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Pesquisa também mostra que aprovação de Bolsonaro parou de cair e que 52% da população concorda total ou parcialmente com uma reforma da Previdência. Também sabemos se centrão virou palavrão
A rodada de junho da pesquisa XP Ipespe trouxe boas notícias para Jair Bolsonaro e seus dois principais ministros. O presidente parou de ver sua aprovação cair. O vazamento de mensagens trocadas com procuradores da Lava Jato não afetou a imagem de Sergio Moro. E a maioria da população passou a se dizer favorável à reforma da Previdência, o que deve agradar Paulo Guedes.
Começando pelo caso envolvendo Sergio Moro, 77% da população diz ter tomado conhecimento do episódio. E para cerca de metade dos entrevistados (47%), o evento não altera a percepção sobre a Operação Lava Jato. Para 31%, o evento pode alterar a percepção para pior e para 11%, pode alterar para melhor.
Para 44%, a Lava Jato não cometeu excessos em sua atuação até aqui. Outros 14% viram excessos, mas acham que o resultado “valeu a pena”, e 30% avaliam que houve excessos e que, por isso, decisões precisariam ser revistas.
A revelação das mensagens trocadas entre o então juiz da Lava Jato e membros do Ministério Público não resultou em variação significativa na avaliação da população sobre o agora ministro Sergio Moro.
A nota de Moro é de 6,2 dentro de uma escala de zero a 10. Jair Bolsonaro, por exemplo, tem nota 5,7. Paulo Guedes e o vice Mourão têm 5,5.

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Em maio, Jair Bolsonaro amargou o quarto mês seguido de queda no índice de aprovação, com o percentual de ruim e péssimo ultrapassando o ótimo/bom. Agora em junho, há estabilidade nas notas, que estão empatadas. Temos 35% de ruim e péssimo e 34% de ótimo e bom. Para 28% a nota é regular.

A expectativa para o restante do mantado também mostrou pouca variação. Para 46% será ótimo ou bom, 30% dizem que será ruim ou péssimo e 19% acreditam que será regular.
A novidade está na opinião com relação à reforma, com 52% se dizendo a favor, em comparação com 44% da sondagem anterior. Os contrários são 42%, ante 51% em maio.
Abrindo os números, temos 26% de “é a favor e concorda totalmente” e outros 26% de “é a favor, mesmo sem concordar totalmente”.
Entre os contrários, temos 15% de “é contra, mesmo achando que é necessária” e outros 27% de “é contra e discorda totalmente”.

A percepção com relação à aprovação soma 79%, dividida entre um pequeno grupo (11%) que fala que a reforma será aprovada integralmente, 47% que dizem que será aprovada com algumas alterações e outros 20% que acreditam na aprovação com muitas alterações.

Outra pergunta interesse diz respeito à participação de Estados e municípios na reforma, tema que tomou boa parte do noticiário político da semana e ainda não teve um desfecho. Para 80%, a reforma deve incluir os entes federados, 13% acham que não e os demais não opinaram.
O questionário do mês também trouxe a seguinte pergunta: “Conhece ou ouviu falar sobre os partidos do centrão?” Resposta: 52% dizem que não e 48% dizem que sim.
O centrão figura muito no noticiário político como um bloco de partidos fisiológicos e adeptos do famigerado “toma lá, dá cá”.
Nas últimas semanas há uma movimentação dos próprios políticos para se distanciar dessa imagem negativa.
Mas o centrão virou palavrão? Para 32% sim. Outros 47% discordam dessa avaliação.
Perguntados em quais partidos pensam quando se fala em centrão, há uma interessante divisão com 36% a 28% das menções incluindo MDB, DEM, PSDB, PSB, PL, PSD, PP e PRB. O PSL do presidente Bolsonaro tem 25% das menções o mesmo atribuído (vejam só) ao partido Novo. PT aparece com 21% e PSOL com 20%.

O desempenho desse centrão no Congresso ganhou 10% de ótimo, 40% de regular, 29% de ruim ou péssimo e 22% não opinaram.
Foram realizadas mil entrevistas telefônicas entre os dias 11 e 13 de junho. A margem de erro é de 3,2 pontos percentuais.
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