

ENFERRUJOU?

Itaú BBA corta preços-alvo de CSN (CSNA3) e CSN Mineração (CMIN3); entenda o principal motivo para a decisão

23 de abril de 2026 - 17:06

Para o BBA, as preocupações com a alavancagem têm pressionado o desempenho da CSN. No ano, a CMIN3 caiu 7%, enquanto a Vale (VALE3) subiu 20%

NEM PAPEL, NEM TIJOLO

FoFs roubam a cena entre FIIs e lideram retornos no último ano, mostra índice da Rio Bravo; confira o desempenho dos setores

23 de abril de 2026 - 13:21

Por contarem com ativos de crédito e de tijolo na carteira, os Fundos de Fundos tendem a ter portfólios mais defensivos em momentos de instabilidade, segundo gestora

REFORÇO BILIONÁRIO

Carro já era? Tesla (TSLA34) quer triplicar investimentos em 2026 com a ambição de Elon Musk em se tornar uma potência de IA

23 de abril de 2026 - 11:57

A fabricante de carros elétricos aumentou o plano de aportes para US$ 25 bilhões neste ano, com foco em robotáxis, robôs humanoides, caminhão elétrico e fábrica de chips de inteligência artificial

NOVO VALOR

Small cap da bolsa recalcula dividendos de R$ 150 milhões após recompra de ações; veja novas datas e valores por papel

23 de abril de 2026 - 11:03

A Iguatemi (IGTI11) atualizou, na noite de quarta-feira (22), os dividendos que serão pagos ao longo de 2026

ESTRATÉGIA DE ELITE

Segredo de R$ 5 bilhões: a regra de ouro dos multimilionários para proteger o patrimônio (e como você pode copiar)

23 de abril de 2026 - 6:04

Quer investir como um magnata? O segredo está na diversificação inteligente e no patrimônio integrado; confira as lições da Ghia para preservar capital mesmo em tempos de guerra

O QUE COMPRAR AGORA

A mamata da bolsa acabou? Ibovespa pode chegar nos 210 mil pontos, segundo o BofA, mas as ações já não estão baratas

22 de abril de 2026 - 17:29

O Bank of America elevou o alvo para o Ibovespa em 2026, mas lembra que o rali é carregado por gigantes da bolsa brasileira e pelo fluxo aumentado de estrangeiros fazendo negócios por aqui

NA PONTA DO GIZ

Yduqs, Cogna, Ânima, Ser… empresas de educação devem sofrer no 1T26; veja quem ganha e quem perde, segundo o BofA

22 de abril de 2026 - 16:21

Em algumas empresas, os programas híbridos e presenciais devem absorver parte das quedas de matrículas do ensino à distância

O VAIVÉM DA TRÉGUA

Trump leva turbulência aos mercados, coloca bolsas em zona de perigo e faz o petróleo decolar

21 de abril de 2026 - 17:35

O temor de que o grande acordo prometido pelo presidente norte-americano não saia do papel — dando lugar à prontidão militar — fez os investidores apertarem o botão de venda

NO BALANÇO DAS HORAS

Do ouro e prata ao cobre e níquel, o tic-tac do cessar-fogo derruba commodities metálicas 

21 de abril de 2026 - 15:53

A notícia de que as conversas entre Washington e Teerã estariam suspensas chegou minutos antes do fechamento, funcionando como um gatilho para ampliar as perdas

INFLAÇÃO VIROU ALIADA?

O FII que paga IPCA + quase 10% ao ano: por que a XP segue comprada no KNIP11

21 de abril de 2026 - 12:00

Para analistas, fundo imobiliário de CRIs combina perfil defensivo, IPCA e gestão forte para entregar renda consistente em cenário incerto

FLUXO GLOBAL

Brasil é o emergente preferido dos estrangeiros na América Latina — mas a bolsa que mais dispara em 2026 fica do outro lado do mundo

20 de abril de 2026 - 13:05

Apesar do fluxo bilionário para o Ibovespa, uma bolsa na Ásia já disparou mais de 50% no ano e lidera o ranking global entre os emergentes

ATÉ MAIS TARDE

O bitcoin não dorme — e a B3 quer acompanhar: bolsa estende pregão de criptomoedas e ouro até 20h

20 de abril de 2026 - 9:54

Com cripto operando 24/7 lá fora, mudança busca aproximar o investidor local do ritmo global do mercado; veja o que muda na prática

MERCADOS HOJE

Petróleo salta com nova escalada no Oriente Médio e pressiona bolsas globais. Por que o mercado entrou em alerta?

20 de abril de 2026 - 9:21

Escalada das tensões reacende temor sobre oferta da commodity e pressiona ativos globais na abertura da semana; veja o que mexe com os mercados hoje

BULL MARKET

A tendência de alta do Ibovespa é consistente e o índice de ações pode ultrapassar os 225 mil pontos, segundo o Daycoval

18 de abril de 2026 - 10:45

A posição do Brasil no contexto geopolítico, de guerra e pressão inflacionária, favorece a entrada de mais investidores globais nos próximos meses

PATINHO FEIO

Ibovespa voa, mas Small Caps ficam para trás — e distância entre um índice e outro é a maior em 20 anos

17 de abril de 2026 - 19:01

O índice das ações medianas não entrou no apetite dos estrangeiros e, sem os locais, os papéis estão esquecidos na bolsa

NÃO É QUALIDADE

Fleury (FLRY3): os dois motivos que fizeram o BTG desistir da recomendação de compra — e quem é a queridinha do setor

17 de abril de 2026 - 18:18

Embora o banco veja bons resultados para a companhia, há outras duas ações do setor de saúde que são as preferidas para investir

OPERAÇÃO BILIONÁRIA

O mercado parou para ler: carta de Bill Ackman detalha a estratégia por trás do IPO duplo da Pershing Square

17 de abril de 2026 - 17:31

Conhecido como “discípulo de Warren Buffet”, ele reforça que o modelo da Pershing Square se baseia em investir no longo prazo em poucas empresas de alta qualidade, com forte geração de caixa e vantagens competitivas duráveis

MERCADOS

Petrobras (PETR4) no olho do furacão: a trégua que virou pesadelo para as petroleiras, drenou o Ibovespa e fez o dólar flertar com os R$ 5,00 

17 de abril de 2026 - 12:54

O cessar-fogo no Líbano e a abertura do Estreito de Ormuz pelo Irã derrubaram o petróleo, que já chegou a cair 14% nesta sexta-feira (17), e mexeu com as bolsas aqui e lá fora

ENCHEU O CARRINHO

Vai cair na conta? FII da XP compra 6 galpões logísticos por R$ 919 milhões; veja como ficam os dividendos

17 de abril de 2026 - 11:22

Com as aquisições, o XPLG11 passa a ter um patrimônio líquido de aproximadamente R$ 5,4 bilhões, distribuído em 31 empreendimentos

Menu

Usamos cookies para guardar estatísticas de visitas, personalizar anúncios e melhorar sua experiência de navegação. Ao continuar, você concorda com nossas políticas de cookies

Fechar
Jul.ia
Jul.ia
Jul.ia

Olá, Eu sou a Jul.ia, Posso te ajudar com seu IR 2026?

FAÇA SUA PERGUNTA
Dúvidas sobre IR 2026?
FAÇA SUA PERGUNTA
Jul.ia
Jul.ia