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2019-03-28T18:37:18-03:00
Marina Gazzoni
Marina Gazzoni
CEO do Seu Dinheiro. É CFP® (Certified Financial Planner). Tem graduação em Jornalismo pela Universidade Federal de Santa Catarina (UFSC) e MBA em Informação Econômico-Financeira e Mercado de Capitais no Instituto Educacional BM&FBovespa. Foi Diretora de Conteúdo e editora-chefe do Seu Dinheiro, editora de Economia do G1 e repórter de O Estado de S. Paulo, Folha de S. Paulo e do portal IG.
De saída

Smiles, programa de fidelidade da Gol, perde seu ‘superexecutivo’

Leonel Andrade renunciou ao cargo de presidente do programa de milhas da companhia aérea e será substituído por André Fehlauer

28 de março de 2019
18:37
Leonel Andrade, presidente do Smiles
Leonel Andrade, presidente do Smiles - Imagem: Sergio Castro/Estadão Conteúdo

O presidente do Smiles, Leonel Andrade, renunciou ao cargo. Ele será substituído pelo executivo André Fehlauer, que comanda a operação da empresa na Argentina. Haverá um período de transição até 31 de dezembro.

A saída de Andrade não é uma surpresa. A decisão ocorre em meio ao processo de incorporação do Smiles pela Gol.

A companhia deixará de ser uma empresa independente, com capital aberto e outros acionistas, para ser uma empresa fechada, 100% controlada pela Gol. O processo está em curso e depende de uma série de aprovações.

Segundo fontes próximas à companhia, Andrade foi pego de surpresa pela decisão da Gol de incorporar o Smiles. Ele teria sido informado da decisão no dia em que a empresa enviou um comunicado ao mercado.

Ele assumiu a presidência do Smiles logo que a companhia se tornou independente. Andrade trouxe resultados expressivos para o programa de fidelidade.

O Smiles ganhou participação de mercado, expandiu sua margem e receita e chegou até mesmo a "socorrer" a Gol no momento em que a empresa enfrentou uma crise de liquidez. A companhia fazia adiantamento de pagamentos de passagens compradas com milhas, o que reforçou o caixa da empresa aérea em 2016.

A visão da Gol atualmente é de que perderá competitividade frente a suas concorrentes se tiver seu programa de fidelidade como empresa independente. Hoje, na prática, a troca de pontos por passagens envolve transações comerciais entre partes relacionadas. A Gol não tem controle total sobre a precificação desses pontos, já que o Smiles tem acionistas minoritários.

Na nova diretriz, o programa perde autonomia e passa a ser gerenciado unicamente dentro dos interesses da Gol.

A decisão da empresa aérea foi tomada semanas após a sua concorrente, a Latam, anunciar o fechamento de capital da Multiplus.

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