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2019-12-09T18:50:58-03:00
Jasmine Olga
Jasmine Olga
Cursando jornalismo na Universidade de São Paulo (ECA-USP), já passou pelo Centro de Cidadania Fiscal (CCiF) e o setor de comunicação da Secretaria da Educação do Estado de São Paulo
de olho no dólar

Fundo Verde vê medo do câmbio como infundado, mas zera posição vendida em dólar

Em novembro o fundo teve um retorno zerado e abaixo do CDI, que teve um desempenho de 0,38%. No acumulado do ano o Verde ainda tem um desempenho de 11,19%, acima dos 5,57% do índice de referência

9 de dezembro de 2019
11:37 - atualizado às 18:50

Em sua carta de gestão do mês de novembro, o Fundo Verde,
do lendário gestor Luis Stuhlberger, endereçou um dos assuntos mais comentados dos últimos 30 dias: a disparada do dólar e o temor que tomou conta do mercado de câmbio brasileiro.

No documento, o fundo caracteriza o disparo da moeda americana como "uma espécie de soma de todos os medos". Mas, para o fundo, a maioria desses temores seria infundada. Apesar de acreditar na reação exagerada do mercado, o fundo zerou a sua posição vendida em dólar.

No mês passado, a moeda americana teve uma forte alta de quase 6%, chegando a ultrapassar a barreira dos R$ 4,25.

Se por um lado o resultado do leilão da cessão onerosa realmente foi decepcionante, a revisão metodológica por parte do Banco Central na conta corrente foi justificada como um ajuste apenas contábil, que não tem real reflexo nos fluxos. "Na nossa visão, o mercado focou apenas no lado negativo da mudança, e a ampliação do fluxo de investimento direto não mereceu o mesmo destaque".

Os dados negativos da balança comercial, que se somaram ao temor em novembro, estavam errados. Para finalizar, a carta alivia o medo de que o país reflita as tensões político-sociais dos nossos vizinhos, já que para o Verde a retomada do crescimento econômico deve aliviar o sentimento no país.

Em novembro, o fundo teve retorno zero, ante um CDI de 0,38%. Mas, no acumulado do ano, o Verde ainda tem um desempenho de 11,19%, bem acima dos 5,57% do índice de referência.

Fonte: Verde Asset

A estratégia

Além de zerar a sua posição vendida em dólar, o fundo fez outras alterações em sua estratégia durante o mês, como a redução da posição em ações brasileiras (que se manteve em torno de 20% do portfólio no fim do mês) e a redução da posição tomada em inclinação da curva de juros nos Estados Unidos. A pequena posição em ações internacionais foi mantida, assim como a parte aplicada em juro real e a exposição comprada em libra.

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