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Após quatro anos sem concorrência, a Starlink, projeto da SpaceX de Elon Musk, ganha um forte concorrente no mercado brasileiro

Elon Musk deverá perder o monopólio sobre os céus brasileiros após quase quatro anos sozinho no topo. A Starlink, projeto de desenvolvimento de constelações de satélites da SpaceX, chegou ao Brasil em 2022 e dominava o mercado local. Agora ela ganhou um concorrente de peso.
Foi no mês passado que tudo mudou, quando a Agência Nacional de Telecomunicações (Anatel) autorizou a operação de satélites não geoestacionários pela empresa chinesa SpaceSail, conhecida na China como Qianfan.
Além de ampliar a oferta de banda larga de alta velocidade em áreas remotas, a entrada da SpaceSail no país tropical vai reforçar a infraestrutura de conectividade do setor.
A decisão da permitirá a operação de até 324 satélites em uma fase inicial, que deve ir até julho de 2031.
A companhia chinesa tem até dois anos para iniciar suas atividades comerciais no Brasil. Apesar disso, o plano é entrar no mercado nacional no quarto trimestre de 2026, junto com a entrada em funcionamento de sua constelação de satélites na China.
Entenda mais profundamente como funciona a internet via satélite no vídeo abaixo:
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A monopolização de um setor permite que a empresa líder estabeleça os valores de seus serviços ou produtos, o que pode resultar em preços altos por falta de competição.
Por isso, a expectativa é que o aumento da oferta setorial pressione os custos de instalação de equipamentos e o valor das mensalidades.
A Starlink tem planos de uso pessoal, comercial e para viagens. Os valores das mensalidades começam em R$ 236 e podem chegar até R$ 16.228.
Entretanto, para usar o serviço, é necessário comprar um kit de equipamentos. A empresa de Elon Musk oferece duas principais opções de antenas:
Ainda não se sabe quanto custará o serviço da SpaceSail no Brasil.
Além da parte comercial, a chegada de outra constelação de órbita baixa (LEO) garante uma alternativa para o governo ou empresas privadas em momentos de instabilidade ou falha técnica em uma rede.
E a realidade do setor pode ter ainda mais mudanças, pois o projeto da SpaceSail é expandir cada vez mais. A meta da empresa chinesa, segundo informações do site SpaceNews, é ter mais de 15 mil satélites até 2030, criando uma rede de cobertura global.
Os próximos “alvos” da empresa chinesa são outros países da América Latina, entre eles Peru, Bolívia e Paraguai.
Os satélites no céu não são o único fator que determina o sucesso da operação.
Para isso, também é necessário a instalação de estações terrestres, conhecidas como gateways, que conectam o sinal vindo do espaço ao backbone da internet nacional — aqueles cabos de fibra óptica submarinos e terrestres.
E a Anatel não pretende facilitar, a licença elaborada coloca normas rigorosas de coordenação de frequências. Isso porque a agência tem que garantir que os sinais não interfiram em outros serviços de radiocomunicação já existentes ou em satélites de outras operadoras.
Por meio do Project Kuiper, a Amazon também tem interesse no mercado brasileiro. Até o momento, a big tech possui pouco mais de 3 mil satélites espalhados pelo globo.
Porém, a empresa fundada por Jeff Bezos ainda está alguns passos atrás ainda em termos regulatórios para chegar no Brasil.
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