Notícias do front
Correndo o risco de ficar repetitiva, trago hoje novamente notícias do front da guerra comercial. Não que ela tenha afetado muito os mercados hoje, longe disso. Como veremos adiante, as boas notícias se sobrepuseram às más nesta quinta-feira, deixando o conflito entre Estados Unidos e China em segundo plano. Mas a troca de chumbo entre […]

Correndo o risco de ficar repetitiva, trago hoje novamente notícias do front da guerra comercial. Não que ela tenha afetado muito os mercados hoje, longe disso. Como veremos adiante, as boas notícias se sobrepuseram às más nesta quinta-feira, deixando o conflito entre Estados Unidos e China em segundo plano.
Mas a troca de chumbo entre as duas maiores economias do mundo continua rolando, e o risco de se desdobrar em uma guerra cambial está cada dia maior. Se é que já não está acontecendo.
Em razão da tarifação dos Estados Unidos, a moeda chinesa se desvalorizou a ponto de romper o patamar psicológico de sete yuans por dólar. Mas já há quem preveja que as barreiras de Trump aos produtos chineses possam levar o yuan ainda mais para baixo.
E parece que os EUA não vão deixar barato. Donald Trump continua com seu jogo habitual de pressionar o Federal Reserve a cortar mais os juros, nos seus costumeiros tuítes desbocados. O problema é que ele também vem acenando com a possibilidade de perder a paciência e acabar mexendo no dólar na base da canetada, como mostra a análise do Eduardo Campos.
Num cenário de juros baixos e desaceleração da economia mundial, uma guerra cambial pode trazer consequências nefastas, com muita incerteza e forte volatilidade nos mercados. Segure-se!
Dias de luta, dias de glória
E apesar de a guerra comercial (e agora, aparentemente, também cambial) continuar comendo solta, com Estados Unidos e China soltando as suas bombas por aí, hoje os mercados resolveram ter um dia de calmaria e otimismo. Os índices acionários no Brasil e no exterior tiveram fortes altas, e o dólar, que chegou perto dos R$ 4 nos últimos dias, teve um alívio. Mas esse clima positivo teve suas motivações, e o Victor Aguiar te conta tudo nesta matéria.
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Nem toda estrela é protagonista
A temporada de balanços do segundo trimestre só acaba na próxima semana, mas o mercado já elegeu a protagonista da peça. A CSN causou inveja em muita empresa ao divulgar um aumento de 60% no lucro líquido, rompendo a marca do R$ 1 bilhão. Mas quando o assunto é setor siderúrgico, você deve ficar atento a outra ação. Ao que parece, ela tem um potencial muito maior do que a Siderúrgica Nacional na bolsa. Quem conta essa história é a Natalia Gómez.
O dia depois de amanhã
Agora no Senado, a reforma da Previdência começa a dar sinais de que está bem encaminhada. Passada a fase mais desafiadora da tramitação, é hora de o governo começar a mexer outros pauzinhos para que a coisa de fato deslanche no Brasil. Uma dessas pautas é a privatização da Eletrobras. A capitalização da companhia está pronta para ir para o forno, só falta a equipe econômica acender o gás. Quem falou sobre esse desafio foi o secretário de desestatização e desinvestimento, Salim Mattar, durante um evento fechado para investidores em São Paulo. A Bruna Furlani esteve por lá e traz os detalhes para você nesta matéria.
E por falar em desafio…
Outra grande pauta debatida nesse evento foi a cessão onerosa. Quem acompanha o noticiário econômico sabe que o tema é velho e se arrasta há um bom tempo. Parece que enfim a coisa vai andar, já que o leilão de excedente está marcado para novembro e é considerado o evento financeiro e fiscal do ano. Mas a grana que o governo vai conseguir não deve cair na conta logo de cara.
Cadê o gringo?
No passado, juros baixos nos países desenvolvidos levavam os investidores estrangeiros a migrar seus dólares para os países emergentes, na tentativa de ganhar um dinheirinho a mais. Mas a recente onda de cortes nas taxas de juros está um pouco diferente, com um fluxo de dólares menor que o esperado para países como o Brasil. A avaliação é do presidente do Banco Central, Roberto Campos Neto, que no entanto pondera que nossa economia está conseguindo atrair um capital estrangeiro de maior qualidade. O Eduardo Campos acompanhou a fala do presidente do BC em um evento fechado para investidores hoje à tarde e traz os detalhes para você.
Ouro na nuvem?
Vou fechar esta newsletter com o mesmo tema da abertura, a guerra cambial, mas desta vez focando em outro aspecto. Desde que chegou ao mercado, o bitcoin virou uma espécie de superstar controverso, do tipo que gera polêmicas, mas também alimenta o interesse de muita gente. O tempo, no entanto, vem mostrando que há mais na criptomoeda do que apenas um verniz descolado. A prova disso é que, em meio ao conflito entre EUA e China, o bitcoin viu uma disparada que leva os especialistas a acreditar que ele esteja sendo usado como porto-seguro pelos investidores, assim como já costuma ocorrer com o ouro. Nosso colunista André Franco já sabia desse potencial de reserva de valor do bitcoin e resolveu escrever sobre isso. De quebra, ele deu algumas dicas para quem pensa em manter uma carteira de investimentos em cripto.
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